---
title: "Clínica Médica R1: Temas que Mais Caem nas Provas em 2026 · MedMentorIA"
description: "Domine Clínica Médica no R1 com análise dos temas mais cobrados em 2026: IC, Sífilis, Teste do Pezinho, APS e HPV. Questões comentadas e estratégia de e..."
lang: pt-BR
json-ld: |
  {
    "@context": "https://schema.org",
    "@graph": [
      {
        "@type": "BlogPosting",
        "headline": "Clínica Médica R1: Temas que Mais Caem nas Provas em 2026",
        "description": "Domine Clínica Médica no R1 com análise dos temas mais cobrados em 2026: IC, Sífilis, Teste do Pezinho, APS e HPV. Questões comentadas e estratégia de e...",
        "image": [
          "https://ywclqnlfmrgtmezilnsj.supabase.co/storage/v1/object/public/blog-covers/clinica-medica-r1-temas-que-mais-caem-2026.jpg"
        ],
        "datePublished": "2026-06-06T23:00:21.891151+00:00",
        "dateModified": "2026-06-10T00:11:11.228233+00:00",
        "inLanguage": "pt-BR",
        "articleSection": "Preparação",
        "mainEntityOfPage": {
          "@type": "WebPage",
          "@id": "https://medmentoria.com/blog/clinica-medica-r1-temas-que-mais-caem-2026"
        },
        "author": {
          "@type": "Organization",
          "name": "Dra. Lara Santos Rocha",
          "url": "https://medmentoria.com"
        },
        "publisher": {
          "@type": "Organization",
          "name": "MedMentorIA",
          "logo": {
            "@type": "ImageObject",
            "url": "https://res.cloudinary.com/dk8el9agv/image/upload/v1772716988/Risorsa_6mm_dpbqer.svg"
          }
        }
      },
      {
        "@type": "BreadcrumbList",
        "itemListElement": [
          {
            "@type": "ListItem",
            "position": 1,
            "name": "Blog",
            "item": "https://medmentoria.com/blog"
          },
          {
            "@type": "ListItem",
            "position": 2,
            "name": "Residência Médica",
            "item": "https://medmentoria.com/blog/residencia-medica"
          },
          {
            "@type": "ListItem",
            "position": 3,
            "name": "Preparação",
            "item": "https://medmentoria.com/blog/residencia-medica/preparacao"
          },
          {
            "@type": "ListItem",
            "position": 4,
            "name": "Clínica Médica R1: Temas que Mais Caem nas Provas em 2026",
            "item": "https://medmentoria.com/blog/clinica-medica-r1-temas-que-mais-caem-2026"
          }
        ]
      },
      {
        "@type": "FAQPage",
        "mainEntity": [
          {
            "@type": "Question",
            "name": "Qual o período ideal para coleta do Teste do Pezinho?",
            "acceptedAnswer": {
              "@type": "Answer",
              "text": "Entre o 3º e o 5º dia de vida, conforme o Ministério da Saúde. Coletas antes do 3º dia aumentam o risco de falso positivo para Hipotireoidismo Congênito pelo pico fisiológico de TSH neonatal."
            }
          },
          {
            "@type": "Question",
            "name": "O que causa falso positivo para Hipotireoidismo Congênito no Teste do Pezinho?",
            "acceptedAnswer": {
              "@type": "Answer",
              "text": "Coleta realizada antes do 3º dia de vida, quando o TSH neonatal ainda está fisiologicamente elevado, podendo gerar resultado falso positivo."
            }
          },
          {
            "@type": "Question",
            "name": "Qual o título de VDRL esperado na sífilis secundária?",
            "acceptedAnswer": {
              "@type": "Answer",
              "text": "Geralmente títulos elevados, refletindo a intensa resposta imunológica da fase secundária — mas o diagnóstico é clínico-laboratorial e deve considerar o quadro completo. O Manual de Controle de IST do Ministério da Saúde (MS, 2022) orienta a interpretação do VDRL no contexto clínico, não de forma isolada."
            }
          },
          {
            "@type": "Question",
            "name": "Como classificar a sífilis como recente ou tardia?",
            "acceptedAnswer": {
              "@type": "Answer",
              "text": "Sífilis recente engloba as fases primária, secundária e latente precoce, com evolução de até 1 ano. Acima de 1 ano, classifica-se como tardia (latente tardia ou terciária), conforme o Protocolo Clínico do MS 2022."
            }
          },
          {
            "@type": "Question",
            "name": "Qual a meta de acertos recomendada para provas de residência competitivas como USP e Unicamp?",
            "acceptedAnswer": {
              "@type": "Answer",
              "text": "O benchmark prático é de 80% de acertos — não para gabaritar, mas para demonstrar consistência nos temas de maior peso cobrados pelas bancas de São Paulo."
            }
          },
          {
            "@type": "Question",
            "name": "Quais são os atributos essenciais da APS segundo Starfield?",
            "acceptedAnswer": {
              "@type": "Answer",
              "text": "Os quatro atributos essenciais são: Acesso de Primeiro Contato, Longitudinalidade, Integralidade e Coordenação do Cuidado. Os derivativos são Orientação Familiar e Orientação Comunitária."
            }
          },
          {
            "@type": "Question",
            "name": "Como a IA pode ajudar na revisão de Clínica Médica para o R1?",
            "acceptedAnswer": {
              "@type": "Answer",
              "text": "Ferramentas de IA analisam o histórico de erros do candidato para identificar gaps específicos — como ICFEp ou APS — e personalizam a sequência e o espaçamento das revisões, tornando o estudo mais eficiente e direcionado."
            }
          }
        ]
      }
    ]
  }
---

