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    Preparação15 min de leituraPublicado em 01 de set. de 2026 · Atualizado em 07 de set. de 2026

    O que é R3 na Residência Médica: Especialidades que Exigem Pré-requisito

    O que é R3 na Residência Médica: Especialidades que Exigem Pré-requisito
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    O termo R3 aparece frequentemente em discussões sobre carreira médica, mas nem sempre é claro o que ele significa na prática. R3 é a sigla para o terceiro ano de residência médica, ano em que o residente ingressa em um programa de acesso indireto (com pré-requisito) após concluir R1 e R2 em uma especialidade básica. Nem todas as especialidades exigem R3: muitas permitem ingresso direto como R1, sem necessidade de pré-requisito.

    Este guia explica de forma completa o que é R3, quais especialidades médicas exigem esse caminho, quais são as especialidades básicas que funcionam como pré-requisito e como funciona a duração dos programas segundo a legislação vigente. Todas as informações estão baseadas na Resolução CNRM nº 02/2006, na Lei 6.932/1981 e nas atualizações mais recentes da Comissão Nacional de Residência Médica.

    Leia também: D1/D2/D6/D31: entenda os prazos do ENAMED e ENARE para residência médica 2026/2027.

    O que é R3 na residência médica

    R3 é a designação do terceiro ano de residência médica. O residente que está no R3 já completou dois anos (R1 e R2) em um programa de especialidade básica credenciado pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e foi aprovado em um novo processo seletivo para ingressar em um programa de acesso indireto, também chamado de programa com pré-requisito.

    A distinção entre R1, R2 e R3 não é apenas uma contagem de anos. Ela reflete a estrutura dos programas de residência médica no Brasil, definida pela Resolução CNRM nº 02, de 17 de maio de 2006, que está vigente. Essa resolução estabelece duas formas de ingresso nos programas:

    • Acesso direto (AD): o candidato ingressa como R1, sem necessidade de ter completado outra residência prévia. A duração varia de 2 a 5 anos conforme a especialidade.
    • Acesso indireto (com pré-requisito, PR): o candidato ingressa como R3 (ou R4, em casos específicos), após comprovar a conclusão de um programa de residência médica prévio em uma especialidade básica definida como pré-requisito.

    O parágrafo único do Artigo 1º da Resolução CNRM 02/2006 define: o pré-requisito corresponde ao cumprimento de um programa de Residência Médica credenciado pela Comissão Nacional de Residência Médica.

    Quais especialidades exigem R3 (acesso indireto)

    As especialidades que exigem R3, ou seja, que têm acesso indireto via pré-requisito, estão organizadas pela Resolução CNRM 02/2006 em grupos conforme a especialidade básica exigida. São 38 especialidades que funcionam com pré-requisito, distribuídas em 6 grupos:

    Especialidades com pré-requisito em Clínica Médica

    A Clínica Médica é a especialidade básica que serve de pré-requisito para o maior número de especialidades. Ao concluir R1 e R2 em Clínica Médica, o residente pode concorrer a R3 nas seguintes especialidades:

    Especialidade (R3) Duração do programa
    Alergia e Imunologia 2 anos
    Angiologia 2 anos
    Cancerologia Clínica 2 anos
    Cardiologia 2 anos
    Endocrinologia e Metabologia 2 anos
    Endoscopia 2 anos
    Gastroenterologia 2 anos
    Geriatria 2 anos
    Hematologia e Hemoterapia 2 anos
    Nefrologia 2 anos
    Pneumologia 2 anos
    Reumatologia 2 anos

    12 especialidades têm a Clínica Médica como pré-requisito, todas com duração de 2 anos no programa de R3.

