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    Preparação16 min de leituraPublicado em 01 de set. de 2026 · Atualizado em 07 de set. de 2026

    Classificação de Paris: Lesões Superficiais do TGI na Endoscopia

    Classificação de Paris: Lesões Superficiais do TGI na Endoscopia
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    A Classificação de Paris é o sistema internacional de descrição morfológica endoscópica de lesões neoplásicas superficiais do trato gastrointestinal (TGI). Desenvolvida em um workshop de consenso realizado em Paris nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro de 2002, e publicada na revista Gastrointestinal Endoscopy em 2003 (PMID 14652541), com atualização em 2005 na revista Endoscopy (PMID 15933932), a classificação padronizou a comunicação entre endoscopistas do mundo todo e tornou-se conteúdo clássico em provas de residência médica, incluindo o ENAMED.

    Compreender a Classificação de Paris é saber identificar, à endoscopia, se uma lesão superficial é protruída, plana ou escavada, e dentro dessas categorias reconhecer os subtipos que predizem maior risco de invasão da submucosa. Essa distinção guia a decisão entre ressecção endoscópica (mucosectomia ou dissecação submucosal) e tratamento cirúrgico, com impacto direto no prognóstico do paciente.

    Definição-chave: Uma lesão é denominada "superficial" (tipo 0) quando a profundidade de invasão está limitada à mucosa e à submucosa. O sistema japonês complementa os tipos 1 a 4 (câncer avançado) com o tipo 0 para lesões superficiais. A Classificação de Paris padroniza a descrição desse tipo 0.

    O Que é a Classificação de Paris

    A Classificação de Paris descreve a aparência endoscópica de lesões neoplásicas superficiais (tipo 0) em três segmentos do trato digestivo: esôfago, estômago e cólon. O sistema nasceu da necessidade de unificar a terminologia morfológica japonesa, que já utilizava o tipo 0 desde a década de 1990, com a prática endoscópica ocidental. O resultado foi um consenso internacional publicado pelo Endoscopic Classification Review Group.

    A premissa central é que a morfologia endoscópica tem valor preditivo para invasão da submucosa. Lesões deprimidas, por exemplo, estão associadas a maior risco de invasão submucosa e, consequentemente, de metástases linfonodais. Essa informação é crítica no momento de decidir entre tratamento endoscópico (curativo se a invasão for superficial) e ressecção cirúrgica (necessária se houver invasão profunda da submucosa).

    A avaliação morfológica é feita com videocolonoscópio ou endoscópio padrão, frequentemente complementada por cromoendoscopia com pulverização de corante. Para epitélio escamoso estratificado (esôfago), utiliza-se solução de iodo-iodeto de potássio (Lugol). Para epitélio colunar (estômago e cólon), utiliza-se solução de índigo carmin. A cromoendoscopia realça os contornos da lesão e facilita a classificação morfológica.

    As Três Categorias Principais

    A Classificação de Paris divide as lesões superficiais (tipo 0) em três categorias morfológicas principais:

    Categoria Nome Descrição
    0-I Protruída (polipoide) Lesões com elevação acentuada acima da mucosa adjacente
    0-II Não-protruída e não-escavada (plana) Lesões com alteração de altura mínima em relação à mucosa adjacente
    0-III Escavada Lesões com ulceração ou escavação clara, com depressão acentuada

    Subtipos Morfológicos em Detalhe

    Cada categoria principal é subdividida em subtipos que refinam a descrição morfológica e ampliam o valor preditivo para invasão submucosa.

    Categoria 0-I: Protruída (Polipoide)

    As lesões protruídas são divididas em dois subtipos conforme a presença ou ausência de pedículo:

    • 0-Ip (pediculada): lesão protruída com pedículo, ou seja, uma haste estreita conecta a lesão à mucosa. É o equivalente endoscópico do pólipo pediculado clássico.
    • 0-Is (séssil): lesão protruída sem pedículo, com base ampla diretamente sobre a mucosa. Corresponde ao pólipo séssil tradicional.