[Pular para o conteúdo](#main)

[![MedMentorIA](https://res.cloudinary.com/dk8el9agv/image/upload/v1781541735/logo_jdmcwr.svg)](/)

-   [Produto](/#produto)
-   [Preços](/#precos)
-   -   Blog
    
-   [Questões](/questoes)
-   [Embaixadores](/embaixadores)

[Login](https://plataforma.medmentoria.com/login)[Começar grátis](https://plataforma.medmentoria.com/register)

[Começar grátis](https://plataforma.medmentoria.com/register)

[Blog](/blog)› [Residência Médica](/blog/residencia-medica)› [Preparação](/blog/residencia-medica/preparacao)› Clínica Médica R1: Temas que Mais Caem nas Provas em 2026 

Preparação • 14 min de leitura • 06 de jun. de 2026 

# Clínica Médica R1: Temas que Mais Caem nas Provas em 2026

![Dra. Lara Santos Rocha](https://ywclqnlfmrgtmezilnsj.supabase.co/storage/v1/object/public/blog-covers/authors/dra-lara-santos-rocha.jpg)

Dra. Lara Santos Rocha

Residente de Clínica Médica — HC-USP-RP (FMRP-USP) · CRM-SP 285250

![Clínica Médica R1: Temas que Mais Caem nas Provas em 2026](https://ywclqnlfmrgtmezilnsj.supabase.co/storage/v1/object/public/blog-covers/clinica-medica-r1-temas-que-mais-caem-2026.jpg)

Compartilhar 

#### Neste artigo

-   [O que Mais Cai em Clínica Médica no R1 em 2026](#o-que-mais-cai-em-clinica-medica-no-r1-em-2026)
-   [Cardiologia no R1: Insuficiência Cardíaca Descompensada](#cardiologia-no-r1-insuficiencia-cardiaca-descompensada)
-   [Sífilis Secundária: O Diagnóstico que a Banca Adora Cobrar](#sifilis-secundaria-o-diagnostico-que-a-banca-adora-cobrar)
-   [Teste do Pezinho: Prazos, Doenças e o que a Prova Cobra](#teste-do-pezinho-prazos-doencas-e-o-que-a-prova-cobra)
-   [APS e HPV: Atenção Primária e Prevenção nas Provas de CM](#aps-e-hpv-atencao-primaria-e-prevencao-nas-provas-de-cm)
-   [Metodologia de Estudo Ativo para Atingir 80% de Acertos](#metodologia-de-estudo-ativo-para-atingir-80-de-acertos)
-   [Como a IA M.A.E.S.T.R.O.® Potencializa sua Revisão de Clínica Médica](#como-a-ia-m-a-e-s-t-r-o-potencializa-sua-revisao-de-clinica-medica)
-   [Conclusão](#conclusao)
-   [Perguntas Frequentes](#perguntas-frequentes)

Para dominar Clínica Médica no R1, o foco deve estar em Insuficiência Cardíaca, Sífilis, Triagem Neonatal, APS e HPV. Em 2026, as provas de residência — especialmente das bancas de São Paulo — exigem não apenas o diagnóstico correto, mas o raciocínio clínico sobre manejo e a aplicação de diretrizes atualizadas. Quem chega às provas com esses eixos consolidados já parte na frente.

A boa notícia é que esses temas são previsíveis. Com estudo ativo por questões comentadas e revisão personalizada, é possível atingir o benchmark de 80% de acertos nos temas de maior peso — o patamar que, na prática, separa quem aprova de quem fica na lista de espera. Neste guia, você encontra análise aprofundada de cada eixo, tabelas de referência rápida, infográficos e uma metodologia de estudo que vai do primeiro erro até a consolidação definitiva.

## O que Mais Cai em Clínica Médica no R1 em 2026

Clínica Médica é, de longe, a disciplina que mais pesa nas provas de residência do estado de São Paulo — e em 2026 esse peso só aumentou. Quando você senta para resolver provas de instituições como USP, Unicamp e Unifesp, a maior parte das questões que definem a nota de corte vem de dentro do universo da Clínica Médica. Saber quais temas aparecem com mais frequência é a diferença entre estudar muito e estudar com estratégia.

