As novas diretrizes da American Heart Association (AHA), publicadas no ciclo 2025, atualizaram três condutas que você precisa dominar agora: o protocolo de desobstrução de vias aéreas por corpo estranho (OVACE) passou a exigir ciclos combinados de golpes dorsais e compressões — e não mais a manobra de Heimlich isolada; a cardioversão elétrica para fibrilação atrial (FA) e flutter atrial foi padronizada em 200 joules; e a meta de temperatura pós-retorno da circulação espontânea (RCE) mudou do resfriamento ativo entre 32–36°C para a simples prevenção de febre, mantendo o paciente abaixo de 37,5°C. Mudanças pequenas no papel, enormes no plantão e nas provas.
Para quem está se preparando para concursos de residência médica do ciclo 2027 — incluindo ENAMED 2026, ENARE 2027 e as grandes instituições — essas atualizações são exatamente o tipo de conteúdo que diferencia o candidato preparado de quem ainda revisa protocolos antigos. Nas próximas seções, você vai entender o que mudou, por que mudou e como aplicar cada alteração tanto na beira do leito quanto na hora de responder uma questão.
Por Que as Diretrizes AHA Mudaram em 2025?
A AHA revisa suas diretrizes de forma contínua, incorporando novos dados à medida que ensaios clínicos e meta-análises de alta qualidade ficam disponíveis. A própria AHA reconhece que a maioria das recomendações dos seus guidelines é sustentada por evidências de nível moderado, baixo ou por consenso de especialistas — o que torna o protocolo um documento vivo, sujeito a revisões frequentes à medida que a ciência avança.
O ciclo de 2025 reflete essa lógica: as três grandes mudanças (OVACE, cardioversão e temperatura pós-RCE) foram todas motivadas por acúmulo de evidências que questionavam condutas anteriores. No caso do controle de temperatura, por exemplo, meta-análises publicadas em anos recentes demonstraram que o resfriamento ativo entre 32–36°C não oferecia benefício consistente em desfechos neurológicos quando comparado à simples prevenção de febre — o que levou à revisão da recomendação (consulte o edital oficial e os guidelines publicados em American Heart Association — Guidelines).
Para você, candidato a residência ou médico em formação, a implicação é direta: estudar pelas diretrizes antigas é um risco real de errar questões que cobram a norma vigente. Os três eixos de mudança discutidos neste artigo — OVACE, cardioversão e temperatura — são o ponto de partida obrigatório da sua revisão.
Mudanças no BLS: Nova Abordagem para OVACE (Engasgo)
Se você ainda aprendeu que, diante de alguém engasgando, o primeiro passo é aplicar a manobra de Heimlich isolada, é hora de atualizar esse protocolo. A AHA revisou as diretrizes de BLS e, a partir das diretrizes de 2025, a manobra de Heimlich isolada não é mais o primeiro passo no manejo da OVACE em adultos e crianças maiores de 1 ano (AHA, 2025).
A atualização passou a recomendar a alternância de golpes dorsais e compressões, reconhecendo limitações da manobra de Heimlich isolada — embora a evidência comparativa direta entre as técnicas seja limitada e de baixa certeza.
O Novo Protocolo 5+5 para OVACE
O protocolo atualizado segue uma lógica de alternância cíclica, aplicada até a resolução da obstrução ou até a perda de consciência da vítima:
- 5 golpes dorsais — Posicione-se ao lado e ligeiramente atrás da vítima. Incline-a para frente, apoiando o peito com uma mão. Aplique 5 golpes firmes entre as escápulas com a base da outra mão.
- 5 compressões abdominais (Heimlich) — Posicione-se atrás da vítima, envolva-a com os braços e aplique 5 compressões rápidas para dentro e para cima, com o punho entre o umbigo e o apêndice xifoide.
- Repita os ciclos — Alterne 5 golpes dorsais e 5 compressões abdominais até que o corpo estranho seja expelido ou a vítima perca a consciência.
- Se a vítima perder consciência — Deite-a no chão, inicie RCP e verifique a boca antes de cada ventilação, removendo o corpo estranho apenas se visualizado.