    No cólon, os subtipos 0-Ip e 0-Is correspondem aos pólipos pediculados e séssis já conhecidos da prática coloscópica habitual. A inclusão na Classificação de Paris garante que a mesma notação seja usada em todo o trato digestivo.

    Categoria 0-II: Não-protruída (Plana)

    Esta é a categoria com maior relevância clínica e a mais cobrada em provas. Divide-se em três subtipos:

    • 0-IIa (elevada): lesão levemente elevada em relação à mucosa adjacente, com altura menor que a das lesões protruídas. O grau de elevação é sutil, perceptível muitas vezes apenas com cromoendoscopia.
    • 0-IIb (plana): lesão sem elevação ou depressão perceptível em relação à mucosa adjacente. É o subtipo mais difícil de detectar à endoscopia padrão, frequentemente identificado apenas por alteração de coloração ou textura da mucosa.
    • 0-IIc (deprimida): lesão levemente deprimida em relação à mucosa adjacente. É o subtipo associado a maior risco de invasão da submucosa, o que o torna o mais relevante do ponto de vista prognóstico.
    Pegadinha de prova: O subtipo 0-IIc (deprimida) é o de maior risco de invasão submucosa. Esta é uma das perguntas mais frequentes em provas de residência: "Qual subtipo da Classificação de Paris apresenta maior risco de invasão da submucosa?" A resposta é sempre 0-IIc.

    Categoria 0-III: Escavada

    As lesões escavadas apresentam ulceração clara, com depressão acentuada que ultrapassa a muscular da mucosa. São lesões com invasão profunda e, em geral, indicação cirúrgica. O subtipo 0-III é o menos frequente entre as lesões superficiais, mas sua identificação é importante porque sinaliza doença avançada dentro da categoria tipo 0.

    Lesões Mistas: Notação de Componentes Múltiplos

    Muitas lesões não se enquadram perfeitamente em um único subtipo. A Classificação de Paris prevê a notação de lesões mistas, combinando dois ou mais subtipos. A regra é simples: o componente predominante é listado primeiro, seguido pelo componente secundário.

    Exemplos de lesões mistas:

    • 0-IIc+IIa: lesão predominantemente deprimida (IIc) com componente elevado periférico (IIa). A depressão é o achado dominante.
    • 0-IIa+IIc: lesão predominantemente elevada (IIa) com componente deprimido central (IIc). O componente deprimido, mesmo sendo secundário, aumenta o risco de invasão submucosa.
    • 0-IIc+IIb: lesão predominantemente deprimida com componente plano adjacente.
    • 0-Is+IIc: lesão séssil com componente deprimido.

    A ordem dos componentes na notação reflete a área relativa de cada um. Quando uma lesão mista apresenta componente 0-IIc, mesmo como componente secundário, o risco de invasão submucosa é maior do que em lesões sem componente deprimido.

    Aplicabilidade por Segmento do TGI

    A Classificação de Paris aplica-se aos três principais segmentos do trato digestivo onde lesões neoplásicas superficiais ocorrem: esôfago, estômago e cólon. Em cada segmento, há particularidades quanto ao método de cromoendoscopia e aos critérios de cutoff para invasão submucosa.

    Segmento Cromoendoscopia Cutoff sm1 (baixo risco)
    Esôfago Solução de iodo-iodeto de potássio (Lugol) para epitélio escamoso estratificado sm1: invasão limitada ao terço superior da submucosa
    Estômago Índigo carmin para epitélio colunar sm1: invasão até 500 micrômetros da muscularis mucosae
    Cólon Índigo carmin para epitélio colunar sm1: invasão até 1000 micrômetros da muscularis mucosae

    No esôfago, a cromoendoscopia com Lugol é particularmente útil para lesões escamosas superficiais, que podem ser facilmente despercebidas sem o contraste cromoscópico. No estômago, o cutoff micrométrico de 500 micrômetros da muscularis mucosae é o critério para definir baixo risco de metástase linfonodal. No cólon, o cutoff de 1000 micrômetros é o ponto de corte para considerar ressecção endoscópica curativa.

