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    Preparação25 min de leitura06 de jun. de 2026

    10 Temas de Pediatria Mais Cobrados na Residência Médica 2026

    Dra. Lara Santos Rocha
    Residente de Clínica Médica — HC-USP-RP (FMRP-USP) · CRM-SP 285250
    10 Temas de Pediatria Mais Cobrados na Residência Médica 2026
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    Os 10 temas de pediatria que mais caem na residência médica

    A preparação para pediatria residência médica exige foco estratégico, e a medmentorIA utiliza sua metodologia baseada em IA M.A.E.S.T.R.O.® para mapear exatamente os padrões de cobrança das principais bancas nacionais. Com base na análise cruzada de provas da Unifesp, Unicamp, USP, HCPA e Revalida, concentrar energia nos temas de maior recorrência é a diferença entre uma preparação mediana e um desempenho de destaque. Segundo dados compilados entre 2020 e 2025, 10 eixos temáticos dominam consistentemente as questões de pediatria nos processos seletivos de residência. Aqui estão eles:

    1. Reanimação Neonatal e Cuidados com o RN — As três perguntas iniciais (idade gestacional ≥ 34 semanas, respiração/choro, tônus), o clampeamento tardio de 1 a 3 minutos e a sequência progressiva de passos fazem parte da rotina das bancas.
    2. Triagem Neonatal (Teste do Pezinho, Coraçãozinho e Orelhinha) — PNTN ampliado pela Lei 14.154/2021, nova meta 1-2-3 e divisão IRDA1/IRDA2 são atualizações quentes para 2026.
    3. Aleitamento Materno — Contraindicações absolutas (galactosemia clássica, HIV, HTLV-1/2 no Brasil), AME por 6 meses e complementar até 2 anos ou mais.
    4. Bronquiolite Viral Aguda e Lactente Sibilante — VSR em 50-70% dos casos, critérios de internação (SatO2 < 91%) e a evidência contrária ao uso de beta-2-agonistas e corticoides.
    5. Diarreia Aguda e Desidratação — Planos A, B e C atualizados (divisor etário do Plano C = 1 ano), zinco suplementar e ondansetrona no Plano B.
    6. Infecção do Trato UrinárioE. coli em 95%, inversão epidemiológica por sexo, refluxo vesicoureteral em 5 graus e diagnóstico por urocultura.
    7. Distúrbios da Puberdade e Estadiamento de Tanner — Telarca (8-13 anos), volume testicular ≥ 4 mL (9-14 anos), menarca em M4 e estirão puberal.
    8. Desenvolvimento Neuropsicomotor e Reflexos Primitivos — Marcos por idade, cronologia de desaparecimento dos reflexos e Babinski fisiológico até 18-24 meses.
    9. Febre Sem Sinais Localizatórios e Neutropenia Febril — Estratificação por faixa etária, critérios de Rochester e internamento obrigatório na neutropenia febril pediátrica.
    10. Icterícia Neonatal e Emergências Pediátricas — Icterícia com menos de 24h é sempre patológica, limiares de fototerapia, BRUE e critérios PECARN no TCE leve.

    Esses 10 eixos representam entre 60% e 75% das questões de pediatria nos processos seletivos mais concorridos. Estudar com ciclos D1/D2/D6/D31 priorizando esses tópicos é a estratégia de maior retorno para a sua aprovação.

    Tema 1 — Reanimação Neonatal e Cuidados Imediatos com o RN

    Quase todo recém-nascido faz a transição da vida intrauterina para a extrauterina sem intercorrências. Cerca de 1 em cada 10 bebês, porém, necessita de alguma forma de assistência na sala de parto — e aproximadamente 1 em cada 100 precisa de medidas avançadas de reanimação. É por isso que dominar o protocolo neonatal é um dos diferenciais mais cobrados nas provas de residência médica.

    As Três Perguntas Iniciais: O Gatekeeper da Sala de Parto

    Antes de qualquer intervenção, o profissional de saúde deve responder a três perguntas-chave ao nascimento:

    1. A idade gestacional é ≥ 34 semanas? — RNs abaixo desse limiar exigem termorregulação reforçada (saco plástico + touca dupla) e oxigenoterapia cautelosa.
    2. O recém-nascido respira ou chora? — Ausência de respiração efetiva é indicação imediata de ventilação.
    3. O tônus muscular é bom? — Tônus flácido indica necessidade de estímulo e possivelmente suporte ventilatório.

    Se a resposta for sim para as três, o caminho é clampeamento tardio e contato pele a pele. Se qualquer resposta for não, inicia-se o protocolo de reanimação progressivo.