OVACE em Gestantes: Compressões Torácicas, Não Abdominais
Este é um ponto que frequentemente aparece em provas: gestantes em estágio final de gravidez não devem receber compressões abdominais. O útero gravídico ocupa o espaço abdominal e torna a manobra de Heimlich não apenas ineficaz, mas potencialmente perigosa. O protocolo adaptado para gestantes é:
- 5 golpes dorsais — Aplicados da mesma forma que em adultos.
- 5 compressões torácicas — Mãos posicionadas no centro do esterno (mesma posição da RCP), com compressões rápidas.
- Ciclos alternados — Mantenha a alternância até a resolução ou perda de consciência.
Entender a razão fisiológica por trás da adaptação — o deslocamento uterino — é o que transforma decoreba em raciocínio clínico sólido.
Resumo Prático: Protocolo OVACE Atualizado
| Situação | Golpes Dorsais | Compressões | Observação |
|---|---|---|---|
| Adulto / criança > 1 ano | 5 entre escápulas | 5 abdominais (Heimlich) | Alternar em ciclos |
| Gestante (estágio final) | 5 entre escápulas | 5 torácicas (esterno) | Nunca abdominais |
| Lactente (< 1 ano) | 5 entre escápulas | 5 torácicas (esterno) | Posição de bruços para os golpes |
| Vítima inconsciente | — | Iniciar RCP | Verificar boca antes de ventilar |
Diretrizes AHA 2025
Nova Abordagem para OVACE
Obstrução das Vias Aéreas por Corpo Estranho
Posicionamento
Posicione-se ao lado e ligeiramente atrás da vítima, inclinando-a para frente para facilitar a expulsão do objeto.
5 Golpes Dorsais
Aplique 5 golpes firmes entre as escápulas com a base da mão, verificando se o objeto é expelido a cada golpe.
5 Compressões Abdominais
Realize a manobra de Heimlich: 5 compressões abdominais rápidas e ascendentes, repetindo o ciclo até desobstruir.
Reavaliação
Após cada ciclo, reavalie o paciente. Se inconsciente, inicie RCP e verifique a via aérea a cada ciclo de compressões.
🔄 Repita os ciclos até a desobstrução ou até a chegada do suporte avançado
Novidades no ACLS: Cardioversão, Acesso Vascular e Adrenalina
Cardioversão Padronizada em 200J para FA e Flutter Atrial
Uma das mudanças mais práticas do ciclo 2025 é a padronização da carga elétrica em 200 joules para cardioversão de fibrilação atrial (FA) e flutter atrial. Antes, o profissional podia optar por cargas variáveis em faixas inferiores, o que gerava variação entre serviços e aumentava o risco de múltiplas tentativas sem sucesso.
Com a nova recomendação, 200J passa a ser o ponto de partida ao se utilizar desfibrilador bifásico conforme especificação do fabricante e da diretriz — o objetivo é maximizar a chance de sucesso na primeira tentativa e simplificar o fluxo de decisão em situações de alta pressão.
Acesso Intravenoso como Via Preferencial
Outro ponto central da atualização: a AHA reforça a preferência pelo acesso intravenoso (IV) em relação ao intraósseo (IO) no ACLS. O acesso IO continua sendo uma alternativa válida e deve ser usado sem hesitação quando o IV não for viável — mas a hierarquia mudou. O IV oferece fluxo mais previsível e menor risco de complicações em longo prazo, e a diretriz atualizada deixa isso explícito.
Adrenalina Precoce em Ritmos Não Chocáveis
A administração precoce de epinefrina em ritmos não chocáveis (assistolia e AESP) — já enfatizada nas diretrizes AHA 2020 — permanece como recomendação central:
- Administrar adrenalina o mais cedo possível após o reconhecimento do ritmo não chocável.
- Manter a dose padrão de 1 mg IV/IO a cada 3–5 minutos.
- Não retardar a medicação para "garantir o acesso" — se o IO estiver disponível, use-o.
A lógica é objetiva: em ritmos não chocáveis, cada minuto sem adrenalina reduz a chance de retorno da circulação espontânea.