    Classificação de Paris vs Classificação de Vienna

    Uma fonte comum de confusão em provas é a diferença entre a Classificação de Paris e a Classificação de Vienna. Embora ambas sejam classificações de neoplasia gastrointestinal, elas avaliam aspectos completamente diferentes e são complementares, não concorrentes.

    Aspecto Paris (2003/2005) Vienna (2000)
    Foco Morfologia endoscópica (macroscopia) Histopatologia (microscopia)
    O que descreve Aparência visual da lesão à endoscopia (0-I, 0-II, 0-III) Categoria histológica da neoplasia (displasia vs carcinoma)
    Quem usa Endoscopista Patologista
    Publicação Gastrointest Endosc 2003, Endoscopy 2005 Gut 2000 (PMID 10896917)
    Objetivo Predizer invasão submucosa pela forma e guiar ressecção endoscópica vs cirúrgica Padronizar diagnóstico patológico entre critérios japoneses e ocidentais

    A Classificação de Vienna, publicada por Schlemper e colaboradores na revista Gut em 2000 (PMID 10896917), resultou de um consenso de 31 patologistas de 12 países. Ela divide a neoplasia epitelial gastrointestinal em cinco categorias: (1) negativa para neoplasia/displasia, (2) indefinida para neoplasia/displasia, (3) neoplasia não-invasiva de baixo grau, (4) neoplasia não-invasiva de alto grau (incluindo carcinoma in situ) e (5) neoplasia invasiva (carcinoma intramucosal, submucosal ou além). Enquanto Paris guia o endoscopista, Vienna guia o patologista.

    Relevância para o ENAMED e Provas de Residência

    A Classificação de Paris é conteúdo frequentemente cobrado em provas de residência médica brasileiras, especialmente em provas de cirurgia, clínica médica e gastroenterologia. No contexto do ENAMED, o tema aparece em questões de endoscopia digestiva e oncologia gastrointestinal.

    Os pontos mais cobrados em provas incluem:

    1. Identificação dos subtipos a partir de imagem endoscópica: a prova mostra uma imagem e pede a classificação correta (0-Ip, 0-Is, 0-IIa, 0-IIb, 0-IIc ou 0-III).
    2. Subtipo de maior risco de invasão submucosa: a resposta é 0-IIc (deprimida). Esta é a pegadinha clássica.
    3. Definição de lesão superficial: invasão limitada à mucosa e submucosa (tipo 0 do sistema japonês).
    4. Diferenciação entre Paris e Vienna: Paris é morfológica endoscópica, Vienna é histopatológica.
    5. Cromoendoscopia por segmento: Lugol para esôfago escamoso, índigo carmin para epitélio colunar (estômago e cólon).
    6. Notação de lesões mistas: componente predominante listado primeiro (ex.: 0-IIc+IIa).

    Decisão Terapêutica Baseada na Morfologia

    A aplicação prática da Classificação de Paris vai além da descrição morfológica. Ela guia a decisão terapêutica entre tratamento endoscópico e cirúrgico:

    • Lesões 0-Ip e 0-Is: geralmente tratadas com polipectomia endoscópica simples, exceto quando há sinais de invasão profunda.
    • Lesões 0-IIa e 0-IIb: candidatas a mucosectomia endoscópica (EMR) ou dissecação submucosal endoscópica (ESD), dependendo do tamanho e segmento.
    • Lesões 0-IIc: alto risco de invasão submucosa. Requerem avaliação cuidadosa com técnicas avançadas (narrow-band imaging, magnificação) e, se confirmada invasão, ressecção cirúrgica.
    • Lesões 0-III: geralmente indicação cirúrgica, pois a ulceração sugere invasão profunda.