    Passo a Passo da Reanimação: Do PSPA à Adrenalina

    1. PSPA — Prover Calor, Secar, Posicionar, Aspirar (até 30 segundos)

    • Prover calor: Sala de parto entre 23°C e 26°C. RN sob fonte de calor radiante.
    • Secar: Secagem vigorosa com campos aquecidos. A secagem em si já funciona como estímulo tátil.
    • Posicionar: Cabeça em leve extensão ("posição de cheirar").
    • Aspirar: Apenas se houver obstrução. Aspirar a traqueia de rotina em RN com mecônio e boa vitalidade não é mais recomendada desde 2015.

    Reavaliar ao final dos 30 segundos.

    2. Golden Minute — O Primeiro Minuto Decisivo

    Se o RN apresenta apneia/ventilação irregular ou FC < 100 bpm, avançar para ventilação.

    3. Ventilação com Pressão Positiva (VPP) — O Passo Mais Importante

    A VPP é a medida mais eficaz da reanimação neonatal.

    Parâmetro Valor
    Frequência ventilatória 40 a 60 incursões/min
    Pressão inicial de insuflação 20–25 cmH₂O
    Pressão para RN pretermo Pode exigir até 30 cmH₂O
    Reavaliação A cada 30 segundos

    Após 30 segundos de VPP eficaz:

    • FC ≥ 100 bpm + respiração espontânea: Sucesso. Suspender ventilação progressivamente.
    • FC entre 60 e 100 bpm: Manter VPP e avaliar técnica.
    • FC < 60 bpm: Avançar para massagem cardíaca.

    4. Massagem Cardíaca (3:1)

    Iniciada quando a FC permanece < 60 bpm mesmo após 30 segundos de VPP eficaz.

    • Técnica: Dois polegares circundando o tórax.
    • Compressão: Terço inferior do esterno, profundidade de 1/3 do diâmetro AP do tórax.
    • Relação: 3 compressões para 1 ventilação (90 comp + 30 vent/min).
    • Reavaliação: A cada 60 segundos.

    5. Adrenalina e Expansão Volêmica

    Quando FC permanece < 60 bpm mesmo após VPP eficaz + massagem cardíaca.

    Medicamento Via Dose
    Adrenalina IV (venosa umbilical) 0,01 a 0,03 mg/kg
    Adrenalina (alternativa) Endotraqueal 0,05 a 0,1 mg/kg
    SF 0,9% IV (venosa umbilical) 10 mL/kg em 5–10 min

    A via IV umbilical é sempre preferível. SF 0,9% é o expansor de primeira escolha — hemácias e Ringer lactato não são indicados.

    Cuidados de Rotina na Sala de Parto

    • Clampeamento tardido do cordão: Entre 1 e 3 minutos para RNs com boa vitalidade.
    • Vitamina K (Fitomenadiona): 0,5 a 1 mg IM na coxa anterolateral.
    • Crede-Profilaxia: Nitrato de prata a 1% em cada olho.
    • BCG: Indicada para RNs com peso > 2.000 g. RNs de mãe bacilífera: iniciar quimioprofilaxia com isoniazida por 3 meses e adiar a BCG.
    • Hepatite B: Primeira dose dentro das primeiras 12 horas.
    • Contato pele a pele: Por pelo menos 1 hora.

    Termorregulação: O Inimigo Silencioso

    • Sala de parto: 23°C a 26°C
    • Secador pré-aquecido sob fonte de calor radiante
    • Para RNs < 34 semanas: saco plástico + touca dupla sem secar previamente

    Testes de Triagem na Sala

    Teste Momento Observação
    Reflexo vermelho (teste do olhinho) Antes da alta Catarata e retinoblastoma
    Teste da linguinha Antes da alta Frênulo lingual
    Teste do coraçãozinho 24–48h de vida Oximetria em MMSS e MMII
    Teste do pezinho 3º ao 5º dia Não fazer no nascimento

    Reanimação Neonatal Passo a Passo: Protocolo Atualizado SBP 2025


    Tema 2 — Triagem Neonatal: Teste do Pezinho, Coraçãozinho e Orelhinha

    No Brasil, todo recém-nascido tem direito a triagens obrigatórias e gratuitas pelo SUS. O Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) engloba cinco triagens: teste do pezinho (biológico), teste do coraçãozinho, teste da orelhinha, teste da linguinha e teste do olhinho.

    Teste do Pezinho: Coleta, Tecnologia e PNTN Ampliado

    A coleta deve ser realizada preferencialmente entre o 3º e o 5º dia de vida. O método padrão-ouro é a espectrometria de massas em tandem.

