A residência em Anestesiologia no Brasil tem duração de 3 anos e é de acesso direto — você pode se candidatar logo após a graduação, sem precisar cumprir outra especialidade antes. Os programas seguem o conteúdo programático da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) e formam profissionais para atuar em centros cirúrgicos, UTIs, obstetrícia, pronto-socorro e tratamento da dor. No país, a SBA credencia 125 Centros de Ensino e Treinamento (CETs) distribuídos por todas as regiões (SBA, 2025).
Escolher onde concorrer, entender como a rotina evolui do R1 ao R3 e enxergar o mercado de trabalho com clareza são passos fundamentais antes de decidir onde colocar o seu nome. Este guia reúne, em um único lugar, os dados de vagas e concorrência dos principais programas do Brasil, a estrutura curricular real de cada ano de residência e um panorama honesto do mercado em 2026 — incluindo o que ainda está em expansão e o que se mantém incerto.
O Que é a Residência em Anestesiologia: Duração, Acesso e Estrutura
Diferentemente de especialidades que exigem uma etapa prévia — como a Cirurgia Plástica, que requer Cirurgia Geral —, a Anestesiologia permite que você inicie a especialização diretamente após a graduação. Isso a torna uma das portas de entrada mais rápidas para quem quer atuar em procedimentos de alta complexidade já no início da carreira médica.
Se você ainda tem dúvidas sobre o funcionamento geral dos programas no país, vale consultar [INTERNAL_LINK: como funciona a residência médica no Brasil guia completo] antes de prosseguir.
O que diz o conteúdo programático da SBA
Todos os programas de residência em Anestesiologia no Brasil seguem o conteúdo programático definido pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA). Os 125 CETs credenciados pela SBA trabalham com uma base curricular unificada, garantindo padrão mínimo de formação independentemente da instituição escolhida (SBA, 2025).
Os quatro pilares do conteúdo programático são:
- Farmacologia — fármacos anestésicos inalatórios e intravenosos, bloqueadores neuromusculares e vasoativos no perioperatório
- Fisiologia — sistemas cardiovascular, respiratório, renal e neurológico com foco nas alterações provocadas pela anestesia
- Anatomia — vias aéreas, plexos nervosos e marcos anatômicos essenciais para bloqueios regionais e acesso vascular
- Monitorização anestésica — parâmetros hemodinâmicos, neuromonitorização e avaliação da profundidade anestésica
Essa base teórico-prática se desdobra ao longo dos três anos em estágios progressivos: o R1 prioriza as bases clínicas em salas cirúrgicas de menor complexidade, enquanto R2 e R3 avançam para subáreas como cirurgia cardíaca, neurocirurgia, transplantes e anestesia obstétrica.
Subespecializações possíveis após a residência
Concluída a residência, você recebe o título de especialista e pode atuar de forma autônoma — mas o caminho não para aí. A Anestesiologia serve de pré-requisito para duas subespecializações reconhecidas:
| Subespecialidade | Tempo adicional | Pré-requisito obrigatório |
|---|---|---|
| Medicina Intensiva | + 2 anos | Residência em Anestesiologia (3 anos) |
| Medicina Paliativa | Conforme programa | Residência em Anestesiologia (3 anos) |
Quem deseja a dupla titulação em Anestesiologia + Medicina Intensiva precisará de 5 anos de formação total. Essa sobreposição faz sentido clínico: ambas as áreas compartilham domínio de ventilação mecânica, manejo hemodinâmico e cuidados críticos.
A relevância tecnológica da especialidade
A Anestesiologia é, historicamente, uma das especialidades que mais incorpora tecnologia de ponta na prática clínica — da monitorização neuromuscular quantitativa ao uso de ecocardiografia transesofágica em tempo real. Entre 2024 e 2026, dois avanços passaram a ocupar espaço central na formação: a ultrassonografia point-of-care para bloqueios regionais guiados e sistemas de inteligência artificial aplicados à monitorização anestésica, que auxiliam na predição de eventos adversos e personalização de doses. O anestesiologista opera na interface entre medicina e tecnologia de forma constante — um perfil que só tem se intensificado.