    Especialidades com pré-requisito em Cirurgia Geral

    A Cirurgia Geral é a segunda especialidade básica que mais serve de pré-requisito. Ao concluir R1 e R2 em Cirurgia Geral, o residente pode concorrer a R3 nas seguintes especialidades:

    Especialidade (R3) Duração do programa
    Cancerologia Cirúrgica 2 anos
    Cirurgia Cardiovascular 4 anos
    Cirurgia de Cabeça e Pescoço 2 anos
    Cirurgia do Aparelho Digestivo 2 anos
    Cirurgia Pediátrica 3 anos
    Cirurgia Plástica 3 anos
    Cirurgia Torácica 2 anos
    Cirurgia Vascular 2 anos
    Coloproctologia 2 anos
    Urologia 3 anos

    11 especialidades têm a Cirurgia Geral como pré-requisito. A Cirurgia Cardiovascular é a que tem a duração mais longa entre os programas de R3: 4 anos, totalizando 6 anos de residência (2 de Cirurgia Geral + 4 de Cirurgia Cardiovascular).

    Especialidades com pré-requisito em Obstetrícia e Ginecologia ou Cirurgia Geral

    A Mastologia é a única especialidade que aceita dois pré-requisitos diferentes: o candidato pode ingressar no R3 após concluir R1 e R2 em Obstetrícia e Ginecologia ou em Cirurgia Geral. A duração do programa de Mastologia é de 2 anos.

    Especialidades com pré-requisito em Anestesiologia, Clínica Médica ou Cirurgia Geral

    A Medicina Intensiva aceita três pré-requisitos diferentes: Anestesiologia, Clínica Médica ou Cirurgia Geral. O residente pode ingressar no R3 após concluir qualquer um desses três programas básicos. A duração do programa de Medicina Intensiva é de 2 anos.

    Especialidades com pré-requisito em Pediatria

    A Cancerologia Pediátrica tem a Pediatria como pré-requisito. Ao concluir R1, R2 e R3 em Pediatria (que tem duração de 3 anos como acesso direto), o residente pode ingressar no R4 de Cancerologia Pediátrica, com duração de 2 anos. É um dos casos em que o ingresso no programa com pré-requisito ocorre como R4 e não como R3, porque a Pediatria tem duração de 3 anos.

    Especialidades com pré-requisito em Clínica Médica ou Cirurgia Geral

    A Nutrologia aceita Clínica Médica ou Cirurgia Geral como pré-requisito. A duração do programa é de 2 anos.

    Especialidades básicas (pré-requisitos)

    As especialidades básicas são aquelas que funcionam como porta de entrada para outras especialidades via pré-requisito. Segundo a Resolução CNRM 02/2006, são cinco:

    Especialidade básica Duração (acesso direto) Nº de especialidades que abre
    Clínica Médica 2 anos (R1+R2) 12 especialidades + 2 compartilhadas
    Cirurgia Geral 2 anos (R1+R2) 11 especialidades + 2 compartilhadas
    Pediatria 3 anos (R1+R2+R3) 1 especialidade (Cancerologia Pediátrica)
    Obstetrícia e Ginecologia 3 anos (R1+R2+R3) 1 especialidade (Mastologia, também aceita Cirurgia Geral)
    Anestesiologia 3 anos (R1+R2+R3) 1 especialidade (Medicina Intensiva, também aceita Clínica Médica e Cirurgia Geral)

    A Clínica Médica e a Cirurgia Geral são as especialidades básicas mais versáteis, pois abrem caminho para o maior número de especialidades de R3. Por terem duração de 2 anos (R1+R2), permitem que o residente ingresse no R3 mais cedo do que as demais especialidades básicas, que têm duração de 3 anos.

    Duração total da residência por especialidade

    O tempo total para se tornar especialista varia conforme o caminho escolhido. Para especialidades de acesso direto, o tempo é o da própria duração do programa. Para especialidades com pré-requisito, o tempo total é a soma do pré-requisito mais o programa de R3.