    Após a ressecção endoscópica, a análise histopatológica do espécime define se houve invasão da submucosa e em que profundidade (sm1, sm2, sm3). A invasão sm1 (terço superior da submucosa) é o critério para considerar a ressecção endoscópica curativa na maioria das diretrizes. Invasão além de sm1 indica necessidade de ressecção cirúrgica adicional com linfadenectomia.

    Contexto Histórico e Evolução

    A Classificação de Paris tem suas raízes no sistema japonês de descrição de câncer digestivo, que desde a década de 1990 utilizava o tipo 0 para lesões superficiais, complementando os tipos 1 a 4 para câncer avançado. O workshop de Paris em 2002 reuniu especialistas internacionais para adaptar esse sistema ao uso global, resultando na publicação de 2003 na Gastrointestinal Endoscopy.

    Em 2003, um segundo workshop em Osaka revisou e refinou a classificação, levando à atualização publicada na Endoscopy em 2005 (PMID 15933932). Essa atualização manteve a estrutura original de três categorias e seis subtipos, mas acrescentou detalhes sobre a aplicação em diferentes segmentos do TGI e sobre o uso de cromoendoscopia.

    A Classificação de Vienna, publicada em 2000, antecedeu a de Paris e resolveu uma divergência histórica entre patologistas japoneses (que diagnosticavam câncer mais precocemente) e ocidentais (que exigiam evidência de invasão para o diagnóstico de carcinoma). A Paris estendeu esse espírito de padronização para o domínio endoscópico.

    Como se Preparar para Questões sobre Paris

    Para dominar a Classificação de Paris em provas de residência, algumas estratégias são eficazes:

    1. Memorize os seis subtipos e suas características visuais: 0-Ip (pediculada), 0-Is (séssil), 0-IIa (elevada), 0-IIb (plana), 0-IIc (deprimida), 0-III (escavada). A MedMentorIA oferece mais de 229.261 questões comentadas com 45+ bancas cobertas, permitindo treinar reconhecimento de padrões endoscópicos.
    2. Foque no subtipo de maior risco: 0-IIc é a resposta mais frequente quando a pergunta envolve risco de invasão submucosa. Esta associação é testada repetidamente.
    3. Diferencie Paris de Vienna: Paris é endoscópica (morfológica), Vienna é histopatológica. Esta distinção aparece em questões de comparação.
    4. Saiba a cromoendoscopia por segmento: Lugol para esôfago escamoso, índigo carmin para estômago e cólon. É um detalhe que diferencia o candidato preparado.
    5. Pratique com imagens: o reconhecimento visual é a habilidade mais testada. Use o método M.A.E.S.T.R.O.® da MedMentorIA para mapear suas lacunas em endoscopia e priorizar revisão onde você está menos seguro. O hit-rate do M.A.E.S.T.R.O.® é de 78,8%, com backtest REVALIDA de 100% de assertividade.

    Conclusão

    A Classificação de Paris é um dos sistemas morfológicos mais importantes da endoscopia digestiva moderna. Seus três categorias (0-I protruída, 0-II plana, 0-III escavada) e seis subtipos (0-Ip, 0-Is, 0-IIa, 0-IIb, 0-IIc, 0-III) permitem descrever lesões neoplásicas superficiais do esôfago, estômago e cólon de forma padronizada internacionalmente. O subtipo 0-IIc (deprimida) é o de maior risco de invasão submucosa, informação que guia a decisão entre tratamento endoscópico e cirúrgico. A distinção entre Paris (endoscópica) e Vienna (histopatológica) é outro ponto frequentemente cobrado em provas. Com mais de 229.261 questões comentadas e 45+ bancas disponíveis na MedMentorIA, você pode diagnosticar suas lacunas em endoscopia e chegar ao dia da prova sabendo exatamente onde investir cada hora de estudo. Mais de 15.141 estudantes já usam a plataforma para acelerar a aprovação.

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    Perguntas Frequentes

    O que é a Classificação de Paris na endoscopia?

