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Preparação • 14 min de leitura • 15 de jun. de 2026 

# Diretrizes AHA 2025/2026: O Que Mudou no BLS e ACLS

Dra. Lara Santos Rocha

Residente de Clínica Médica — HC-USP-RP (FMRP-USP) · CRM-SP 285250

![Diretrizes AHA 2025/2026: O Que Mudou no BLS e ACLS](https://ywclqnlfmrgtmezilnsj.supabase.co/storage/v1/object/public/blog-covers/diretrizes-aha-2025-2026-bls-acls-atualizacoes.jpg)

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#### Neste artigo

-   [Por Que as Diretrizes AHA Mudaram em 2025?](#por-que-as-diretrizes-aha-mudaram-em-2025)
-   [Mudanças no BLS: Nova Abordagem para OVACE (Engasgo)](#mudancas-no-bls-nova-abordagem-para-ovace-engasgo)
-   [Novidades no ACLS: Cardioversão, Acesso Vascular e Adrenalina](#novidades-no-acls-cardioversao-acesso-vascular-e-adrenalina)
-   [Manejo Pós-Ressuscitação: Prevenção de Febre Como Nova Meta](#manejo-pos-ressuscitacao-prevencao-de-febre-como-nova-meta)
-   [Cadeia de Sobrevivência e Situações Especiais](#cadeia-de-sobrevivencia-e-situacoes-especiais)
-   [Como as Diretrizes AHA 2025 Impactam o ENARE 2027](#como-as-diretrizes-aha-2025-impactam-o-enare-2027)
-   [Conclusão](#conclusao)
-   [Perguntas Frequentes](#perguntas-frequentes)

As novas diretrizes da American Heart Association (AHA), publicadas no ciclo 2025, atualizaram três condutas que você precisa dominar agora: o protocolo de desobstrução de vias aéreas por corpo estranho (OVACE) passou a exigir ciclos combinados de golpes dorsais e compressões — e não mais a manobra de Heimlich isolada; a cardioversão elétrica para fibrilação atrial (FA) e flutter atrial foi padronizada em 200 joules; e a meta de temperatura pós-retorno da circulação espontânea (RCE) mudou do resfriamento ativo entre 32–36°C para a simples prevenção de febre, mantendo o paciente abaixo de 37,5°C. Mudanças pequenas no papel, enormes no plantão e nas provas.

Para quem está se preparando para concursos de residência médica do ciclo 2027 — incluindo ENAMED 2026, ENARE 2027 e as grandes instituições — essas atualizações são exatamente o tipo de conteúdo que diferencia o candidato preparado de quem ainda revisa protocolos antigos. Nas próximas seções, você vai entender o que mudou, por que mudou e como aplicar cada alteração tanto na beira do leito quanto na hora de responder uma questão.

## Por Que as Diretrizes AHA Mudaram em 2025?

A AHA revisa suas diretrizes de forma contínua, incorporando novos dados à medida que ensaios clínicos e meta-análises de alta qualidade ficam disponíveis. A própria AHA reconhece que a maioria das recomendações dos seus guidelines é sustentada por evidências de nível moderado, baixo ou por consenso de especialistas — o que torna o protocolo um documento vivo, sujeito a revisões frequentes à medida que a ciência avança.

O ciclo de 2025 reflete essa lógica: as três grandes mudanças (OVACE, cardioversão e temperatura pós-RCE) foram todas motivadas por acúmulo de evidências que questionavam condutas anteriores. No caso do controle de temperatura, por exemplo, meta-análises publicadas em anos recentes demonstraram que o resfriamento ativo entre 32–36°C não oferecia benefício consistente em desfechos neurológicos quando comparado à simples prevenção de febre — o que levou à revisão da recomendação (consulte o edital oficial e os guidelines publicados em American Heart Association — Guidelines).

