A sífilis na gestação é considerada um grave problema de saúde pública no Brasil e em diversos países, devido ao seu impacto direto na saúde materna e neonatal. Trata-se de uma infecção sexualmente transmissível (IST) de alta transmissibilidade vertical que, se não diagnosticada e tratada adequadamente, pode causar abortos, natimortalidade, prematuridade, baixo peso ao nascer e sífilis congênita. Apesar da existência de testes rápidos e tratamento eficaz com penicilina benzatina, a sífilis congênita ainda representa um desafio nos serviços de atenção pré-natal, devido à falha na triagem adequada, no acompanhamento e no tratamento da gestante e de seus parceiros. Com base nesse contexto, analise as assertivas abaixo sobre o manejo da sífilis na gestante: I - Para uma gestante que realiza o pré-natal desde o início da gestação, que realizou teste de sífilis no primeiro trimestre e este apresentou resultado negativo, não há necessidade de realização de testes adicionais, a não ser que a mesma tenha sido exposta a risco de contaminação de forma comprovada. II - Para uma gestante que não tenha realizado acompanhamento pré-natal e no momento do parto apresenta teste rápido positivo para sífilis e que tenha recebido uma dose de penicilina benzatina de 2.400.000 ui logo após o diagnóstico deve-se considerar o caso como tratamento inadequado. III - A parceria sexual da gestante com sífilis não faz parte da definição de caso de sífilis congênita, em relação ao tratamento materno, se adequado ou inadequado. IV - Quando a gestante com diagnóstico de sífilis tiver história de alergia a penicilina deve-se substituir o esquema por doxiciclina ou ceftriaxona. Estão CORRETAS:
PSU-MG 2025.2 · Questão 15
Infecções na Gestação
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