Para consultar a lista atualizada dos 125 CETs credenciados pela SBA, acesse diretamente o cadastro oficial no site da sociedade. [EXTERNAL_LINK: SBA Centros de Ensino e Treinamento credenciados sbahq.org]
Rotina por Ano de Residência: R1, R2 e R3 na Prática
A progressão ao longo dos três anos é clara e estruturada: o R1 constrói a base clínica, o R2 amplia o repertório com subespecialidades intermediárias e o R3 aprofunda áreas complexas com maior autonomia. Essa estrutura é comum a todos os programas que seguem o conteúdo programático da SBA, mas a distribuição exata de estágios varia conforme a instituição — consulte sempre o edital da instituição de interesse.
R1 — Fundamentos clínicos e habilidades essenciais
O primeiro ano foca nas bases que sustentam toda a prática futura. Você desenvolve habilidades manuais fundamentais — acesso venoso, intubação traqueal e bloqueios regionais básicos — e domina a monitorização anestésica e a farmacologia dos agentes anestésicos e adjuntos. As atividades práticas iniciam em salas de cirurgia geral e urgência, sempre com supervisão direta. Paralelamente, há discussões de casos clínicos e estudo intensivo de anatomia, fisiologia e farmacologia aplicadas ao contexto perioperatório.
R2 — Subespecialidades intermediárias e autonomia supervisionada
O segundo ano introduz estágios em obstetrícia, endoscopia, anestesia pediátrica básica e trauma. A autonomia supervisionada cresce: você começa a conduzir anestesias com maior independência, ainda sob orientação do preceptor. Discussões de casos e apresentações científicas continuam, e muitas instituições já estimulam o início de atividades de pesquisa nesse período.
R3 — Subespecialidades avançadas, independência e pesquisa
O terceiro ano consolida a formação com estágios nas áreas mais complexas: cirurgia cardíaca, neurocirurgia, transplantes, tratamento da dor e cuidados paliativos. Você assume maior independência clínica, com condutas progressivamente mais autônomas em situações de alta complexidade. As atividades de pesquisa se intensificam, com expectativa de apresentação de trabalhos em congressos.
A tabela abaixo resume a progressão dos três anos. Os dados referem-se à estrutura geral descrita nos programas de referência credenciados pela SBA.
| Ano | Foco principal | Características da prática | Atividades teóricas e acadêmicas |
|---|---|---|---|
| R1 | Bases clínicas e habilidades manuais | Anestesia geral básica, monitorização, farmacologia aplicada; estágios em CC e pronto-socorro com supervisão direta | Discussões de casos, estudo de anatomia/fisiologia/farmacologia, treinamento de habilidades |
| R2 | Subespecialidades intermediárias | Obstetrícia, endoscopia, pediatria básica, trauma; ampliação da autonomia supervisionada | Discussões clínicas continuadas, início de atividades de pesquisa, apresentações científicas |
| R3 | Subespecialidades avançadas | Cirurgia cardíaca, neurocirurgia, transplantes, dor, cuidados paliativos; maior independência clínica | Apresentação de trabalhos em congressos, consolidação da pesquisa, preparação para atuação ou subespecialização |
| Dado estrutural | Valor (referência SBA/CNRM) |
|---|---|
| Duração total | 3 anos |
| Carga horária semanal regulamentada | 60 horas (limite CNRM/MEC) |
| Duração do plantão noturno | 12 horas (referência: programa Unifesp/EPM) |
| Formação adicional para Medicina Intensiva | +2 anos (pré-requisito: Anestesiologia) |
Para quem quer se organizar com antecedência, a medmentorIA oferece trilhas de estudo estruturadas por competência — alinhadas exatamente a essa progressão de R1 a R3.
Principais Programas de Residência em Anestesiologia no Brasil
Escolher onde fazer residência exige muito mais do que olhar o nome da instituição. O Brasil tem programas reconhecidos pela SBA em todas as regiões, com formatos de seletivo distintos, perfis de concorrência variados e estruturas que vão de complexos hospitalares com mais de 14 salas cirúrgicas a hospitais de referência em trauma e transplantes.