Quadro-Resumo: Atualizações no ACLS 2025
| Conduta | Diretriz Anterior | Diretriz AHA 2025 | Impacto Prático |
|---|---|---|---|
| Cardioversão FA / Flutter Atrial | Cargas variáveis / faixas inferiores | 200J padronizados | Menos variabilidade, maior sucesso na 1ª tentativa |
| Acesso vascular no SAVC | IV preferencial (desde AHA 2020); IO como alternativa | IV preferencial reafirmado | Prioriza melhor perfil de segurança e fluxo |
| Adrenalina em ritmos não chocáveis | Administração precoce enfatizada desde AHA 2020 | Administração precoce mantida | Reduz atraso e melhora chance de RCE |
| Controle de temperatura (TTM) | 32–36°C recomendado | TTM 32–36°C não é mais rotineiro | Abordagem individualizada da temperatura pós-RCE |
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Durante décadas, o manejo pós-ressuscitação seguiu uma lógica aparentemente intuitiva: resfriar o corpo para proteger o cérebro. O Target Temperature Management (TTM) entre 32°C e 36°C era considerado padrão-ouro. As diretrizes AHA 2025 trouxeram uma mudança de paradigma: o resfriamento ativo nessa faixa não é mais recomendado de forma rotineira. A meta agora é normotermia estrita — manter o paciente abaixo de 37,5°C.
Por Que o TTM Tradicional Foi Abandonado?
A revisão baseou-se em meta-análises e estudos randomizados que demonstraram que o resfriamento ativo entre 32°C e 36°C não oferecia benefício consistente em desfechos neurológicos quando comparado à simples prevenção de febre (dados disponíveis em PubMed — Estudos sobre TTM pós-PCR). A conclusão das evidências mais recentes é clara: a proteção cerebral depende da prevenção consistente de febre e da manutenção da homeostase metabólica — não da temperatura-alvo em si.
Vantagens Clínicas da Normotermia Estrita
A transição para a prevenção de febre traz benefícios concretos:
- Menor instabilidade hemodinâmica — o resfriamento ativo está associado a bradicardia e coagulopatia; a normotermia reduz essas complicações e a necessidade de vasoatores.
- Menor risco infeccioso — a hipotermia terapêutica imunossuprime o paciente, aumentando susceptibilidade a pneumonia associada à ventilação e infecções de corrente sanguínea.
- Fluxo de cuidado simplificado — protocolos de resfriamento ativo exigem monitorização contínua de temperatura esofágica ou vesical e reaquecimento lento e controlado; a normotermia libera recursos para outros aspectos do cuidado intensivo.
- Desfechos neurológicos equivalentes — as evidências disponíveis não demonstraram benefício consistente da hipotermia ativa sobre a estratégia de normotermia em desfechos neurológicos (consulte as diretrizes vigentes para detalhes dos estudos).
Protocolo Prático Pós-RCE
- Monitorar temperatura central de forma contínua após o RCE.
- Tratar qualquer elevação acima de 37,5°C de forma agressiva: paracetamol como primeira linha; dispositivos de resfriamento superficial se necessário.
- Manter a prevenção de febre de forma contínua durante o período crítico de recuperação neuronal pós-isquêmica.
- Avaliar prognóstico neurológico de forma multimodal (exame neurológico seriado, EEG, neuroimagem e biomarcadores séricos) — nunca com base em um único parâmetro isolado e precoce.
Comparativo Direto: TTM Antigo vs. Nova Meta
| Aspecto | TTM Antigo (32–36°C) | Nova Norma (< 37,5°C) |
|---|---|---|
| Meta de temperatura | 32–36°C | < 37,5°C, evitar febre |
| Método | Dispositivos de resfriamento ativo | Monitorização + antipiréticos se necessário |
| Duração | Protocolo de resfriamento ativo | Prevenção de febre contínua pós-RCE |
| Complicações associadas | Instabilidade hemodinâmica, infecções, coagulopatia | Ausência das complicações da hipotermia ativa |
| Desfecho neurológico | Benefício não comprovado de forma consistente | Equivalente — sem benefício consistente da hipotermia ativa |
Atualização AHA 2025: Manejo Térmico Pós-Ressuscitação
Comparativo entre diretrizes anteriores e atuais
Diretrizes
Anteriores
Meta térmica alvo:
32°C – 36°C
💧 Hipotermia terapêutica ativa (TTM 32–36°C)
META
ATUALIZADA
Diretrizes
2025
Nova meta térmica:
< 37,5°C
🛡️ Prevenção de febre — manter temperatura < 37,5°C
⚠️ Mudança-chave
A atualização remove a hipotermia terapêutica como meta padrão e estabelece a prevenção de febre (< 37,5°C) pós-ressuscitação como estratégia primária de neuroproteção.