Para você, candidato a residência ou médico em formação, a implicação é direta: estudar pelas diretrizes antigas é um risco real de errar questões que cobram a norma vigente. Os três eixos de mudança discutidos neste artigo — OVACE, cardioversão e temperatura — são o ponto de partida obrigatório da sua revisão.

## Mudanças no BLS: Nova Abordagem para OVACE (Engasgo)

Se você ainda aprendeu que, diante de alguém engasgando, o primeiro passo é aplicar a manobra de Heimlich isolada, é hora de atualizar esse protocolo. A AHA revisou as diretrizes de BLS e, a partir das diretrizes de 2025, **a manobra de Heimlich isolada não é mais o primeiro passo** no manejo da OVACE em adultos e crianças maiores de 1 ano (AHA, 2025).

A atualização passou a recomendar a alternância de golpes dorsais e compressões, reconhecendo limitações da manobra de Heimlich isolada — embora a evidência comparativa direta entre as técnicas seja limitada e de baixa certeza.

### O Novo Protocolo 5+5 para OVACE

O protocolo atualizado segue uma lógica de alternância cíclica, aplicada até a resolução da obstrução ou até a perda de consciência da vítima:

-   **5 golpes dorsais** — Posicione-se ao lado e ligeiramente atrás da vítima. Incline-a para frente, apoiando o peito com uma mão. Aplique 5 golpes firmes entre as escápulas com a base da outra mão.
-   **5 compressões abdominais (Heimlich)** — Posicione-se atrás da vítima, envolva-a com os braços e aplique 5 compressões rápidas para dentro e para cima, com o punho entre o umbigo e o apêndice xifoide.
-   **Repita os ciclos** — Alterne 5 golpes dorsais e 5 compressões abdominais até que o corpo estranho seja expelido ou a vítima perca a consciência.
-   **Se a vítima perder consciência** — Deite-a no chão, inicie RCP e verifique a boca antes de cada ventilação, removendo o corpo estranho apenas se visualizado.

### OVACE em Gestantes: Compressões Torácicas, Não Abdominais

Este é um ponto que frequentemente aparece em provas: **gestantes em estágio final de gravidez não devem receber compressões abdominais**. O útero gravídico ocupa o espaço abdominal e torna a manobra de Heimlich não apenas ineficaz, mas potencialmente perigosa. O protocolo adaptado para gestantes é:

-   **5 golpes dorsais** — Aplicados da mesma forma que em adultos.
-   **5 compressões torácicas** — Mãos posicionadas no centro do esterno (mesma posição da RCP), com compressões rápidas.
-   **Ciclos alternados** — Mantenha a alternância até a resolução ou perda de consciência.

Entender a razão fisiológica por trás da adaptação — o deslocamento uterino — é o que transforma decoreba em raciocínio clínico sólido.

### Resumo Prático: Protocolo OVACE Atualizado

Situação

Golpes Dorsais

Compressões

Observação

Adulto / criança > 1 ano

5 entre escápulas

5 abdominais (Heimlich)

Alternar em ciclos

Gestante (estágio final)

5 entre escápulas

5 torácicas (esterno)

Nunca abdominais

Lactente (< 1 ano)

5 entre escápulas

5 torácicas (esterno)

Posição de bruços para os golpes

Vítima inconsciente

—

Iniciar RCP

Verificar boca antes de ventilar

Diretrizes AHA 2025

## Nova Abordagem para OVACE

Obstrução das Vias Aéreas por Corpo Estranho

1 

### Posicionamento

Posicione-se ao lado e ligeiramente atrás da vítima, inclinando-a para frente para facilitar a expulsão do objeto.

2 

### 5 Golpes Dorsais

Aplique **5 golpes firmes** entre as escápulas com a base da mão, verificando se o objeto é expelido a cada golpe.

3 

### 5 Compressões Abdominais

Realize a manobra de Heimlich: **5 compressões abdominais** rápidas e ascendentes, repetindo o ciclo até desobstruir.