Antes de se inscrever, analise três variáveis lado a lado: número de vagas ofertadas, relação candidato por vaga e formato do processo seletivo (próprio, via sistema estadual ou por associação regional). A tabela abaixo consolida os dados mais recentes disponíveis publicamente, referentes ao ciclo de 2025.
| Instituição | UF | Vagas (ciclo 2025*) | Candidatos/Vaga | Processo Seletivo | Diferencial |
|---|---|---|---|---|---|
| USP (HC-FMUSP / Icesp / HU) | SP | 33 | 20,3 | Seletivo próprio | Maior oferta nacional; múltiplos institutos de alta complexidade |
| Unifesp (Hospital São Paulo / EPM) | SP | 10 | — | SUS-SP | Maior hospital universitário do país; pré-requisito para Medicina Intensiva e Paliativa |
| Unicamp | SP | 10 | — | SUS-SP | Campinas como polo de alta complexidade no interior paulista |
| HUWC-UFC | CE | 3 | 105,0 | Prova teórica + análise curricular (corte 80 pts fase 1) | Referência em transplantes hepáticos; 14 salas cirúrgicas |
| IJF (Instituto Dr. José Frota) | CE | 4 | 95,75 | Seletivo próprio | Referência em trauma e emergência no Nordeste |
| HGCR | SC | — | — | AMRIGS | Referência em bloqueios regionais; ~200 leitos; 8 salas |
| HMT-BH (Hospital Madre Teresa) | MG | — | — | PSU-MG | Infraestrutura tecnológica avançada em Belo Horizonte |
*Dados referentes ao ciclo 2025. Para o ciclo 2026, as datas e vagas são previstas e ainda não confirmadas — verifique os editais das instituições para informações oficiais.
Programas nas universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), Minas Gerais (UFMG), Paraná (UFPR) e no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) são igualmente reconhecidos pela SBA e oferecem formação sólida. Sem dados públicos consolidados de vagas e concorrência para 2025 disponíveis nas fontes consultadas, a recomendação é consultar diretamente os editais de cada instituição.
Concorrência nos Principais Programas — Ciclo 2025
Relação candidato/vaga · referência histórica
Nota: Unifesp e Unicamp participam do seletivo SUS-SP; dado de candidatos/vaga individual não disponível nas fontes consultadas. HGCR e HMT-BH: vagas não divulgadas publicamente para o ciclo 2025.
Sudeste: tradição, volume e diversidade de campos de prática
O Sudeste concentra a maior quantidade de vagas e os programas com maior tradição em pesquisa e assistência de alta complexidade. A USP, com 33 vagas em 2025 — a maior oferta nacional para acesso direto em Anestesiologia —, distribui a formação pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e pelo Hospital Universitário (HU). A partir do R2, os residentes rotacionam por subáreas como cirurgia cardíaca, neurocirurgia e transplantes.
Na Unifesp, as 10 vagas anuais são vinculadas ao Hospital São Paulo, com carga horária semanal de 60 horas e plantões noturnos de 12 horas — modelo que serve de referência para a estrutura curricular da SBA. A Unicamp, também com 10 vagas integradas ao SUS-SP, forma profissionais no complexo hospitalar de Campinas, polo de alta complexidade que atende múltiplas regionais do interior paulista.
Em Minas Gerais, o Hospital Madre Teresa (HMT-BH) opera via PSU-MG e se destaca pela infraestrutura tecnológica avançada em salas cirúrgicas de grande porte.
Nordeste: alta concorrência, referência em trauma e transplantes
O Nordeste tem poucos programas, mas ambos com reconhecimento nacional — o que explica a concorrência extrema. O HUWC-UFC, em Fortaleza, oferece apenas 3 vagas anuais e registrou 105 candidatos por vaga no ciclo 2025. O seletivo exige nota mínima de 80 pontos na primeira fase, combinando prova teórica com análise curricular. O centro cirúrgico dispõe de 14 salas, com rotação complementar pelo Hospital Geral de Fortaleza (HGF).
O IJF (Instituto Dr. José Frota), também em Fortaleza, oferece 4 vagas com média de 95,75 candidatos por vaga no mesmo ciclo. Como referência em trauma e emergência no Norte-Nordeste, garante ao residente contato intenso com pacientes politraumatizados desde o início — um diferencial para quem considera Medicina Intensiva ou emergência perioperatória.
A opção pelo Nordeste exige preparo direcionado: o HUWC-UFC valoriza análise curricular além da prova teórica, o que torna atividades complementares, estágios e publicações durante a graduação diferenciais concretos.