Com base na análise de tendências das principais bancas de SP, cinco eixos temáticos se repetem com recorrência significativa:

-   **Insuficiência Cardíaca (IC):** tema clássico e extremamente cobrado, costuma aparecer em cenários de compensação, descompensação aguda e manejo farmacológico, exigindo raciocínio aplicado à diretriz.
-   **Sífilis:** abrange diagnóstico sorológico, conduta em gestantes e tratamento por estágio — recorrente tanto em questões de infectologia quanto de atenção primária.
-   **Triagem Neonatal:** interpretação do teste do pezinho, condutas frente a alterações e protocolos do Programa Nacional de Triagem Neonatal, com foco prático no atendimento ambulatorial.
-   **Atenção Primária à Saúde (APS):** rastreamentos, prevenção quaternária, polifarmácia no idoso e organização do cuidado — temas cada vez mais valorizados pelas bancas de SP.
-   **HPV e Patologia do Trato Genital Inferior (PTGI):** vai além do câncer de colo uterino e inclui condiloma, rastreamento e condutas em lesões de baixo e alto grau, exigindo visão integrada entre ginecologia e medicina preventiva.

Cada um desses eixos será aprofundado a seguir com foco em raciocínio clínico e aplicação prática de diretrizes — não em memorização de decoreba. O objetivo é que você saiba não só o conteúdo, mas como as bancas costumam cobrá-lo.

Se você está se preparando para as provas do estado, entender esses eixos com profundidade é o caminho mais inteligente para ganhar pontos onde a concorrência costuma tropeçar. [Guia Residência Médica SP](/blog/residencia-medica-santa-casa-guia-completo)

## Cardiologia no R1: Insuficiência Cardíaca Descompensada

A insuficiência cardíaca descompensada é, historicamente, um dos temas mais cobrados em Clínica Médica nas provas de R1 — especialmente nas bancas de São Paulo. E não é por acaso: ela integra fisiopatologia, semiologia, interpretação hemodinâmica e manejo farmacológico em uma única questão. Dominar esse assunto significa ganhar pontos em múltiplas etapas do raciocínio clínico.

### Por que IC Descompensada Cai Tanto?

A IC permite que a banca avalie se você consegue **identificar o perfil hemodinâmico do paciente** e, a partir dele, escolher a conduta correta. Não basta saber a definição — é preciso aplicar a classificação funcional (NYHA), entender a fração de ejeção (FEr, FEp, FEleve) e, principalmente, reconhecer se o paciente está úmido ou seco, quente ou frio. Esse raciocínio sequencial é exatamente o que as provas de SP mais exigem.

As diretrizes da **Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC, 2022)** e da **European Society of Cardiology (ESC, 2023)** diretrizes IC ESC 2023 PubMed são as referências centrais para o manejo atualizado da IC, e ambas reforçam a importância da estratificação hemodinâmica como ponto de partida terapêutico.

### Classificação dos Perfis Hemodinâmicos

O modelo mais utilizado nas provas — e na prática — é a classificação baseada nos perfis de Forrester, adaptada pelas diretrizes europeias. Ele cruza duas variáveis clínicas simples: **presença de congestão** (sinais de sobrecarga hídrica) e **estado de perfusão** (se o paciente está bem perfundido ou em hipoperfusão). O resultado são quatro perfis que direcionam toda a conduta inicial.

Perfil

Congestão

Perfusão

Conduta inicial

**A** (Quente e Seco)

Ausente

Preservada

Otimizar medicações de base (IECA/BRA, betabloqueador, antagonista de mineralocorticoide); ajustar diurético oral se necessário

**B** (Quente e Úmido)

Presente

Preservada

Diurético de alça IV (furosemida); vasodilatador se PA permitir; manter neurohormonais

**C** (Frio e Úmido)

Presente

Reduzida

Diurético de alça IV + vasodilatador (nitroglicerina IV) ou inotrópico (dobutamina) se hipotensão; considerar suporte avançado

**L** (Frio e Seco)

Ausente

Reduzida

Expansão volêmica cautelosa (bolus de SF 0,9%); reavaliar perfusão; evitar diuréticos e vasodilatadores

Essa tabela é o mapa mental que você precisa ter consolidado antes da prova. A maioria das questões apresenta um caso clínico com dados de pressão arterial, pressão venosa central, débito cardíaco e sinais de congestão — e pede que você identifique o perfil e escolha a intervenção correta.