Cadeia de Sobrevivência e Situações Especiais
O Sexto Elo: Recuperação
A cadeia de sobrevivência ganhou um elo fundamental nas diretrizes AHA: a Recuperação. Adicionado nas diretrizes de 2020 tanto na cadeia de parada intra-hospitalar (PCRIH) quanto na extra-hospitalar (PCREH), esse sexto elo reconhece que o cuidado não termina com o retorno da circulação espontânea. A recuperação envolve suporte hemodinâmico, manejo de via aérea, controle de temperatura, monitorização neurológica e reabilitação — um conjunto estruturado de intervenções que impacta diretamente a sobrevivência com boa função neurológica (AHA, 2020). Na prática, isso significa planejar o cuidado pós-RCP desde o momento da reanimação, com encaminhamento precoce para unidades especializadas e acompanhamento multidisciplinar.
Algoritmos para Overdose por Opioides
As diretrizes atualizadas incluem dois algoritmos específicos para emergências por opioides — uma resposta direta ao crescimento das overdoses e à necessidade de protocolos direcionados. Os algoritmos integram naloxona e ventilação de resgate em abordagens distintas para BLS e ACLS.
Algoritmo BLS — Suspeita de overdose por opioides:
- Reconhecer a parada respiratória ou cardíaca em contexto de uso de opioides.
- Iniciar ventilação de resgate imediatamente — a prioridade é ventilar, pois a causa primária é respiratória.
- Administrar naloxona assim que disponível (intranasal ou intramuscular).
- Iniciar compressões torácicas se não houver pulso.
- Continuar ciclos de ventilação + RCP até reversão ou chegada do SAV.
Algoritmo ACLS — Overdose por opioides:
- Manter ventilação com dispositivo avançado de via aérea quando indicado.
- Administrar naloxona IV com titulação cuidadosa — evitar abstinência severa e complicações.
- Monitorizar continuamente ritmo cardíaco e saturação.
- Considerar suporte hemodinâmico se instabilidade persistir após reversão.
- Encaminhar para protocolo de recuperação pós-parada (sexto elo).
A mudança conceitual central: na overdose por opioides com depressão respiratória e pulso presente, a ventilação de resgate e a naloxona são as intervenções prioritárias; se não há pulso, inicia-se RCP imediatamente sem atrasar por ventilação isolada. A parada cardíaca nesse cenário é geralmente secundária à hipóxia prolongada. A meia-vida de muitos opioides excede a da naloxona, o que demanda doses repetidas e observação prolongada.
Como as Diretrizes AHA 2025 Impactam o ENARE 2027
Se você está se preparando para o ENARE 2027, precisa entender uma coisa: o concurso cobra atualizações recentes de diretrizes internacionais — e as mudanças da AHA de 2025 são o exemplo mais direto disso. Temas de emergência cardiovascular — BLS e ACLS — podem ser cobrados em provas de residência, e quem estuda pelas diretrizes antigas corre risco real de errar.
