Mulher de 67 anos vai ao pronto atendimento queixando-se de tosse seca e dispneia há 7 dias, que evoluiu com piora progressiva e ocorre mesmo em repouso no momento. Nega febre, dor torácica, ortopneia ou sintomas de aéreas superiores. É portadora de câncer de mama e está realizando quimioterapia. Ao exame físico, apresente PA = 120/80 mmHg, FC = 89 bpm, FR = 26 irpm, SpO2 em ar ambiente 80%. Encontra-se alerta e orientada. O exame respiratório revela taquipneia e esforço respiratório; a ausculta não apresenta anormalidades. O exame cardiovasular revela ictus cordis no 4° espaço intercostal esquerdo e linha hemiclavicular, ritmo cardíaco regular, sem anormalidades; pulso venoso jugular interno direito visualizado a 2 cm do esterno, sem refluxo hepatojugular. Restante do exame físico sem anormalidades. Exames de laboratório: Hb = 12,9 g/dl; LG = 5.600/mm³; NS = 3.450/mm³; Plq = 210.000/mm³; LDH = 1.200 U/L; PCR = 80 mg/L; Creat. = 1,2 mg/dl. TC tórax: infiltrado em vidro fosco e espessamento septal intralobular e interlobular, constituindo padrão de pavimentação em mosaico, difusamente encontrado em ambos os campos pulmonares de distribuição peri-hilar predominante.
Três dias após o início do tratamento empírico mais adequado, a paciente queixou-se de fraqueza generalizada e parestesia nas mãos e nos pés. O eletrocardiograma pode ser visto a seguir. Assinale a alternativa que apresenta a causa MAIS PROVÁVEL para o quadro clínico apresentado pela paciente nesse momento.