### O que as Bancas de SP Mais Testam em IC

Na prática, as questões de IC no R1 seguem um padrão previsível:

1.  **Reconhecimento do perfil hemodinâmico** — o enunciado descreve sinais de congestão (dispneia, estertores, turgência jugular) e dados de perfusão (extremidades frias, oligúria, hipotensão). Você precisa classificar antes de pensar na droga.
2.  **Escolha do vasodilatador ou diurético correto** — no perfil B, a resposta costuma ser furosemida IV; no perfil C, associação com nitroglicerina ou dobutamina; no perfil L, expansão volêmica. Escolher diurético em paciente frio e seco é erro clássico que as bancas exploram.
3.  **Manejo crônico pós-estabilização** — após o controle do quadro agudo, as diretrizes SBC 2022 e ESC 2023 enfatizam o início precoce do "quarteto terapêutico" da ICFEr: IECA/BRA (ou ARNI), betabloqueador, antagonista de mineralocorticoide e SGLT2-i. A medmentorIA oferece módulos que organizam esse raciocínio de forma sequencial, com a IA M.A.E.S.T.R.O.® identificando lacunas específicas em cardiologia.

> **Dica clínica:** Em qualquer questão de IC descompensada, antes de olhar as alternativas, classifique mentalmente o paciente nos eixos congestão/perfusão. Esse passo elimina pelo menos duas opções incorretas e direciona sua resposta com segurança.

O raciocínio que a banca exige é sempre o mesmo: **identifique o perfil, depois escolha a droga**. Memorizar a tabela acima e praticar com casos clínicos comentados é a estratégia mais eficiente para garantir esses pontos na prova.

## Sífilis Secundária: O Diagnóstico que a Banca Adora Cobrar

Sífilis secundária é um dos temas mais recorrentes em provas de Clínica Médica R1 porque reúne pistas clínicas muito características — exantema palmo-plantar não pruriginoso, condiloma lata e alopecia em clareira — combinadas com sorologia de interpretação obrigatória. Se você dominar a cronologia (recente vs. tardia), o padrão sorológico e os principais diferenciais, acerta a questão quase automaticamente.

### Cenário Clínico Típico de Prova

Imagine o enunciado: mulher, 30 anos, com exantema generalizado há 5 semanas. Lesões palmo-plantares, sem prurido intenso. Ao exame físico, presença de condiloma lata na região perianal e placas alopécicas no couro cabeludo ("alopecia em clareira"). Refere lesão genital dolorosa que surgiu há cerca de dois meses e cicatrizou espontaneamente.

A banca quer que você conecte três pontos:

1.  **O cancro duro primário** — lesão genital ulcerada, indolor, autolimitada — que ocorreu semanas antes.
2.  **A disseminação hematogênica** que gerou o quadro secundário: exantema, lesões mucosais, alopecia.
3.  **A janela temporal:** a sífilis secundária classicamente surge entre **6 semanas e 6 meses** após o cancro primário (Sociedade Brasileira de Dermatologia, SBD).

Se o enunciado menciona lesões palmo-plantares **não pruriginosas**, pense em sífilis. Se menciona alopecia em clareira com condiloma lata, a especificidade diagnóstica é muito alta.

### Classificação Cronológica: Recente vs. Tardia

Esse é um ponto de confusão frequente nas provas. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde (MS, 2022) Protocolo Clínico DST MS gov.br estabelece a seguinte divisão:

-   **Sífilis recente** = primária + secundária + latente precoce → evolução de **até 1 ano**
-   **Sífilis tardia** = latente tardia + terciária → infecção com **mais de 1 ano** de evolução (ou quando não se consegue precisar o tempo)

**Por que isso cai em prova?** Porque o tratamento muda. Sífilis recente (incluindo secundária) usa **uma única dose** de penicilina benzatina. Sífilis tardia ou de duração indeterminada exige **três doses semanais**. Errar essa classificação é errar a conduta.

### Sorologia: VDRL e Confirmatório

As bancas cobram a lógica interpretativa, não a memorização de números:

-   **VDRL:** teste não treponêmico, usado para triagem e acompanhamento. Na sífilis secundária, os títulos são geralmente elevados — o Manual de Controle de IST do Ministério da Saúde (MS, 2022) Protocolo Clínico DST MS gov.br orienta a interpretação do VDRL no contexto clínico, não isoladamente. Títulos altos apoiam o diagnóstico de infecção ativa, mas o valor numérico sozinho não é patognomônico.
-   **FTA-Abs ou TPHA:** teste treponêmico confirmatório. Uma vez positivo, tende a permanecer reagente por anos mesmo após tratamento adequado — portanto, **não serve para monitorar resposta terapêutica**.
-   **Algoritmo clássico:** VDRL reativo → confirmação com teste treponêmico → se ambos reagentes, tratar conforme estágio clínico.

Um detalhe que a banca adora cobrar: se o VDRL vier com títulos muito baixos (1:1, 1:2) e o treponêmico reagente em paciente com quadro clínico típico de secundária, isso **não afasta** o diagnóstico — pode ser efeito prozone ou variação laboratorial. O quadro clínico manda.