4 

### Reavaliação

Após cada ciclo, **reavalie** o paciente. Se inconsciente, inicie RCP e verifique a via aérea a cada ciclo de compressões.

🔄 Repita os ciclos até a desobstrução ou até a chegada do suporte avançado

## Novidades no ACLS: Cardioversão, Acesso Vascular e Adrenalina

### Cardioversão Padronizada em 200J para FA e Flutter Atrial

Uma das mudanças mais práticas do ciclo 2025 é a **padronização da carga elétrica em 200 joules para cardioversão de fibrilação atrial (FA) e flutter atrial**. Antes, o profissional podia optar por cargas variáveis em faixas inferiores, o que gerava variação entre serviços e aumentava o risco de múltiplas tentativas sem sucesso.

Com a nova recomendação, **200J passa a ser o ponto de partida** ao se utilizar desfibrilador bifásico conforme especificação do fabricante e da diretriz — o objetivo é maximizar a chance de sucesso na primeira tentativa e simplificar o fluxo de decisão em situações de alta pressão.

### Acesso Intravenoso como Via Preferencial

Outro ponto central da atualização: a AHA reforça a **preferência pelo acesso intravenoso (IV) em relação ao intraósseo (IO)** no ACLS. O acesso IO continua sendo uma alternativa válida e deve ser usado sem hesitação quando o IV não for viável — mas a hierarquia mudou. O IV oferece fluxo mais previsível e menor risco de complicações em longo prazo, e a diretriz atualizada deixa isso explícito.

### Adrenalina Precoce em Ritmos Não Chocáveis

A **administração precoce de epinefrina em ritmos não chocáveis** (assistolia e AESP) — já enfatizada nas diretrizes AHA 2020 — permanece como recomendação central:

-   Administrar adrenalina o mais cedo possível após o reconhecimento do ritmo não chocável.
-   Manter a dose padrão de **1 mg IV/IO a cada 3–5 minutos**.
-   Não retardar a medicação para "garantir o acesso" — se o IO estiver disponível, use-o.

A lógica é objetiva: em ritmos não chocáveis, cada minuto sem adrenalina reduz a chance de retorno da circulação espontânea.

### Quadro-Resumo: Atualizações no ACLS 2025

Conduta

Diretriz Anterior

Diretriz AHA 2025

Impacto Prático

Cardioversão FA / Flutter Atrial

Cargas variáveis / faixas inferiores

**200J padronizados**

Menos variabilidade, maior sucesso na 1ª tentativa

Acesso vascular no SAVC

IV preferencial (desde AHA 2020); IO como alternativa

**IV preferencial reafirmado**

Prioriza melhor perfil de segurança e fluxo

Adrenalina em ritmos não chocáveis

Administração precoce enfatizada desde AHA 2020

**Administração precoce mantida**

Reduz atraso e melhora chance de RCE

Controle de temperatura (TTM)

32–36°C recomendado

**TTM 32–36°C não é mais rotineiro**

Abordagem individualizada da temperatura pós-RCE

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## Manejo Pós-Ressuscitação: Prevenção de Febre Como Nova Meta

Durante décadas, o manejo pós-ressuscitação seguiu uma lógica aparentemente intuitiva: resfriar o corpo para proteger o cérebro. O Target Temperature Management (TTM) entre 32°C e 36°C era considerado padrão-ouro. As diretrizes AHA 2025 trouxeram uma mudança de paradigma: **o resfriamento ativo nessa faixa não é mais recomendado de forma rotineira**. A meta agora é normotermia estrita — manter o paciente abaixo de 37,5°C.

### Por Que o TTM Tradicional Foi Abandonado?

A revisão baseou-se em meta-análises e estudos randomizados que demonstraram que o resfriamento ativo entre 32°C e 36°C não oferecia benefício consistente em desfechos neurológicos quando comparado à simples prevenção de febre (dados disponíveis em PubMed — Estudos sobre TTM pós-PCR). A conclusão das evidências mais recentes é clara: **a proteção cerebral depende da prevenção consistente de febre e da manutenção da homeostase metabólica — não da temperatura-alvo em si**.