    Tipo Duração Tempo total (com pré-requisito)
    Acesso direto (2 anos) R1+R2 2 anos
    Acesso direto (3 anos) R1+R2+R3 3 anos
    Acesso direto (5 anos) R1 a R5 5 anos (Neurocirurgia)
    R3 após Clínica Médica/Cirurgia Geral (2 anos) 2+2 4 anos
    R3 após Clínica Médica/Cirurgia Geral (3 anos) 2+3 5 anos
    R3 após Clínica Médica/Cirurgia Geral (4 anos) 2+4 6 anos (Cirurgia Cardiovascular)
    R4 após Pediatria/GO/Anestesia (2 anos) 3+2 5 anos

    Legislação vigente sobre residência médica

    A residência médica no Brasil é regulada por um conjunto de normas que começam na Lei nº 6.932, de 7 de julho de 1981, que dispõe sobre as atividades do médico residente. Essa lei foi alterada várias vezes ao longo das décadas:

    • Lei 12.514/2011: nova redação do Art. 4º, estabelecendo a bolsa-auxílio, licença maternidade de 120 dias, licença paternidade de 5 dias e auxílio-moradia.
    • Lei 12.871/2013 (Mais Médicos): acrescentou dispositivos sobre a residência médica como modalidade de certificação e submissão ao SUS.
    • MP 1.370/2026: institui o Sistema Nacional de Avaliação da Residência Médica, incluindo o ENAMED como etapa avaliativa, e permite o uso da nota do ENAMED no processo seletivo para acesso direto.
    • Lei 15.400/2026: permite o fracionamento do repouso anual em períodos mínimos de 10 dias, sancionada em 5 de maio de 2026.
    • Decreto 12.681/2025: regulamenta a moradia e o auxílio-moradia para médicos-residentes.
    • Decreto 11.999/2024: dispõe sobre a CNRM, regulamentando o credenciamento, recredenciamento, autorização e reconhecimento de programas.

    A Resolução CNRM nº 02/2006 é a norma específica que define os requisitos mínimos dos programas de residência médica, incluindo a tabela completa de especialidades de acesso direto e com pré-requisito, com suas respectivas durações. Essa resolução está vigente, com alterações parciais feitas pelas Resoluções CNRM 02/2007 (Cirurgia da Mão) e 1/2016 (Pediatria).

    A Resolução CFM nº 2.380/2024 homologou a lista atualizada de 55 especialidades médicas e 62 áreas de atuação reconhecidas no Brasil, reafirmando a estrutura do sistema de residência médica nacional.

    Como funciona o processo seletivo para R3

    O processo seletivo para programas de R3 funciona de forma independente do processo seletivo de R1. O candidato que concluiu R1 e R2 em uma especialidade básica precisa se inscrever no processo seletivo específico da instituição que oferece o programa de R3 desejado.

    Cada instituição define seu próprio edital para o processo seletivo de R3, geralmente com:

    • Inscrição com comprovação da conclusão da residência prévia (certificado emitido pela instituição credenciada pela CNRM)
    • Prova objetiva de conhecimentos específicos da área de R3
    • Análise curricular em alguns casos
    • Prova prática em alguns casos (especialidades cirúrgicas)

    Com a MP 1.370/2026, a nota do ENAMED passa a poder ser usada no processo seletivo para acesso direto (R1), mas o processo seletivo de R3 continua sendo conduzido individualmente por cada instituição.

    A bolsa-auxílio durante o R3 é a mesma do R1 e R2: R$ 4.106,09 brutos para 60 horas semanais, conforme o FAQ oficial do MEC atualizado em fevereiro de 2024. A alíquota previdenciária de 11% é descontada do residente, e a instituição recolhe 20%.

    Diferença entre R1, R2, R3 e R4

    Para esclarecer de uma vez, a numeração R1, R2, R3 e R4 corresponde simplesmente ao ano da residência em que o médico está:

    • R1: primeiro ano de residência médica. O residente ingressa em um programa de acesso direto. Ano de maior adaptação à rotina hospitalar.
    • R2: segundo ano de residência médica. O residente já tem mais autonomia, com maior responsabilidade assistencial e supervisão mais indireta.
    • R3: terceiro ano de residência médica. Pode ser o último ano de um programa de acesso direto de 3 anos (como Pediatria, Anestesiologia, Psiquiatria) ou o primeiro ano de um programa com pré-requisito (como Cardiologia, Cirurgia Plástica, Nefrologia).
    • R4: quarto ano de residência médica. Ocorre em programas com pré-requisito cuja especialidade básica tem 3 anos (Pediatria, GO, Anestesiologia) ou em programas de R3 com duração de 3 ou 4 anos.