### Diagnósticos Diferenciais que Caem Junto

-   **Pitiríase rósea de Gibert:** pode mimetizar sífilis secundária, mas costuma ter lesão-herald patch, distribuição em "árvore de Natal" no tronco e **ausência** de lesões palmo-plantares e condiloma lata. Sorologia para sífilis negativa.
-   **Exantema viral:** geralmente pruriginoso, acompanhado de sintomas gripais; **não** apresenta condiloma lata nem alopecia em clareira.
-   **Psoríase:** placas eritemato-descamativas bem delimitadas com descamação prateada, distribuição em cotovelos, joelhos e couro cabeludo — sem o padrão palmo-plantar difuso nem as lesões mucosas da sífilis.

A dica de prova: se o enunciado traz **condiloma lata + alopecia em clareira + lesões palmo-plantares não pruriginosas**, a resposta é sífilis secundária até que se prove o contrário.

### Tratamento de Escolha

Para sífilis recente (primária, secundária ou latente precoce), o tratamento preconizado pelo Ministério da Saúde é:

> **Penicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, dose única**

Para sífilis tardia ou duração indeterminada:

> **Penicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, 1x/semana, por 3 semanas** (total: 7,2 milhões UI)

### Resumo Rápido para Revisão

Item

Sífilis Secundária

**Janela temporal**

6 semanas a 6 meses após cancro primário (SBD)

**Classificação**

Sífilis recente (até 1 ano de evolução) — MS 2022

**Achados-chave**

Exantema palmo-plantar não pruriginoso, condiloma lata, alopecia em clareira

**Sorologia**

VDRL geralmente com títulos elevados + treponêmico confirmatório

**Tratamento**

Penicilina benzatina 2,4 milhões UI IM, dose única

## Evolução da Sífilis: Fases Clínicas

Linha do tempo da progressão da infecção não tratada

1

Exposição

Contato com _Treponema pallidum_

2

Cancro duro (2–3 semanas) 

Úlcera única, indolor, bordas endurecidas

3

Sífilis Secundária (6 sem – 6 meses após cancro) 

Exantema maculopapular, condiloma lata, adenomegalia generalizada

**Classificação:** Sífilis recente (até 1 ano) — MS 2022

4

Latência Precoce (< 1 ano) 

Assintomática, sorologia ainda positiva

5

Latência Tardia (> 1 ano) 

Assintomática, período prolongado sem sinais clínicos

6

Sífilis Terciária (anos) 

Goma sifilítica, aortite, neurossífilis, tabes dorsalis

## Teste do Pezinho: Prazos, Doenças e o que a Prova Cobra

O Teste do Pezinho é obrigatório e gratuito pelo SUS, e o período ideal de coleta é entre o **3º e o 5º dia de vida** do recém-nascido — esse é um dos dados mais cobrados em provas de residência, com questões de bancas como HCPA-RS, Unesp e INEP (edições de 2025) explorando exatamente esse prazo.

A pegadinha clássica: **coleta antes do 3º dia gera falso positivo para Hipotireoidismo Congênito**. Nas primeiras 24–48 horas de vida, ocorre um pico fisiológico de TSH neonatal — estimulação pelo parto e exposição ao frio ambiente — que pode elevar os níveis de TSH no papel-filtro e levar a um resultado falso-positivo. Coletar antes do 3º dia é erro técnico, e é exatamente isso que as bancas cobram.

> **Dica de Prova:** Questões recentes não perguntam apenas "quais doenças o Teste do Pezinho rastreia". Elas cobram o **raciocínio sobre quando coletar e por quê**. Se a questão menciona coleta no 1º ou 2º dia, a resposta quase sempre envolve falso positivo por pico fisiológico de TSH.

### Doenças Rastreadas: Tabela Completa

Doença

Método de Triagem

Janela de Coleta

Ação Inicial

**Hipotireoidismo Congênito**

TSH em papel-filtro

3º ao 5º dia

Repetição sérica de TSH e T4L; iniciar levotiroxina se confirmado

**Fenilcetonúria**

Fenilalanina em papel-filtro

3º ao 5º dia (após início da amamentação)

Repetição; dieta restritiva em fenilalanina

**Anemia Falciforme e Hemoglobinopatias**

Eletroforese de hemoglobina

3º ao 5º dia

Confirmação com segunda amostra; encaminhamento especializado

**Hiperplasia Adrenal Congênita**

17-OH-Progesterona em papel-filtro

3º ao 5º dia

Repetição sérica; reposição de glicocorticoides se confirmado

**Fibrose Cística**

Tripsinogênio imunorreativo (IRT)

3º ao 5º dia

Repetição; teste do suor ou genético para confirmação

**Toxoplasmose Congênita**

IgM em papel-filtro

3º ao 5º dia

Sorologia materna e neonatal; tratamento com pirimetamina + sulfadiazina se confirmado

**Deficiência de Biotinidase**

Atividade da biotinidase em papel-filtro

3º ao 5º dia

Reposição de biotina oral se confirmado

### Ampliação pela Lei 14.154/2021: O que Está em Vigor em 2025–2026

A Lei 14.154/2021 ampliou significativamente o painel de doenças rastreadas pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal, prevendo a inclusão de condições como imunodeficiências graves (SCID), atrofia muscular espinhal (AME), doenças lisossômicas e outras condições metabólicas.