    Ampliação pela Lei 14.154/2021

    A lei ampliou o painel de 6 para mais de 50 condições, organizadas em fases:

    Fase Doenças incluídas
    Fase I Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Doença Falciforme, Fibrose Cística, Hiperplasia Adrenal Congênita, Deficiência de Biotinidase
    Fase II Galactosemia, Toxoplasmose Congênita
    Fase III Imunodeficiências graves (SCID, Agamaglobulinemia)
    Fase IV Atrofia Muscular Espinhal (AME)

    A Homocistinúria Clássica (HCU), incluída em 2023 pela Conitec, é causada pela deficiência da enzima cistationina-beta-sintetase. O tratamento precoce com dieta restritiva em metionina previne complicações graves.

    Teste do Coraçãozinho

    Protocolo atualizado (2023+):

    • Idade gestacional mínima: 35 semanas
    • Momento ideal: 24-48 horas de vida
    Resultado Critério
    Negativo SpO2 ≥ 95% em ambas + diferença ≤ 3%
    Positivo (imediato) SpO2 ≤ 89% em qualquer extremidade
    Duvidoso SpO2 90-94% ou diferença 3-9% (repetir em 1h)

    Triagem Auditiva Neonatal: EOAT, PEATE e Nova Meta 1-2-3

    1. Teste inicial: EOAT (Emissões Otoacústicas Transientes)
    2. Falha no EOA (sem risco): Reteste em 15 dias
    3. Falha no reteste: Encaminhar para PEATE/BERA
    4. Famílias com pais surdos: avaliar diretamente com PEATE

    Nova Meta 1-2-3 (2025)

    Meta Prazo
    1 Triagem auditiva até o 1º mês de vida
    2 Diagnóstico confirmado até o 2º mês de vida
    3 Intervenção (prótese/IC) até o 3º mês de vida

    Divisão IRDA1 e IRDA2

    Categoria Fatores associados
    IRDA1 (perda coclear) Infecções congênitas (TORCHS+Z), ototóxicos, meningite bacteriana
    IRDA2 (perda retrococlear/neuropatia) UTI neonatal ≥ 5 dias, peso < 1.500g, hiperbilirrubinemia com exsanguinotransfusão, ventilação mecânica prolongada

    RNs sem IRDA realizam apenas EOA; com IRDA necessitam de PEATE mesmo com EOA normal (risco de neuropatia auditiva).

    Tabela Comparativa das 5 Triagens Neonatais

    Triagem Período ideal Método principal Alvos
    Teste do Pezinho 3º-5º dia Sangue do calcanhar (espectrometria de massas) >50 doenças
    Teste do Coraçâozinho 24-48h (≥35 semanas) Oximetria de pulso (SpO2) pre + pós-ductal Cardiopatias congênitas críticas
    Teste da Orelhinha 24-48h ou antes da alta EOAT → PEATE se falha Deficiência auditiva coclear (≥30-35 dB)
    Teste da Linguinha Primeiras 48h Avaliação clínica do frênulo (Protocolo Martinelli) Anquiloglossia
    Teste do Olhinho Até 7 dias (ideal: 48-72h) Reflexo vermelho (Brückner) Catarata congênita, retinoblastoma, glaucoma congênito

    Pontos-chave para a prova

    • 3º-5º dia: período ideal para coleta do pezinho
    • SpO2 ≤ 89%: positivo imediato no coraçãozinho
    • SpO2 ≥ 95% + diferença ≤ 3%: coraçãozinho negativo
    • 35 semanas: idade gestacional mínima para coraçãozinho (pós-2023)
    • HCU: incluída em 2023 no PNTN
    • Lei 14.154/2021: ampliou o pezinho para >50 doenças
    • Meta 1-2-3: triagem (1º mês), diagnóstico (2º mês), intervenção (3º mês)
    • IRDA1: coclear; IRDA2: retrococleares

    Triagem Neonatal: Teste do Pezinho Ampliado, Coraçãozinho e Orelhinha Bronquiolite Viral Aguda: Guia Completo para Provas de Residência 2026

    👶

    TRIAGEM NEONATAL: 5 TESTES ESSENCIAIS

    Ideal, método e critérios de referência

    🦶Teste do Pezinho
    D3 a D5Sangue do calcanhar
    Referência: Lei 14.154/2021 | >50 doenças
    💜Teste do Coraçãozinho
    Após 24hOximetria de pulso
    Ref: SpO2 ≥95% + dif ≤3% | Positivo: SpO2 ≤89%
    👂Teste da Orelhinha
    Até 1 mêsEOAT → PEATE
    Meta 1-2-3: Triagem 1m / Diagnóstico 2m / Intervenção 3m
    👅Teste da Linguinha
    Primeiras 48hFrênulo lingual
    👁️Teste do Olhinho
    Até 7 diasReflexo vermelho

    💡 Lembre-se: Todos os 5 testes são obrigatórios pelo SUS. Detecção precoce = melhor prognóstico!