    A designação R3 não significa necessariamente que o residente está no terceiro ano de uma mesma residência. Um residente que fez 2 anos de Clínica Médica e ingressa em Cardiologia está no R3 de Cardiologia, mas é o seu terceiro ano total de residência médica. Um residente que fez 3 anos de Pediatria e ingressa em Cancerologia Pediátrica está no R4 de Cancerologia Pediátrica, que é o seu quarto ano total.

    55 especialidades médicas reconhecidas no Brasil

    A Resolução CFM nº 2.380/2024 homologou a relação de 55 especialidades médicas reconhecidas no Brasil. Dessas, 29 são de acesso direto e 38 funcionam com pré-requisito (algumas especialidades compartilham pré-requisitos). As 55 especialidades são:

    Acupuntura, Alergia e Imunologia, Anestesiologia, Angiologia, Cardiologia, Cirurgia Cardiovascular, Cirurgia da Mão, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Cirurgia do Aparelho Digestivo, Cirurgia Geral, Cirurgia Oncológica, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Plástica, Cirurgia Torácica, Cirurgia Vascular, Clínica Médica, Coloproctologia, Dermatologia, Endocrinologia e Metabologia, Endoscopia, Gastroenterologia, Genética Médica, Geriatria, Ginecologia e Obstetrícia, Hematologia e Hemoterapia, Homeopatia, Infectologia, Mastologia, Medicina de Emergência, Medicina de Família e Comunidade, Medicina do Trabalho, Medicina do Tráfego, Medicina Esportiva, Medicina Física e Reabilitação, Medicina Intensiva, Medicina Legal e Perícia Médica, Medicina Nuclear, Medicina Preventiva e Social, Nefrologia, Neurocirurgia, Neurologia, Nutrologia, Oftalmologia, Oncologia Clínica, Ortopedia e Traumatologia, Otorrinolaringologia, Patologia, Patologia Clínica e Medicina Laboratorial, Pediatria, Pneumologia, Psiquiatria, Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Radioterapia, Reumatologia e Urologia.

    Como escolher o caminho certo

    A decisão entre uma especialidade de acesso direto e uma que exige R3 depende de vários fatores:

    1. Tempo de formação: especialidades de acesso direto permitem concluir a residência em 2 ou 3 anos. Especialidades com pré-requisito exigem 4 a 6 anos no total.

    2. Interesses clínicos: se o interesse é por uma subespecialidade clínica (como Cardiologia, Nefrologia, Reumatologia), o caminho natural é passar pela Clínica Médica primeiro. Se o interesse é por uma subespecialidade cirúrgica (como Cirurgia Plástica, Cirurgia Vascular), o caminho é pela Cirurgia Geral.

    3. Flexibilidade: a Clínica Médica e a Cirurgia Geral abrem portas para 12 e 11 especialidades respectivamente. Escolher uma dessas como especialidade básica dá a opção de seguir para múltiplas subespecialidades sem precisar fazer nova residência básica.

    4. Bolsa e sustento: durante todo o período de residência, incluindo o R3, o residente recebe a bolsa-auxílio de R$ 4.106,09. É importante considerar o impacto financeiro de 4 a 6 anos de residência na vida pessoal e profissional.

    5. Mercado de trabalho: algumas especialidades de R3, como Cardiologia e Cirurgia Plástica, têm alta demanda no mercado. Outras, como Cancerologia Pediátrica, são mais nichadas. Avaliar o mercado antes de escolher o pré-requisito é essencial.

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    Perguntas Frequentes

    O que significa R3 na residência médica?

    R3 é a sigla para o terceiro ano de residência médica. O termo é usado para designar o residente que ingressou em um programa de acesso indireto (com pré-requisito) após concluir R1 e R2 em uma especialidade básica. Nem toda especialidade tem R3: programas de acesso direto de 2 anos (como Clínica Médica e Cirurgia Geral) terminam no R2. Programas de 3 anos (como Anestesiologia e Psiquiatria) terminam no R3, mas sem pré-requisito prévio.