No entanto, a implementação ocorre de forma **gradual e por fases**. Em 2025–2026, a implantação completa em todos os estados brasileiros **ainda não está confirmada universalmente** (previsto / não confirmado) — algumas regiões já incorporaram parte do painel ampliado, enquanto outras ainda operam com o painel básico. Para provas, o ponto-chave é: saber que a lei existe, que a ampliação é prevista, mas que a implementação total ainda está em curso.

> **Para a Prova:** Se a questão mencionar "Lei 14.154/2021" ou "ampliação do Teste do Pezinho", a resposta correta envolve o Programa Nacional de Triagem Neonatal e a **implementação gradual por fases** — não assuma que todas as doenças ampliadas já estão sendo triadas em todo o território nacional.

### Básico vs. Ampliação: O que Cai na Prova

-   **Painel básico (implementado nacionalmente):** Hipotireoidismo Congênito, Fenilcetonúria, Anemia Falciforme, Hiperplasia Adrenal Congênita, Fibrose Cística, Toxoplasmose Congênita, Biotinidase.
-   **Ampliação prevista (Lei 14.154/2021):** SCID, AME, doenças lisossômicas, entre outras — **implantação gradual, não confirmada universalmente até 2025–2026** (previsto / não confirmado).

A medmentorIA oferece questões atualizadas sobre o Teste do Pezinho com foco nessas pegadinhas de prazo e nas ampliações da lei. A IA M.A.E.S.T.R.O.® ajuda a identificar os padrões de cobrança das bancas mais recentes para você treinar com o que realmente cai. Estatísticas Enamed 2025

> **Dica Final:** Memorize — **3º ao 5º dia**. Se a alternativa diz "coleta no 1º dia de vida", está errada. Se pergunta sobre falso positivo de TSH, a resposta é **pico fisiológico neonatal**. Esses dois pontos resolvem a maioria das questões sobre Teste do Pezinho nas provas de R1.

A MedMentorIA cria trilhas personalizadas com IA. Experimente grátis.

[Começar grátis →](https://plataforma.medmentoria.com/register)

## APS e HPV: Atenção Primária e Prevenção nas Provas de CM

APS e HPV são dois dos temas mais recorrentes nas provas de Clínica Médica em São Paulo — e com preparação direcionada, é possível acertar a grande maioria das questões desses eixos.

Nas principais instituições paulistas — USP-SP, USP-RP e Unicamp — a APS não aparece como um bloco isolado: ela permeia cenários clínicos de Clínica Médica, Pediatria e Ginecologia. Já o HPV exige olhar ampliado: as bancas cobram muito além do câncer de colo, incluindo condiloma acuminado e toda a Patologia do Trato Genital Inferior (PTGI). Entender o que as bancas realmente testam — e como esses temas se conectam na prática — é o que separa quem acerta por eliminação de quem domina o conteúdo.

### Os 4 Atributos Essenciais da APS (Starfield) e os 2 Derivativos

A base teórica mais cobrada em APS vem do modelo de Starfield. Aquela questão que apresenta um cenário clínico e pergunta "qual atributo da APS está sendo exercido?" testa exatamente sua capacidade de distinguir esses conceitos.

**Atributos Essenciais**

-   **Acesso de Primeiro Contato:** o usuário procura a unidade de saúde quando surge uma necessidade de cuidado — e é atendido, sem barreira. A equipe funciona como porta de entrada do sistema.
-   **Longitudinalidade:** o cuidado se mantém ao longo do tempo, independentemente do problema de saúde. É o vínculo construído entre equipe e paciente.
-   **Integralidade:** a equipe conhece o paciente como um todo — aspectos biopsicossociais — e articula prevenção, promoção e tratamento, incluindo acesso a outros níveis de atenção.
-   **Coordenação do Cuidado:** a equipe integra todos os serviços e ações que o paciente precisa, mesmo quando atendido em diferentes pontos da rede.

**Atributos Derivativos**

-   **Orientação Familiar:** o cuidado considera o contexto familiar do paciente como parte da anamnese e do plano terapêutico.
-   **Orientação Comunitária:** a equipe conhece a comunidade onde atua — epidemiologia local, determinantes sociais — e planeja ações com base nesse perfil.

**O que as bancas mais testam:** diferenciar atributos essenciais dos derivativos e aplicá-los em cenários clínicos. Se o enunciado descreve uma equipe que visita o domicílio e entende a dinâmica familiar do paciente, é orientação familiar (derivativo). Se a mesma equipe garante que o paciente recebeu consulta, exame e encaminhamento em tempo adequado, é coordenação do cuidado (essencial). Confundir esses conceitos é um dos erros mais frequentes nas provas de SP.