    A Classificação de Paris é um sistema internacional de descrição morfológica endoscópica de lesões neoplásicas superficiais do trato gastrointestinal (esôfago, estômago e cólon). Foi publicada em 2003 na revista Gastrointestinal Endoscopy (PMID 14652541) e atualizada em 2005 na Endoscopy (PMID 15933932). Divide as lesões em três categorias: 0-I (protruída), 0-II (plana) e 0-III (escavada), com subtipos que predizem o risco de invasão submucosa.

    Qual subtipo da Classificação de Paris tem maior risco de invasão submucosa?

    O subtipo 0-IIc (deprimida) é o de maior risco de invasão da submucosa. Lesões deprimidas estão associadas a maior probabilidade de invasão profunda e metástases linfonodais, o que impacta diretamente a decisão entre ressecção endoscópica e tratamento cirúrgico. Esta é uma das perguntas mais frequentes em provas de residência médica.

    Qual a diferença entre Classificação de Paris e Classificação de Vienna?

    A Classificação de Paris descreve a morfologia endoscópica (aparência visual da lesão à endoscopia), sendo usada pelo endoscopista. A Classificação de Vienna, publicada em 2000 na revista Gut (PMID 10896917), descreve a categoria histopatológica da neoplasia (displasia vs carcinoma), sendo usada pelo patologista. São classificações complementares: Paris guia a decisão terapêutica endoscópica, Vienna padroniza o diagnóstico patológico.

    Quais são os subtipos da Classificação de Paris?

    Os seis subtipos são: 0-Ip (pediculada), 0-Is (séssil), 0-IIa (elevada), 0-IIb (plana), 0-IIc (deprimida) e 0-III (escavada). Os subtipos 0-Ip e 0-Is formam a categoria protruída (0-I). Os subtipos 0-IIa, 0-IIb e 0-IIc formam a categoria plana (0-II). O subtipo 0-III forma a categoria escavada. Lesões mistas combinam subtipos, listando o componente predominante primeiro (ex.: 0-IIc+IIa).

    Como é feita a cromoendoscopia na Classificação de Paris?

    A cromoendoscopia usa diferentes corantes conforme o segmento do trato digestivo. No esôfago (epitélio escamoso estratificado), utiliza-se solução de iodo-iodeto de potássio (Lugol). No estômago e cólon (epitélio colunar), utiliza-se solução de índigo carmin. A cromoendoscopia realça os contornos da lesão e facilita a identificação dos subtipos morfológicos.

    O que significa lesão superficial tipo 0 no trato gastrointestinal?

    Uma lesão é denominada superficial (tipo 0) quando a profundidade de invasão está limitada à mucosa e à submucosa. O sistema japonês de classificação de câncer digestivo usa os tipos 1 a 4 para câncer avançado e o tipo 0 para lesões superficiais. A Classificação de Paris padroniza a descrição morfológica desse tipo 0 em três categorias e seis subtipos.

    Quando uma lesão 0-IIc indica tratamento cirúrgico?

    O subtipo 0-IIc (deprimida) indica alto risco de invasão submucosa. Após ressecção endoscópica, se a análise histopatológica confirmar invasão além de sm1 (terço superior da submucosa), está indicada ressecção cirúrgica adicional com linfadenectomia. Os cutoffs variam por segmento: no estômago, sm1 é invasão até 500 micrômetros da muscularis mucosae; no cólon, até 1000 micrômetros.

    A Classificação de Paris se aplica ao esôfago, estômago e cólon?

    Sim. A Classificação de Paris aplica-se aos três segmentos do trato digestivo onde lesões neoplásicas superficiais ocorrem: esôfago, estômago e cólon. Em cada segmento, a cromoendoscopia e os critérios de cutoff para invasão submucosa variam, mas a notação morfológica (0-I, 0-II, 0-III e subtipos) é a mesma. No esôfago, é especialmente útil para câncer escamoso superficial com cromoendoscopia com Lugol.

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