### Vantagens Clínicas da Normotermia Estrita

A transição para a prevenção de febre traz benefícios concretos:

-   **Menor instabilidade hemodinâmica** — o resfriamento ativo está associado a bradicardia e coagulopatia; a normotermia reduz essas complicações e a necessidade de vasoatores.
-   **Menor risco infeccioso** — a hipotermia terapêutica imunossuprime o paciente, aumentando susceptibilidade a pneumonia associada à ventilação e infecções de corrente sanguínea.
-   **Fluxo de cuidado simplificado** — protocolos de resfriamento ativo exigem monitorização contínua de temperatura esofágica ou vesical e reaquecimento lento e controlado; a normotermia libera recursos para outros aspectos do cuidado intensivo.
-   **Desfechos neurológicos equivalentes** — as evidências disponíveis não demonstraram benefício consistente da hipotermia ativa sobre a estratégia de normotermia em desfechos neurológicos (consulte as diretrizes vigentes para detalhes dos estudos).

### Protocolo Prático Pós-RCE

-   Monitorar temperatura central de forma **contínua** após o RCE.
-   Tratar qualquer elevação acima de **37,5°C de forma agressiva**: paracetamol como primeira linha; dispositivos de resfriamento superficial se necessário.
-   Manter a **prevenção de febre** de forma contínua durante o período crítico de recuperação neuronal pós-isquêmica.
-   Avaliar prognóstico neurológico de forma **multimodal** (exame neurológico seriado, EEG, neuroimagem e biomarcadores séricos) — nunca com base em um único parâmetro isolado e precoce.

### Comparativo Direto: TTM Antigo vs. Nova Meta

Aspecto

TTM Antigo (32–36°C)

Nova Norma (< 37,5°C)

Meta de temperatura

32–36°C

< 37,5°C, evitar febre

Método

Dispositivos de resfriamento ativo

Monitorização + antipiréticos se necessário

Duração

Protocolo de resfriamento ativo

Prevenção de febre contínua pós-RCE

Complicações associadas

Instabilidade hemodinâmica, infecções, coagulopatia

Ausência das complicações da hipotermia ativa

Desfecho neurológico

Benefício não comprovado de forma consistente

Equivalente — sem benefício consistente da hipotermia ativa

🌡️ 

## Atualização AHA 2025: Manejo Térmico Pós-Ressuscitação

Comparativo entre diretrizes anteriores e atuais

📅

Diretrizes

Anteriores

Meta térmica alvo:

32°C – 36°C

💧 Hipotermia terapêutica ativa (TTM 32–36°C)

META  
ATUALIZADA

🆕

Diretrizes

2025

Nova meta térmica:

< 37,5°C

🛡️ Prevenção de febre — manter temperatura < 37,5°C

⚠️ Mudança-chave

A atualização **remove a hipotermia terapêutica** como meta padrão e estabelece a **prevenção de febre (< 37,5°C)** pós-ressuscitação como estratégia primária de neuroproteção.

## Cadeia de Sobrevivência e Situações Especiais

### O Sexto Elo: Recuperação

A cadeia de sobrevivência ganhou um elo fundamental nas diretrizes AHA: a **Recuperação**. Adicionado nas diretrizes de 2020 tanto na cadeia de parada intra-hospitalar (PCRIH) quanto na extra-hospitalar (PCREH), esse sexto elo reconhece que o cuidado não termina com o retorno da circulação espontânea. A recuperação envolve suporte hemodinâmico, manejo de via aérea, controle de temperatura, monitorização neurológica e reabilitação — um conjunto estruturado de intervenções que impacta diretamente a sobrevivência com boa função neurológica (AHA, 2020). Na prática, isso significa planejar o cuidado pós-RCP desde o momento da reanimação, com encaminhamento precoce para unidades especializadas e acompanhamento multidisciplinar.

