Há cerca de quatro meses, segundo descrição de sua esposa, B., 24 anos, começou a apresentar-se mais preocupado e nervoso, com frequência andando de um lado para o outro em casa, sem conseguir ficar parado muito tempo, falando que algo de ruim ia acontecer, sem saber explicar o que era essa coisa ruim; também começou a ter dificuldade para dormir (tanto para iniciar o sono, como acordando no meio da noite com frequência). Depois de cerca de 2 meses com esse quadro, começou a dizer que via e ouvia uma sombra ruim que queria fazer mal para as pessoas da casa e a ter dificuldade para fazer suas tarefas profissionais, porque não conseguia se concentrar nessas atividades devido ao medo que ficava na cabeça o tempo todo. Depois de 3 meses, começou a descuidar de sua higiene, passando dias sem tomar banho e ficando trancado em seu quarto, às vezes só aceitando a comida por uma fresta da porta e comendo dentro dele. Há 1 semana falou, em um momento, que a esposa queria matá-lo, para ficar sozinha com a casa que tinham comprado. Não apresentou episódios de auto e/ou heteroagressividade. Nunca tinha tido nada parecido antes. O médico do serviço de atenção primária à saúde realizou uma visita domiciliar e, como acompanhava B. desde a infância e ele confiava muito nele, B. aceitou iniciar algum tratamento para ver se conseguia se sentir melhor. Afora estar com a roupa desarrumada e higiene pessoal não muito boa, não foi constatado nenhuma alteração significativa no exame físico, nem descreveu outros sintomas além dos já descritos. Qual é a conduta medicamentosa mais adequada para esse paciente?
USP-RP 2021 · Questão 99
Transtornos Psicóticos
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