Sul e outras regiões: estrutura regionalizada e técnicas avançadas
No Sul, o Hospital Governador Celso Ramos (HGCR), em Florianópolis, é referência em bloqueios regionais na América Latina — atraindo candidatos interessados em dor e anestesia regional como área de atuação futura. O processo seletivo é centralizado pela AMRIGS, e o hospital combina perfil de hospital geral com fluxo cirúrgico diversificado em suas 8 salas e cerca de 200 leitos.
No Centro-Oeste e em outras regiões, outros programas com CETs reconhecidos pela SBA existem, mas a ausência de dados públicos consolidados sobre vagas e concorrência no ciclo 2025 impede comparação numérica direta. Acompanhe os editais institucionais e as chamadas da própria SBA para informações atualizadas.
Independentemente da região, a escolha deve considerar três fatores práticos: volume assistencial (mais casos = mais experiência), perfil cirúrgico do hospital base (cardíaco, obstétrico, neonatal) e formato do seletivo — se prova teórica, análise curricular ou ambas. Estudar editais anteriores e conversar com residentes atuais são estratégias que qualquer candidato pode adotar.
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Começar grátis →Carga Horária, Plantões e Vida do Residente de Anestesiologia
A carga horária semanal da residência em Anestesiologia é de 60 horas, conforme o limite regulamentado pela CNRM/MEC, adotado nos programas credenciados pela SBA — incluindo o da Unifesp (Escola Paulista de Medicina / Hospital São Paulo). Essa distribuição equilibra atividades práticas no centro cirúrgico, plantões e atividades teóricas ao longo dos três anos.
Um dia típico no centro cirúrgico
A rotina gira em torno do cuidado perioperatório completo. O dia começa com a avaliação pré-anestésica: revisão do prontuário, classificação de risco ASA, análise de exames e montagem do plano anestésico individualizado. Em seguida, você acompanha a indução anestésica, a manutenção durante o procedimento — monitorando parâmetros vitais em tempo real — e a recuperação na Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA).
O volume de casos varia conforme o porte da instituição. O HUWC-UFC opera com 14 salas cirúrgicas ativas, incluindo cirurgias cardíacas e transplantes hepáticos. O HGCR, em Florianópolis, referência em bloqueios regionais na América Latina, conta com 8 salas em um hospital geral de cerca de 200 leitos.
Plantões noturnos e descanso
Os plantões integram parte obrigatória do currículo. No programa da Unifesp (referência credenciada pela SBA), a rotina inclui 12 horas de plantão noturno mensal. A frequência e o formato variam entre programas — especialmente em hospitais de alta complexidade com cirurgias de urgência frequentes. O descanso pós-plantão segue as diretrizes da CNRM para preservar a saúde do médico em formação.
Atividades teóricas paralelas
Além da carga prática, a rotina teórica é robusta:
- Rounds e discussões de casos — sessões de revisão de condutas, com hierarquia descrita como leve e flexível em programas universitários de referência
- Provas internas periódicas — avaliação contínua do aprendizado ao longo dos anos
- Provas e certificações da SBA — preparação para o título de especialista ao final da formação
- Participação em congressos — estimulada desde o R1 como complemento acadêmico
Qualidade de vida e flexibilidade
A Anestesiologia exige atenção contínua e afinidade com tecnologia — o especialista monitora o paciente em tempo integral com base em conhecimentos sólidos de anatomia, fisiologia e farmacologia. Em contrapartida, abre um leque amplo de possibilidades: você pode atuar em hospitais gerais, universitários ou clínicas especializadas, alternando entre regimes de trabalho como autônomo, cooperativa ou vínculo formal. Estimativas de remuneração variam amplamente conforme instituição, regime de contratação e região do país — pesquise faixas diretamente com conselhos regionais e sindicatos médicos da sua área de interesse.
Mercado de Trabalho do Anestesiologista no Brasil em 2026
O mercado de trabalho para anestesiologistas está em expansão, impulsionado pelo crescimento de redes hospitalares privadas — tendência consolidada nas regiões Sul e Sudeste que segue em curso em 2026. A novidade é que essa expansão começa a se deslocar para fora do eixo tradicional: hospitais públicos de alta complexidade no Norte, Nordeste e Centro-Oeste têm ampliado a contratação de especialistas, ainda que em ritmo mais gradual e sem dados consolidados que permitam dimensionar o movimento com precisão.