### Algoritmos para Overdose por Opioides

As diretrizes atualizadas incluem dois algoritmos específicos para emergências por opioides — uma resposta direta ao crescimento das overdoses e à necessidade de protocolos direcionados. Os algoritmos integram naloxona e ventilação de resgate em abordagens distintas para BLS e ACLS.

**Algoritmo BLS — Suspeita de overdose por opioides:**

1.  Reconhecer a parada respiratória ou cardíaca em contexto de uso de opioides.
2.  Iniciar ventilação de resgate imediatamente — a prioridade é ventilar, pois a causa primária é respiratória.
3.  Administrar naloxona assim que disponível (intranasal ou intramuscular).
4.  Iniciar compressões torácicas se não houver pulso.
5.  Continuar ciclos de ventilação + RCP até reversão ou chegada do SAV.

**Algoritmo ACLS — Overdose por opioides:**

1.  Manter ventilação com dispositivo avançado de via aérea quando indicado.
2.  Administrar naloxona IV com titulação cuidadosa — evitar abstinência severa e complicações.
3.  Monitorizar continuamente ritmo cardíaco e saturação.
4.  Considerar suporte hemodinâmico se instabilidade persistir após reversão.
5.  Encaminhar para protocolo de recuperação pós-parada (sexto elo).

A mudança conceitual central: na overdose por opioides com depressão respiratória e pulso presente, **a ventilação de resgate e a naloxona são as intervenções prioritárias**; se não há pulso, inicia-se RCP imediatamente sem atrasar por ventilação isolada. A parada cardíaca nesse cenário é geralmente secundária à hipóxia prolongada. A meia-vida de muitos opioides excede a da naloxona, o que demanda doses repetidas e observação prolongada.

## Como as Diretrizes AHA 2025 Impactam o ENARE 2027

Se você está se preparando para o ENARE 2027, precisa entender uma coisa: **o concurso cobra atualizações recentes de diretrizes internacionais** — e as mudanças da AHA de 2025 são o exemplo mais direto disso. Temas de emergência cardiovascular — BLS e ACLS — podem ser cobrados em provas de residência, e **quem estuda pelas diretrizes antigas corre risco real de errar**.

Os pontos de maior convergência entre as atualizações AHA e o formato de questões do ENARE 2027:

Tema AHA 2025

Como pode aparecer no ENARE 2027

Área da Prova

Novo protocolo OVACE 5+5

Questão de sequência de manejo em engasgo

Clínica Médica / Emergência

Cardioversão 200J para FA/Flutter

Caso clínico com escolha de energia de cardioversão

Clínica Médica

Adrenalina precoce em ritmos não chocáveis

Questão sobre timing e dose de droga em PCR

Clínica Médica / Emergência

Normotermia < 37,5°C pós-RCE

Questão de manejo de UTI pós-parada

Clínica Médica / Cirurgia

Sexto elo — Recuperação

Questão conceitual sobre cadeia de sobrevivência

Clínica Médica

O contexto de 2026 adiciona motivação extra: o Senado aprovou um novo piso salarial para médicos (confirme o valor atualizado no Diário Oficial vigente), o que reforça a atratividade das vagas de residência e aumenta a concorrência. Quem chega ao ENARE 2027 com domínio das atualizações AHA — e não apenas do conteúdo "clássico" — ganha vantagem competitiva real. Não se trata de decorar protocolos: é sobre **aplicar a diretriz certa no cenário clínico certo**, que é exatamente o que a banca avalia.

Para direcionar o estudo, cruce as mudanças discutidas neste artigo com o conteúdo programático do ENARE 2027 (consulte o edital oficial quando disponível) e identifique os pontos de maior incidência histórica em questões de emergência cardiovascular.

## Conclusão

As atualizações da AHA para o ciclo 2025 consolidam três mudanças que você não pode ignorar — seja no plantão, seja na prova de residência.