Os pontos de maior convergência entre as atualizações AHA e o formato de questões do ENARE 2027:
| Tema AHA 2025 | Como pode aparecer no ENARE 2027 | Área da Prova |
|---|---|---|
| Novo protocolo OVACE 5+5 | Questão de sequência de manejo em engasgo | Clínica Médica / Emergência |
| Cardioversão 200J para FA/Flutter | Caso clínico com escolha de energia de cardioversão | Clínica Médica |
| Adrenalina precoce em ritmos não chocáveis | Questão sobre timing e dose de droga em PCR | Clínica Médica / Emergência |
| Normotermia < 37,5°C pós-RCE | Questão de manejo de UTI pós-parada | Clínica Médica / Cirurgia |
| Sexto elo — Recuperação | Questão conceitual sobre cadeia de sobrevivência | Clínica Médica |
O contexto de 2026 adiciona motivação extra: o Senado aprovou um novo piso salarial para médicos (confirme o valor atualizado no Diário Oficial vigente), o que reforça a atratividade das vagas de residência e aumenta a concorrência. Quem chega ao ENARE 2027 com domínio das atualizações AHA — e não apenas do conteúdo "clássico" — ganha vantagem competitiva real. Não se trata de decorar protocolos: é sobre aplicar a diretriz certa no cenário clínico certo, que é exatamente o que a banca avalia.
Para direcionar o estudo, cruce as mudanças discutidas neste artigo com o conteúdo programático do ENARE 2027 (consulte o edital oficial quando disponível) e identifique os pontos de maior incidência histórica em questões de emergência cardiovascular.
Conclusão
As atualizações da AHA para o ciclo 2025 consolidam três mudanças que você não pode ignorar — seja no plantão, seja na prova de residência.
Primeiro, o protocolo OVACE 5+5 substitui a manobra de Heimlich isolada como primeiro passo: cinco golpes dorsais seguidos de cinco compressões abdominais, em ciclos alternados. Para gestantes em estágio final, as compressões são torácicas — nunca abdominais.
Segundo, a cardioversão para FA e flutter atrial foi padronizada em 200J, eliminando a variabilidade anterior e aumentando a chance de sucesso na primeira tentativa.
Terceiro, o manejo térmico pós-RCE abandona o resfriamento ativo entre 32–36°C como conduta rotineira. A nova meta é manter a temperatura abaixo de 37,5°C — prevenção de febre, não hipotermia ativa.
Essas três mudanças — OVACE 5+5, 200J na FA e temperatura < 37,5°C — são o tipo de conteúdo que separa quem estuda por fontes atualizadas de quem ainda revisa diretrizes antigas. Em provas como ENAMED 2026, ENARE 2027 e concursos das grandes instituições, questões sobre suporte avançado de vida tendem a cobrar exatamente essas novidades. Conhecer a norma vigente não é apenas vantagem competitiva — é o que garante uma prática segura no plantão.
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Perguntas Frequentes
A manobra de Heimlich acabou?
Não. A manobra de Heimlich continua sendo parte do protocolo, mas agora integra um ciclo combinado: 5 golpes dorsais + 5 compressões abdominais, repetidos até a desobstrução. Ela não é mais aplicada de forma isolada como primeiro passo.
Qual a carga de choque recomendada para Flutter Atrial?
A carga foi padronizada em 200J conforme as diretrizes AHA 2025, tanto para fibrilação atrial quanto para flutter atrial. O objetivo é padronizar a conduta e aumentar a eficácia na primeira tentativa de cardioversão.
Ainda se usa o resfriamento (TTM) pós-parada?
A recomendação atual mudou. O TTM entre 32–36°C não é mais indicado de forma rotineira. A meta é evitar febre, mantendo a temperatura central abaixo de 37,5°C. O tratamento é feito com antipiréticos e monitorização contínua.
O acesso intraósseo ainda é preferencial no ACLS?
Não. As diretrizes AHA 2025 estabelecem o acesso intravenoso (IV) como via preferencial para administração de drogas no suporte avançado. O acesso intraósseo (IO) permanece como alternativa válida quando o IV não é viável — mas a hierarquia foi invertida.
O que é o sexto elo da cadeia de sobrevivência?
O sexto elo é a Recuperação — um conjunto estruturado de cuidados pós-parada que inclui suporte hemodinâmico, controle de temperatura, monitorização neurológica e reabilitação. Ele foi adicionado tanto à cadeia intra-hospitalar quanto à extra-hospitalar, reconhecendo que os cuidados pós-RCP impactam diretamente a sobrevivência com boa função neurológica.