    📚 medmentorIA — Triagem Neonatal · 2026


    Tema 3 — Aleitamento Materno: Técnica, Contraindicações e Fisiologia

    O aleitamento materno é um dos temas mais cobrados em provas de residência médica. Dominar fisiologia, técnica e contraindicações pode garantir pontos decisivos.

    Fisiologia da Lactação: Prolactina versus Ocitocina

    • Prolactina: responsável pela produção do leite nos alvéolos mamários. Estimulada pela sucção.
    • Ocitocina: responsável pela ejeção do leite (contração das células mioepiteliares). Inibida pelo estresse/adrenalina.

    Técnica de Pega Correta e Livre Demanda

    Sinais de pega correta:

    • Boca bem aberta (>140º), abocanhando parte significativa da aréola
    • Lábio inferior evertido (virado para fora)
    • Queixo tocando a mama, nariz livre
    • Aréola mais visível acima da boca do que abaixo
    • Bochechas arredondadas durante a sucção

    A recomendação é livre demanda — sem restrições de horários ou duração.

    Contraindicações Absolutas

    • Infecção materna por HIV
    • Infecção materna por HTLV-1 e HTLV-2
    • Galactosemia clássica no lactente

    Mastite e abscesso mamário NÃO contraindicam a amamentação — o esvaziamento é parte do tratamento. Tuberculose materna também não contraindica.

    Armazenamento do Leite Ordenhado

    Condição Temperatura Validade
    Geladeira 4°C a 8°C 12 horas
    Freezer -18°C a -12°C 15 dias

    Armazenar em potes de vidro esterilizados. Nunca descongelar em micro-ondas.

    Benefícios Mensuráveis

    • Redução de 820 mil mortes infantis/ano globalmente
    • Redução de 13% nas mortes por causas preveníveis
    • 4% de redução no risco de sobrepeso/obesidade para cada mês adicional de aleitamento

    Recomendação oficial: AME por 6 meses e complementar até 2 anos ou mais.

    Nota sobre o Teste do Pezinho

    O aleitamento materno não interfere no resultado do teste do pezinho. A coleta entre o 3º e o 5º dia de vida é independente do tipo de alimentação.

    Aleitamento Materno nas Provas: Tudo que Você Precisa Saber sobre AM


    Tema 4 — Bronquiolite Viral Aguda e Profilaxia contra VSR: Nirseximabe 2026

    A bronquiolite viral aguda (BVA) é possivelmente o tema de pediatria com maior incidência em provas de residência médica.

    BVA na Prática

    • Primeiro episódio de sibilância em menores de dois anos
    • VSR: 50 a 70% dos casos
    • Pico: 2 a 6 meses de idade
    • Sazonalidade: Fevereiro a setembro no Brasil

    O diagnóstico é eminentemente clínico. A sibilância na BVA ocorre por plugs intraluminais inflamatórios — não por broncoespasmo. Por isso, broncodilatadores não funcionam.

    Exames complementares não são recomendados de rotina.

    Tratamento: O que NÃO Fazer

    Tratamento exclusivamente de suporte:

    • Hidratação (preferencialmente enteral)
    • Oxigenoterapia quando SpO2 < 90–91%
    • Limpeza nasal com solução salina
    • Cabeceira elevada a 30°

    NÃO usar:

    • Beta-2 agonistas (salbutamol)
    • Corticoides (inalatórios ou sistêmicos)
    • Adrenalina inalatória
    • Antibióticos
    • Soro hipertônico sem indicação

    Critérios de Internação

    • SpO2 < 91% em ar ambiente
    • FR > 70 irpm (< 2 meses: > 60)
    • Idade < 3 meses
    • Episódios de apneia
    • Desidratação com dificuldade de alimentação
    • Prematuridade extrema ou doença cardiopulmonar de base

    Palivizumabe vs. Nirseximabe: Atualização 2026

    Palivizumabe: até 5 doses mensais durante a estação do VSR.

    Critério Ministério da Saúde SBP
    IG elegível ≤ 28s6d ≤ 31s6d

    Nirseximabe: anticorpo monoclonal de longa duração, dose única IM, proteção por ~5 meses. Incorporado ao PNI, representa mudança paradigmática na prevenção do VSR.

    Vacina materna contra VSR: aplicável a partir de 32 semanas de gestação, permite transferência passiva de anticorpos.

    Pegadinhas Clássicas de Prova

    • "Lactente de 4 meses, 1º episódio sibilância, SpO2 93%" → tratamento ambulatorial com suporte
    • "Prescrever salbutamol e prednisona" → ERRADO
    • "Sibilância recorrente em criança de 3 anos" → NÃO É BVA

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    Tema 5 — Diarreia Aguda e Desidratação: Planos A, B e C Atualizados

    A diarreia aguda (duração < 14 dias) é a principal causa infecciosa de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos, com cerca de 2 bilhões de casos anuais pela OMS.