Onde o anestesiologista atua
A amplitude de campos de atuação é um dos grandes diferenciais da especialidade. O anestesiologista não se limita ao centro cirúrgico:
- Centros cirúrgicos gerais e especializados — pré, intra e pós-operatório completo
- UTI adulto e neonatal — ventilação mecânica, sedação, hemodinâmica e suporte avançado de vida
- Obstetrícia — analgesia de parto, anestesia para cesariana e manejo de emergências obstétricas
- Hemodinâmica — sedação e monitorização em cateterismo e angioplastia
- Endoscopia digestiva — sedação para colonoscopia, endoscopia alta e procedimentos terapêuticos
- Tratamento da dor crônica — clínicas e ambulatórios multidisciplinares de dor
- Cuidados paliativos — controle de sintomas e conforto em cuidados de fim de vida
- Procedimentos diagnósticos ambulatoriais — sedação para exames de imagem, biópsias e pequenos procedimentos
Onde o Anestesiologista Pode Atuar
Principais campos de atuação após a residência
Tecnologia como diferencial crescente
A ultrassonografia point-of-care para bloqueios regionais guiados já é realidade em programas de residência de referência, aumentando precisão e segurança nas anestesias regionais. Paralelamente, sistemas de IA aplicados à monitorização anestésica começam a ser incorporados aos treinamentos, auxiliando na predição de eventos adversos e na personalização de doses. O domínio dessas ferramentas está se tornando diferencial competitivo — tanto para quem busca os melhores programas quanto para quem quer se posicionar com vantagem no mercado.
Regiões fora do eixo Sul-Sudeste
Embora Sul e Sudeste ainda concentrem a maior parte das oportunidades em hospitais privados de grande porte, há uma tendência observada de expansão da demanda por anestesiologistas em capitais e polos regionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Hospitais públicos de alta complexidade e maternidades de referência nessas regiões têm ampliado seus quadros, especialmente para plantões em UTI e obstetrícia — movimento em crescimento, ainda sem dados oficiais consolidados que permitam quantificação precisa.
Perspectiva de carreira
O anestesiologista tem flexibilidade para atuar de forma autônoma, em cooperativas ou como profissional contratado. A possibilidade de subespecialização — em dor crônica, anestesia pediátrica ou medicina intensiva — abre caminhos adicionais de diferenciação. Sobre remuneração, estimativas variam amplamente conforme regime de trabalho, tipo de instituição e região geográfica — pesquise faixas diretamente com conselhos regionais e sindicatos médicos da sua área de interesse.
Como se Preparar para o Processo Seletivo em Anestesiologia
Preparar-se para o seletivo de Anestesiologia exige estratégia precisa: dominar farmacologia, fisiologia e anatomia aplicada à anestesia é o ponto de partida. Mas tão importante quanto o conteúdo é adaptar o cronograma ao perfil específico de cada instituição-alvo.
Cada prova tem sua identidade. A USP aplica seletivo próprio com foco em casos clínicos. Programas centralizados — SUS-SP (Unifesp e Unicamp), AMRIGS (região Sul) e PSU-MG (Minas Gerais) — seguem modelos diferentes entre si. O HUWC-UFC exige nota mínima na primeira fase e combina prova teórica com análise curricular, tornando indispensável analisar provas anteriores para entender o estilo avaliativo de cada instituição.
Os três pilares de conteúdo mais cobrados
- Farmacologia — fármacos anestésicos, analgésicos e bloqueadores neuromusculares são cobrados com intensidade
- Fisiologia — cardiovascular, respiratória e neurológica aplicadas à anestesia, com integração de mecanismos e regulação
- Anatomia — bloqueios regionais, vias aéreas e acessos venosos com foco em domínio prático
Uma estratégia eficaz começa pelos fundamentos: muitos candidatos subestimam farmacologia e fisiologia aplicada — áreas que representam a maior parte das questões nos principais programas.
