Um paciente de 55 anos de idade, hipertenso e tabagista, foi levado por sua filha ao pronto‐socorro. Ela estava preocupada com o que ouviu sobre o comportamento recente do pai. Contou que ele é contador e sempre foi muito reservado e educado com seus clientes. Entretanto, há dois dias, seus funcionários notaram que ele estava agitado, saindo muitas vezes de seu escritório, e, quando encontrava algum cliente, o xingava sem motivo. Os funcionários só perceberam mesmo que havia algo errado quando ele saiu do escritório sem roupas no corpo. No consultório, queixou‐se de cefaleia holocraniana iniciada há cerca de três dias. Negou viagens ou vacinações recentes. O exame físico revelou temperatura axilar de 38°C, pressão arterial de 160 x 85 mmHg, frequência cardíaca de 92 bpm, frequência respiratória de 20 ipm, dextro 99 mg/dL, Glasgow 14 (AO 4, RV 4 e RM 6) e rigidez de nuca, sem outras alterações no exame neurológico. Fundo de olho sem alterações. Foi coletado o liquor, que evidenciou aspecto límpido, pressão de abertura de 8 cmHO, presença de 10 células/mm³, com predomínio linfocítico, glicose 66 mg/dL, sem alterações no gram, tinta da China negativa, teste de látex negativo, VDRL negativo. Tomografia de crânio com contraste sem alterações. Considerando essa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o diagnóstico mais provável e o tratamento adequado.
SCMSP 2020 · Questão 19
Emergências Neurológicas
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