    Classificação da Desidratação

    Diagnóstico estritamente clínico:

    Grau Perda de peso
    Leve < 5%
    Moderada 6–9%
    Grave ≥ 10%

    Planos de Reidratação

    Plano Situação Conduta
    A Sem desidratação Prevenção domiciliar + SRO após evacuações + zinco 10–14 dias
    B Desidratação leve/moderada SRO 50–100 mL/kg em 4–6h + ondansetrona se vômitos
    C Desidratação grave Venosa, por faixa etária

    Mudança 2023: divisor etário do Plano C passou de 5 anos para 1 ano.

    Plano C Detalhado

    • < 1 ano: 30 mL/kg na 1ª hora + 70 mL/kg nas 5h seguintes (total: 6h)
    • ≥ 1 ano: 30 mL/kg nos primeiros 30 min + 70 mL/kg nas 2h30 seguintes (total: 3h)
    • Hipovolemia/choque: Expansão SF 0,9% 20 mL/kg em bolus antes da sequência.

    Zinco

    • 10 mg/dia — bebês até 6 meses
    • 20 mg/dia — 6 meses a 5 anos
    • Duração: 10 a 14 dias

    Ondansetrona no Plano B

    Recomendada formalmente para vômitos incoercíveis que impedem reidratação oral eficaz, reduzindo necessidade de acesso venoso e internação.


    Tema 6 — Infecção do Trato Urinário na Pediatria

    A ITU é a segunda infecção bacteriana mais prevalente em crianças até 7 anos. E. coli responde por 95% dos casos.

    Diagnóstico: Urocultura por Método de Coleta

    Método UFC/mL positivo
    Jato intermediário ≥ 100.000 UFC/mL
    Cateterismo vesical ≥ 1.000 a 50.000 UFC/mL
    Aspirado suprapúbico Qualquer crescimento

    Bacteriúria assintomática em pediatria NÃO deve ser tratada.

    Epidemiologia por Idade e Sexo

    • Até 6 meses: incidência igual entre sexos; Proteus mirabilis mais comum em meninos
    • Após 6 meses: predomínio no sexo feminino; E. coli predominante

    Em RN: febre alta (>39°C) sem foco e icterícia persistente são sinais de alerta.

    Classificação Atualizada (IDSA 2023)

    • ITU não complicada: limitada à bexiga (inclui população masculina quando acometimento exclusivo vesical)
    • ITU complicada: pielonefrite, abscesso renal, sepse de foco urinário

    Tratamento

    Cistite (VO, 7–10 dias):

    • Cefalexina: 80 mg/kg/dia VO, 3-4 doses
    • Sulfametoxazol + Trimetropim
    • Nitrofurantoína: 5-7 mg/kg/dia VO

    Pielonefrite (IV, internação obrigatória):

    • Ceftriaxona: 50-75 mg/kg/dia IV, dose única diária

    Refluxo Vesicoureteral (RVU)

    Presente em ~35% das crianças com ITU sintomática. Classificado em 5 graus:

    Grau Achado
    I Refluxo ureteral sem dilatação
    II Dilatação ureteral leve, sem dilatação pélvica
    III Dilatação ureteral e pélvica moderada
    IV Tortuosidade ureteral e dilatação pélvica acentuada
    V Dilatação pélvica severa, ureterectasia importante

    Critérios de Imagem após 1ª ITU

    • Ultrassonografia renal e vesicular: indicada para todas as crianças com 1ª ITU febril
    • Uretrocistografia miccional: meninas < 3 anos com 1ª ITU febril + USG alterada
    • Renografia com DMSA: avaliar cicatrizes renais (meses após episódio agudo)

    Infecção Urinária em Crianças: Diagnóstico e Tratamento por Faixa Etária


    Tema 7 — Distúrbios da Puberdade e Estadiamento de Tanner

    Normalidade

    • Feminina: 8 a 13 anos, primeiro sinal = telarca (broto mamário = M2)
    • Masculina: 9 a 14 anos, primeiro sinal = volume testicular ≥ 4 mL (G2)

    Puberdade precoce: antes de 8 anos (F) ou 9 anos (M) Puberdade atrasada: ausência de sinais após 13 anos (F) ou 14 anos (M)

    Telarca vs. Adrenarca

    • Telarca: dependente do eixo HPG
    • Adrenarca: ativação da zona reticular da adrenal (pelos pubianos P2, odor axilar). Tumores adrenais ou HAC podem causar adrenarca isolada (pseudo-puberdade precoce independente de GnRH).