Montando seu cronograma de revisão
A maioria dos especialistas recomenda pelo menos 6 meses de revisão consistente. Comece dominando os conceitos básicos de cada área antes de avançar para questões complexas e resolução de provas anteriores. Para inscrições do ciclo 2026, as datas são previstas e ainda não confirmadas — verifique o edital oficial de cada instituição para prazos exatos.
A IA M.A.E.S.T.R.O.® da medmentorIA identifica lacunas de conhecimento em farmacologia, fisiologia e anatomia — as três bases mais cobradas nos seletivos de Anestesiologia — e adapta o plano de estudo à instituição-alvo, priorizando os domínios com maior peso em cada prova. [INTERNAL_LINK: como estudar para residencia medica com inteligencia artificial]
O que avaliam além da prova teórica
Programas com análise curricular valorizam:
- Produção científica (artigos, resumos publicados em congressos)
- Estágios extracurriculares em Anestesiologia
- Participação em ligas acadêmicas
Revise também seus padrões de erro em questões anteriores: identificar onde você erra sistematicamente é tão importante quanto rever o conteúdo teórico.
Conclusão
A escolha pela residência em Anestesiologia combina propósito clínico, afinidade com tecnologia e, acima de tudo, planejamento estratégico. A especialidade é de acesso direto, tem duração de 3 anos e conta com 125 CETs credenciados pela SBA em todas as regiões do Brasil (SBA, 2025). Programas de referência como USP, HUWC-UFC, IJF, HGCR e HMT-BH oferecem formação progressiva do R1 ao R3 — de bases clínicas a subespecialidades avançadas como cirurgia cardíaca, neurocirurgia e transplantes.
O passo concreto começa agora: identifique os programas alinhados à sua realidade geográfica e profissional, analise o volume de casos e as subespecialidades disponíveis em cada um, e mapeie o perfil de concorrência — que pode variar de 20 candidatos por vaga (USP) a mais de 100 (HUWC-UFC). Isso permite calibrar expectativas e direcionar esforços com inteligência.
Em seguida, leia os editais com atenção (para o ciclo 2026, datas previstas e ainda não confirmadas), identifique suas lacunas nos três pilares que mais pesam nos seletivos — farmacologia, fisiologia e anatomia — e monte um cronograma consistente com meses de antecedência. O mercado está em expansão, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, com crescimento observado também fora desse eixo. A preparação certa é o que separa quem passa de quem tenta de novo no próximo ciclo.
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Perguntas Frequentes
A residência em Anestesiologia é de acesso direto ou exige pré-requisito?
É de acesso direto — qualquer médico formado pode se candidatar sem cumprir outra residência antes. Não há pré-requisito de especialidade.
Quantos anos dura a residência em Anestesiologia no Brasil?
3 anos, conforme estabelecido pela SBA e reconhecido pelo MEC/CNRM.
Qual é a concorrência para residência em Anestesiologia nas melhores instituições?
Varia amplamente: a USP registrou 20,3 candidatos por vaga e o HUWC-UFC chegou a 105 candidatos por vaga no ciclo 2025.
Qual a carga horária semanal de um residente de Anestesiologia?
60 horas semanais, conforme o limite regulamentado pela CNRM/MEC e adotado nos programas credenciados pela SBA.
Anestesiologia serve de pré-requisito para qual outra especialidade?
Serve de pré-requisito para Medicina Intensiva (mais 2 anos de formação) e Medicina Paliativa, entre outras especializações.
Quantos Centros de Ensino e Treinamento (CET) a SBA credencia no Brasil?
125 CETs distribuídos por todo o país, segundo dados da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA, 2025).
Como é o processo seletivo para residência em Anestesiologia?
Varia por instituição: seletivo próprio com foco em casos clínicos (USP), processos centralizados (SUS-SP, AMRIGS, PSU-MG) ou combinação de prova teórica com análise curricular (HUWC-UFC, com nota de corte de 80 pontos na primeira fase).
Qual é o mercado de trabalho para anestesiologistas no Brasil em 2026?
Em expansão — especialmente nas regiões Sul e Sudeste, com crescimento de redes hospitalares privadas, e com demanda crescente também em capitais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A atuação abrange CC, UTI, obstetrícia, endoscopia, dor crônica e cuidados paliativos. Estimativas de remuneração variam conforme regime de trabalho, instituição e região.