### Checklist: Atributos da APS

Atributo

Tipo

Como aparece na banca

Acesso de Primeiro Contato

Essencial

"O paciente procura a UBS e é atendido sem agendamento"

Longitudinalidade

Essencial

"Acompanhamento contínuo mesmo sem queixa aguda"

Integralidade

Essencial

"Cuidado biopsicossocial + referência a outros níveis"

Coordenação do Cuidado

Essencial

"A equipe articula serviços em diferentes pontos da rede"

Orientação Familiar

Derivativo

"A equipe considera o contexto familiar no plano de cuidado"

Orientação Comunitária

Derivativo

"Ações planejadas com base no perfil epidemiológico local"

### Acesso Avançado: o Tema Emergente na Agenda Pós-Pandemia

Após a pandemia de COVID-19, o Acesso Avançado (ou agenda aberta) ganhou espaço nas provas de SP — especialmente em instituições que valorizam gestão em saúde. O modelo propõe que o paciente seja atendido no dia em que procura o serviço, sem necessidade de agendamento prévio. O princípio central: a mesma pessoa que pede a consulta deve ser atendida no mesmo dia.

O que o candidato precisa saber para a prova:

-   O modelo reduz faltas (_no-shows_) e melhora a resolubilidade.
-   Exige dimensionamento adequado da oferta de vagas: a diferença entre demanda histórica e oferta define o número de vagas de acesso avançado.
-   Não elimina totalmente o agendamento — retornos programados e programas de acompanhamento ainda demandam agenda estruturada.
-   Está diretamente ligado ao atributo de **Acesso de Primeiro Contato**, mas traz elementos de gestão que costumam aparecer em questões de administração em saúde.

**Classificação de risco** também aparece como tema correlato: a triagem com protocolos padronizados (como o Protocolo de Manchester) organiza o fluxo da unidade e garante que os casos mais graves sejam atendidos primeiro. Na prova, é comum o enunciado descrever um cenário de superlotação e perguntar qual estratégia de organização da agenda é mais adequada.

### HPV na Prova: Muito Além do Câncer de Colo

Quando se pensa em HPV, a maioria dos candidatos foca no rastreamento do câncer de colo uterino. Mas as bancas de SP ampliam o escopo significativamente. Três eixos que você precisa dominar:

**1\. Biologia e transmissão do HPV**

-   DNA-vírus da família _Papillomaviridae_; tropismo por células epiteliais escamosas.
-   Transmissão predominantemente sexual, mas inclui contato cutâneo e transmissão vertical.
-   A maioria das infecções é transitória — o sistema imune elimina o vírus em aproximadamente 90% dos casos em até 2 anos (dados consolidados em literatura sobre HPV, referenciados pela Organização Mundial da Saúde).

**2\. Condiloma Acuminado**

-   Lesão verrugosa benigna causada pelos subtipos 6 e 11 (baixo risco oncogênico).
-   Diagnóstico clínico na maioria dos casos; biópsia se aspecto atípico ou falha terapêutica.
-   Tratamentos: tópicos (podofilotoxina, imiquimode), físicos (eletrocoagulação, crioterapia, excisão cirúrgica). A escolha depende do número, tamanho e localização das lesões.

**3\. PTGI — Patologia do Trato Genital Inferior**

-   Abrange lesões intraepiteliais (NIC I, II, III) até neoplasia invasiva.
-   Subtipos de alto risco oncogênico: 16 e 18, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo uterino (consensos da OMS sobre HPV, literatura consolidada).
-   Profilaxia: vacinação conforme Calendário Nacional de Vacinação do PNI, disponível no site do Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação PNI

**Como isso cai na prova:** o enunciado pode descrever um paciente jovem com lesões vegetantes perianais (condiloma), uma mulher com NIC III na colposcopia, ou um cenário de saúde pública sobre vacinação contra HPV. A banca testa tanto o diagnóstico clínico quanto a abordagem terapêutica e a compreensão dos programas de prevenção na APS.

### Onde APS e HPV se Cruzam na Prova

A integração desses temas aparece quando a questão coloca você na perspectiva do médico da atenção primária: quem realiza o rastreamento do câncer de colo, orienta sobre vacinação, faz o diagnóstico inicial do condiloma e encaminha os casos que excedem a resolubilidade da unidade. O atributo de **integralidade** se manifesta justamente nesse encadeamento entre prevenção, diagnóstico precoce e articulação com outros níveis de atenção.