    Menarca e Estirão

    • Menarca: estágio M4, ~2 a 2,5 anos após telarca
    • Estirão feminino: M3 (~8,5–9,5 cm/ano)
    • Estirão masculino: G3–G4 (~9,5 cm/ano)
    • ~20% da estatura final é adquirida na puberdade

    Estadiamento de Tanner

    Estágio Mamas (F) Genitais (M) Pelos (ambos)
    1 Pré-puberal Testículos < 4 mL Ausentes
    2 Broto mamário (telarca) Testículos ≥ 4 mL; escroto fino Escassos, longos, pigmentados
    3 Elevação mama + aréola contorno único Crescimento peniano; testículos ≥ 8 mL Mais escuros, encaracolados
    4 Aréola + papila = montículo secundário Aumento diâmetro peniano; testículos ≥ 12 mL Adultos em quantidade, distribuição limitada
    5 Forma adulta madura Testículos ≥ 15–25 mL Distribuição adulta, extensão às coxas

    Investigação

    • Rastreamento inicial: LH, FSH, estradiol/testosterona, radiografia de idade óssea (punho e mão E), USG pélvica (meninas)
    • Teste de estímulo com GnRH: diferencia puberdade precoce central de periférica
    • RM de crânio: se suspeita de etiologia central

    Puberdade Precoce: Como Investigar e com Qual Critério de Tanner

    ESTADIAMENTO DE TANNER

    Distúrbios da Puberdade — Feminino × Masculino

    FEMININO
    Estágios M1 → M5
    MASCULINO
    Estágios G1 → G5
    M1Pré-púbere

    Sem tecido mamário; aréola plana.

    G1Pré-púbere

    Testículos < 1.5 mL; pênis infantil; sem pelos.

    M2Telarca

    Broto mamário; aréola alargada.

    G2↑ Testicular

    Testículos 1.5–6 mL; escroto fino e vermelho.

    M3Desenvolvimento

    Aumento do volume mamário; aréola contínua.

    G3Crescimento peniano

    Testículos 6–12 mL; pênis alongado.

    M4Pré-menarca

    Aréola + papila formam projeção secundária.

    G4Estirão

    Testículos 12–15 mL; pênis adulto em largura.

    M5Adulto ✓

    Mama adulta; pelos tipo adulto em triângulo invertido.

    🩸 MENARCA: ~M4 (12-13 anos)
    G5Adulto ✓

    Testículos ≥ 15 mL; genitais adultos.

    📈 ESTIRÃO: G3–G4 (13-15 anos)
    🧠 DICAS PARA PROVA
    • 1º sinal feminino: Telarca (M2) — NÃO pelos pubianos
    • 1º sinal masculino: Testículos ≥ 4 mL (G2) — antes de qualquer pelo
    • Menarca: M4, ~2 anos após telarca
    • Cronologia F: Telarca → Pelo pubiano → Estirão → Menarca → Pelo axilar
    • Cronologia M: ↑ Testicular → Pelo peniano → Estirão → Pelo facial
    Marshall & Tanner (1969, 1970) | Dados para Residência Médica

    Tema 8 — Desenvolvimento Neuropsicomotor e Reflexos Primitivos

    O desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) é o processo sequencial de maturação neurológica, cognitiva e social da concepção aos dois anos de idade.

    Padrão do Desenvolvimento

    • Craniocaudal: da cabeça para os pés (sustenta cabeça → senta → anda)
    • Proximodistal: do centro para as extremidades (ombro → mão → dedos)

    Os Primeiros 1.000 Dias

    A janela entre a gestação e os dois anos representa o período de maior plasticidade cerebral. Baixo peso ao nascer (< 2.500g) e prematuridade exigem atenção redobrada.

    Marcos do Desenvolvimento

    Idade Marco
    3–4 meses Sustenta a cabeça
    6 meses Senta sem apoio
    8 meses Engatinha
    12 meses Primeiros passos e primeiras palavras

    Classificação

    • Adequado: reforço positivo aos cuidadores
    • Alerta: orientação de estimulação + retorno em 30 dias
    • Possível atraso: encaminhamento imediato para rede especializada

    Reflexos Primitivos: Cronologia de Desaparecimento

    Reflexo Desaparecimento Observação
    Moro 6 meses Assimetria = alerta
    Preensão palmar 4–6 meses Substitui-se por preensão voluntária
    Preensão plantar 15 meses Um dos mais duradouros
    Marcha reflexa 2–3 meses Um dos primeiros a desaparecer
    Procura 3–4 meses Estimulado na região perioral
    Landau 12–24 meses Surgimento por volta dos 3 meses
    Babinski 18–24 meses Fisiológico no lactente

    Ponto de prova: Babinski é normal até 18–24 meses. Após esse período, sugere lesão do neurônio motor superior.

    Pontos-Chave para Provas

    • DNPM é sequencial e previsível — desvios merecem investigação
    • Reflexos que persistem além do prazo ou são assimétricos indicam atraso neurológico
    • Encaminhamento precoce amplia chances de intervenção eficaz

    pediatria residencia


    Tema 9 — Febre Sem Sinais Localizatórios e Neutropenia Febril

    Febre em criança sem foco aparente é um dos cenários mais frequentes na pediatria de emergência.