**Primeiro**, o protocolo OVACE 5+5 substitui a manobra de Heimlich isolada como primeiro passo: cinco golpes dorsais seguidos de cinco compressões abdominais, em ciclos alternados. Para gestantes em estágio final, as compressões são torácicas — nunca abdominais.

**Segundo**, a cardioversão para FA e flutter atrial foi padronizada em **200J**, eliminando a variabilidade anterior e aumentando a chance de sucesso na primeira tentativa.

**Terceiro**, o manejo térmico pós-RCE abandona o resfriamento ativo entre 32–36°C como conduta rotineira. A nova meta é **manter a temperatura abaixo de 37,5°C** — prevenção de febre, não hipotermia ativa.

Essas três mudanças — OVACE 5+5, 200J na FA e temperatura < 37,5°C — são o tipo de conteúdo que separa quem estuda por fontes atualizadas de quem ainda revisa diretrizes antigas. Em provas como ENAMED 2026, ENARE 2027 e concursos das grandes instituições, questões sobre suporte avançado de vida tendem a cobrar exatamente essas novidades. Conhecer a norma vigente não é apenas vantagem competitiva — é o que garante uma prática segura no plantão.

A medmentorIA já incorpora essas atualizações em seus materiais e casos clínicos simulados, para que você treine com os protocolos que realmente valem hoje.

## Perguntas Frequentes

### A manobra de Heimlich acabou?

Não. A manobra de Heimlich continua sendo parte do protocolo, mas agora integra um ciclo combinado: **5 golpes dorsais + 5 compressões abdominais**, repetidos até a desobstrução. Ela não é mais aplicada de forma isolada como primeiro passo.

### Qual a carga de choque recomendada para Flutter Atrial?

A carga foi padronizada em **200J** conforme as diretrizes AHA 2025, tanto para fibrilação atrial quanto para flutter atrial. O objetivo é padronizar a conduta e aumentar a eficácia na primeira tentativa de cardioversão.

### Ainda se usa o resfriamento (TTM) pós-parada?

A recomendação atual mudou. O TTM entre 32–36°C **não é mais indicado de forma rotineira**. A meta é **evitar febre**, mantendo a temperatura central abaixo de 37,5°C. O tratamento é feito com antipiréticos e monitorização contínua.

### O acesso intraósseo ainda é preferencial no ACLS?

Não. As diretrizes AHA 2025 estabelecem o **acesso intravenoso (IV) como via preferencial** para administração de drogas no suporte avançado. O acesso intraósseo (IO) permanece como alternativa válida quando o IV não é viável — mas a hierarquia foi invertida.

### O que é o sexto elo da cadeia de sobrevivência?

O sexto elo é a **Recuperação** — um conjunto estruturado de cuidados pós-parada que inclui suporte hemodinâmico, controle de temperatura, monitorização neurológica e reabilitação. Ele foi adicionado tanto à cadeia intra-hospitalar quanto à extra-hospitalar, reconhecendo que os cuidados pós-RCP impactam diretamente a sobrevivência com boa função neurológica.

DL

★ Caso nº 1 · role-model M.A.E.S.T.R.O.® 

Sobre a autora

### Dra. Lara Santos Rocha

Residente de Clínica Médica — HC-USP-RP (FMRP-USP) · CRM-SP 285250 

Médica residente de Clínica Médica no HC-USP-RP. Vive a preparação para residência por dentro — e revisa o conteúdo do blog com esse olhar prático.

1º lugar · FELUMA Aprovada · Einstein (HIAE) 

Caso de sucesso nº 1 da IA M.A.E.S.T.R.O.® — a trajetória de aprovação da Dra. Lara é o primeiro role-model a partir do qual o algoritmo M.A.E.S.T.R.O.® aprende e se calibra (fine-tuning). É o caso 1 de milhares de aprovações que a IA está aprendendo para guiar cada estudante.

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