    Quais especialidades exigem R3 para ingressar?

    São 38 especialidades com acesso indireto (pré-requisito), organizadas em 6 grupos pela Resolução CNRM 02/2006. As principais são: Cardiologia, Nefrologia, Endocrinologia, Gastroenterologia, Geriatria, Hematologia, Pneumologia, Reumatologia, Alergia e Imunologia, Angiologia (pré-requisito Clínica Médica); Cirurgia Cardiovascular, Cirurgia Plástica, Cirurgia Vascular, Urologia, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Torácica (pré-requisito Cirurgia Geral); Mastologia (pré-requisito GO ou Cirurgia Geral); Medicina Intensiva (pré-requisito Anestesiologia, Clínica Médica ou Cirurgia Geral); Cancerologia Pediátrica (pré-requisito Pediatria); Nutrologia (pré-requisito Clínica Médica ou Cirurgia Geral).

    Quais são as especialidades básicas que funcionam como pré-requisito?

    São cinco especialidades básicas: Clínica Médica (2 anos, abre 12+ especialidades), Cirurgia Geral (2 anos, abre 11+ especialidades), Pediatria (3 anos, abre Cancerologia Pediátrica), Obstetrícia e Ginecologia (3 anos, abre Mastologia) e Anestesiologia (3 anos, abre Medicina Intensiva). A Clínica Médica e a Cirurgia Geral são as mais versáteis, pois abrem caminho para o maior número de especialidades de R3 e têm duração menor (2 anos).

    Qual é a duração total da residência para especialidades com R3?

    Depende da especialidade básica e da duração do programa de R3. Para especialidades que exigem Clínica Médica ou Cirurgia Geral (2 anos) como pré-requisito, o tempo total é de 4 anos (R3 de 2 anos) a 6 anos (Cirurgia Cardiovascular, R3 de 4 anos). Para especialidades que exigem Pediatria, GO ou Anestesiologia (3 anos) como pré-requisito, o tempo total é de 5 anos (R3/R4 de 2 anos).

    Qual é a diferença entre acesso direto e acesso indireto na residência?

    O acesso direto (AD) permite ingressar no programa como R1, sem necessidade de residência prévia. O acesso indireto (com pré-requisito, PR) exige que o candidato já tenha concluído um programa de residência médica prévio em uma especialidade básica definida pela CNRM. No acesso indireto, o ingresso ocorre como R3 (ou R4, quando a especialidade básica tem 3 anos).

    Qual resolução define as especialidades de R3?

    A Resolução CNRM nº 02, de 17 de maio de 2006, é a norma vigente que define os requisitos mínimos dos programas de residência médica, incluindo a tabela completa de especialidades de acesso direto e com pré-requisito, com suas respectivas durações. Essa resolução está em vigor, com alterações parciais feitas pela Resolução CNRM 02/2007 (Cirurgia da Mão) e 1/2016 (Pediatria). A Resolução CFM nº 2.380/2024 homologou a lista atualizada de 55 especialidades médicas reconhecidas.

    O residente de R3 recebe a mesma bolsa?

    Sim. A bolsa-auxílio durante o R3 é a mesma dos demais anos de residência: R$ 4.106,09 brutos para 60 horas semanais, conforme o FAQ oficial do MEC atualizado em fevereiro de 2024. A alíquota previdenciária de 11% é descontada do residente, e a instituição recolhe 20%. A Lei 15.400/2026, sancionada em 5 de maio de 2026, passou a permitir o fracionamento das férias do residente em períodos mínimos de 10 dias.

    É possível fazer R3 direto sem fazer R1 e R2?

    Não. O parágrafo único do Artigo 1º da Resolução CNRM 02/2006 define que o pré-requisito corresponde ao cumprimento de um programa de Residência Médica credenciado pela Comissão Nacional de Residência Médica. É necessário comprovar a conclusão da residência prévia na especialidade básica definida como pré-requisito para ingressar no programa de R3.

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