    Definição: temperatura retal > 38°C. Axilar > 37,8°C acende o alerta.

    Estratificação por Faixa Etária

    Faixa etária Conduta Exames obrigatórios
    0-28 dias Internação mandatória Hemocultura, urocultura, LCR, PCR
    1-3 meses Critérios de Rochester Hemograma, urocultura
    3-36 meses Avaliar toxicidade Conforme clínica

    Critérios de Rochester (1-3 meses)

    • Leucócitos: 5.000–15.000/mm³
    • Bastonetes: < 1.500/mm³
    • Leucócitos urina: < 10/campo

    Crianças que preenchem todos os critérios = baixo risco → acompanhamento ambulatorial com reavaliação em 24h.

    Neutropenia Febril: Emergência Oncológica

    Todo paciente pediátrico com neutropenia febril requer internamento imediato.

    • Febre: > 38°C por pelo menos 1 hora
    • Neutropenia: neutrófilos < 1.000/mm³
    • Neutropenia grave: < 500/mm³ → cobertura anti-Pseudomonas
    • Duração > 7 dias: considerar cobertura antifúngica

    Antibioticoterapia empírica: Cefepime ou piperacilina-tazobactam (1ª linha). Vancomicina se suspeita de infecção de cateter.

    Pontos-Chave de Prova

    • Neonato febril (0-28 dias) = internação obrigatória, sem exceção
    • FSSL com toxemia = internação
    • ITU oculta é a apresentação bacteriana grave mais comum em FSSL
    • Neutropenia febril pediátrica nunca é ambulatorial

    Tema 10 — Icterícia Neonatal e Emergências Pediátricas

    Icterícia Neonatal

    Regra de ouro: icterícia com menos de 24 horas de vida é sempre patológica.

    Característica Fisiológica Patológica
    Início Após 24h < 24h (sempre!)
    Pico 3º-5º dia Elevação > 5 mg/dL/dia
    BT máxima < 12-13 mg/dL Variável, progressiva
    Resolução Até 2 semanas Persistente

    Fototerapia: primeira linha. Limiares dependem da idade em horas e peso/IG. Exsanguinotransfusão: quando fototerapia falha ou BT > 25 mg/dL (risco de kernicterus).

    Emergências Pediátricas

    PCR na pediatria é primariamente respiratória (hipóxia progressiva), diferente do adulto (origem cardíaca).

    RCP pediátrica com 2 socorristas: proporção 15:2 (adulto = 30:2). Com 1 socorrista: 30:2.

    BRUE (Evento Inexplicado Resolvido Brevemente)

    Substituiu o ALTE. Aplica-se a menores de 1 ano, dura < 1 minuto, autolimitado.

    Baixo risco: idade > 60 dias, IG ≥ 32 semanas, evento único → conduta conservadora. Alto risco: internação e investigação complementar.

    Encefalopatia Hipóxico-Isquêmica (EHI)

    Hipotermia terapêutica: padrão-ouro para EHI moderada/grave. Iniciar nas primeiras 6 horas de vida, manter 33,5°C por 72 horas.

    TCE Leve: Critérios PECARN

    • < 2 anos: observar 4-6h; sinais de alerta = alteração da consciência, fratura palpável, fontanela abaulada, vômitos persistentes
    • ≥ 2 anos: TC se Glasgow < 15, sinais de fratura de base de crânio, vômitos, cefaleia intensa. Glasgow 15 + assintomático = observação.

    Icterícia neonatal Emergências pediátricas Trauma cranioencefálico em pediatria


    Comparativo: O que Mudou em Pediatria entre 2024 e 2026?

    Tema Antes (até 2023) Agora (2024–2026)
    Diarreia — Plano C Divisor etário: 5 anos Divisor: 1 ano (MS + SBP + SBI, 2023)
    Diarreia — Ondansetrona Uso fora de bula Recomendada formalmente no Plano B
    Teste do Pezinho Painel menor HCU incluída (2023); >50 doenças (Lei 14.154)
    Coraçâozinho IG mínima: 34 semanas IG mínima: 35 semanas; positivo: SpO2 ≤ 89%
    Triagem Auditiva IRDA agrupado IRDA1 (coclear) e IRDA2 (retrococlear)
    Meta TAN Sem algoritmo unificado Meta 1-2-3: triagem 1m / diagnóstico 2m / intervenção 3m
    Prevenção VSR Só Palivizumabe Nirseximabe (dose única) + Palivizumabe + vacina materna

    Guia de Atualização em Pediatria 2026 Banco de Questões Atualizado medmentorIA


    Tabela-Resumo: Os 10 Temas que Mais Caem na Prova

    Tema Palavra-chave Frequência Bancas
    1 Reanimação Neonatal 3 perguntas iniciais Alta ENAMED, HCPA-RS
    2 Triagem Neonatal PNTN ampliado Alta ENAMED, INEP
    3 Aleitamento Materno Contraindicações absolutas Alta ENAMED, Unesp
    4 Bronquiolite Viral Aguda VSR / sem beta-2 Alta ENAMED, HCPA-RS
    5 Diarreia Aguda Planos A, B, C (1 ano) Alta ENAMED, HCPA-RS
    6 Infecção Urinária E. coli 95% / RVU 5 graus Alta ENAMED, PROFIMED
    7 Puberdade / Tanner Telarca 8-13 / G2 ≥ 4 mL Média ENAMED, Unesp
    8 DNPM e Reflexos Moro 6m / Babinski 18-24m Média HCPA-RS, INEP
    9 FSSL / Neutropenia Febril Rochester / < 500 = internar Média HCPA-RS, ENAMED
    10 Icterícia / Emergências < 24h = patológica / PECARN Média HCPA-RS, INEP

    Perguntas Frequentes sobre Pediatria na Residência Médica

    Quais são os 10 temas de pediatria mais cobrados na residência médica?

    Reanimação neonatal, triagem neonatal, aleitamento materno, bronquiolite por VSR, diarreia aguda e desidratação, infecção urinária, puberdade e Tanner, DNPM e reflexos, FSSL/neutropenia febril, e icterícia neonatal/emergências. Aparecem em ENAMED, Revalida e concursos de diversas instituições.

    Qual o esquema atual de profilaxia contra VSR?

    Palivizumabe (até 5 doses mensais) e Nirseximabe (anticorpo de longa duração, dose única, incorporado em 2026). Vacina materna a partir de 32 semanas.

    Quais são as contraindicações absolutas do aleitamento materno no Brasil?

    HIV, HTLV-1/2 e galactosemia clássica no lactente. Mastite NÃO contraindica.

    Como classificar a desidratação infantil?

    Plano A (domiciliar + zinco), Plano B (SRO 50-100 mL/kg em 4-6h), Plano C (venoso, divisor etário 1 ano). Zinco 10 mg/d (< 6 meses) ou 20 mg/d (6m-5a).

    O que é BRUE e qual a conduta?

    Evento breve inexplicado em < 1 ano, < 1 minuto. Baixo risco: > 60 dias, IG ≥ 32 semanas, único episódio. Alto risco: internação.

    Quais os critérios de Tanner e quando investigar puberdade precoce?

    Tanner M/G/P 1-5. Precoce: < 8 anos (F) / < 9 anos (M). Volume testicular ≥ 4 mL = G2. Menarca em M4.

    Qual o período ideal para o teste do pezinho?

    3º ao 5º dia de vida. PNTN ampliado (Lei 14.154/2021) inclui Homocistinúria Clássica e outras doenças.

    Como distinguir icterícia fisiológica de patológica?

    Fisiológica: > 24h, BT < 13, pico 3º-5º dia. Patológica: < 24h (sempre!), BT subindo > 5 mg/dL/dia, hemólise.


    Conclusão: Como Dominar os 10 Temas e Garantir sua Aprovação em Pediatria

    Dominar os 10 temas mais cobrados em pediatria não é sobre decorar listas: é sobre construir um raciocínio clínico que funcione sob pressão de prova. Ao longo deste guia, você viu que os assuntos mais frequentes — de diarreia aguda e aleitamento materno a emergências respiratórias e reanimação neonatal — correspondem à maior parte das questões nas provas de residência.

    O diferencial para 2026 está nas atualizações recentes: Nirseximabe para prevenção de VSR em dose única, Plano C com divisor etário de 1 ano, nova classificação IRDA1/IRDA2 para triagem auditiva, e a meta 1-2-3 para intervenção auditiva precoce. Quem domina a base clássica e aplica essas novidades tem vantagem objetiva na pontuação final.

    Para transformar esse conhecimento em aprovação, revise tabelas práticas, resolva questões com comentários detalhados e simule ciclos reais (D1, D2, D6, D31). A medmentorIA oferece a IA M.A.E.S.T.R.O.® que identifica suas lacunas e otimiza o tempo de estudo.

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    DL
    ★ Caso nº 1 · role-model M.A.E.S.T.R.O.®
    Sobre a autora

    Dra. Lara Santos Rocha

    Residente de Clínica Médica — HC-USP-RP (FMRP-USP) · CRM-SP 285250

    Médica residente de Clínica Médica no HC-USP-RP. Vive a preparação para residência por dentro — e revisa o conteúdo do blog com esse olhar prático.

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