Aprender esses temas por meio de questões comentadas é uma das táticas mais eficientes para fixar o conteúdo — o método de aprendizado ativo expõe você à forma como as bancas formulam os enunciados e quais distratores são mais comuns. Como Estudar por Questões

Em processos seletivos competitivos de São Paulo, onde as provas de Clínica Médica integram conhecimentos de APS, Ginecologia e Saúde Coletiva, a meta prática de referência para quem visa aprovação é acertar pelo menos 80% das questões atribuíveis a esses eixos. Se você está abaixo desse patamar em APS ou HPV, o gap precisa de atenção prioritária no seu cronograma.

## Atributos da APS

Segundo Starfield — o que mais cai em provas de Clínica Médica R1

ATRIBUTOS ESSENCIAIS

Acesso de Primeiro Contato

Ex.: paciente com dor torácica procura a UBS antes do pronto-socorro — a banca testa se você sabe que a APS é a porta de entrada preferencial.

Longitudinalidade

Ex.: acompanhamento contínuo de DM2 e HAS pelo mesmo médico ao longo dos anos — cobram a relação duradoura profissional-paciente.

Integralidade

Ex.: consulta que aborda prevenção, agudo e crônico no mesmo atendimento — a banca testa se você entende o cuidado completo.

Coordenação do Cuidado

Ex.: médico da APS encaminha para cardiologista e integra os laudos — cobram a função de articulação entre níveis de atenção.

ATRIBUTOS DERIVADOS

Orientação Familiar

Ex.: investigar dinâmica familiar em caso de violência doméstica ou adesão ao tratamento — a banca testa o olhar além do indivíduo.

Orientação Comunitária

Ex.: mapear determinantes sociais do território para planejar ações de saúde — cobram a articulação com a comunidade local.

Essenciais 

Derivados 

medmentorIA · Clínica Médica R1 2026

## Metodologia de Estudo Ativo para Atingir 80% de Acertos

Ler capítulo inteiro do Harrison e só depois fazer uma lista de exercícios na véspera da prova é um dos métodos com menor taxa de retenção de conteúdo entre estudantes de medicina. Nas provas de residência de Clínica Médica — onde a taxa de aprovação nas bancas de SP frequentemente fica abaixo de 10% dos inscritos — estudar de forma passiva simplesmente não sustenta o nível de exigência.

### Por que o Estudo Ativo Funciona

O estudo ativo por questões comentadas tem uma explicação direta: seu cérebro precisa **recuperar** a informação, não apenas reconhecê-la. Quando você lê um tópico de insuficiência cardíaca e depois erra uma questão sobre classificação NYHA, o erro em si é o gatilho que força seu cérebro a reprocessar o conceito com mais profundidade. É o chamado _error-driven learning_ — aprender a partir das próprias falhas.

A lógica é simples: questões expõem exatamente o que você **acha que sabe** versus o que você **realmente domina**. E nas provas de Clínica Médica, essa diferença decide a aprovação.

### O Ciclo de 3 Etapas para Máxima Retenção

**Etapa 1 — Resolva questões cronometradas por tema**

Antes de abrir qualquer material teórico, escolha um tema específico (por exemplo, insuficiência cardíaca ou diabetes) e resolva entre 15 e 25 questões comentadas, cronometrando o tempo por questão. Isso simula a pressão real da prova. O objetivo não é acertar tudo — é **mapear o terreno**, identificar quais subtópicos geram mais dúvida e qual o seu nível atual de domínio.

**Etapa 2 — Analise cada erro com método**

Revise questão por questão, classificando cada erro em uma dessas categorias:

-   **Falta de base teórica:** você não sabia o conteúdo → volte à teoria antes de seguir.
-   **Erro de interpretação:** sabia o conteúdo, mas entendeu a pergunta de forma errada → sinal de que precisa treinar leitura de enunciados.
-   **Distrator selecionado:** sabia o conteúdo, mas caiu em uma alternativa parcialmente correta → o tema precisa de revisão aprofundada com foco nos detalhes que a banca explora.

Essa triagem é o que separa quem "faz muitas questões" de quem **realmente aprende com elas**.

**Etapa 3 — Revisão espaçada nos ciclos D1, D2 e D6**

Após resolver e classificar, programe revisões dos temas em que errou mais:

-   **D1:** revise o conteúdo no dia seguinte à resolução, quando o erro ainda está fresco.
-   **D2:** segunda rodada de fixação, 48 horas depois, para consolidar.
-   **D6:** terceira passagem, quase uma semana depois — é aqui que você descobre se realmente aprendeu ou apenas decorou temporariamente.

O princípio é a **curva de esquecimento**: revisar cedo demais é ineficiente (a memória de curto prazo ainda está ativa), tarde demais é inútil (o conteúdo já foi esquecido). O ponto ideal de revisão é logo **antes** de você esquecer — e é isso que o ciclo D1/D2/D6 busca capturar.

> 📋 **Na prática:** se você errou 60% das questões de diabetes em um bloco, esse tema entra no ciclo de revisão. Se acertou 90% de arritmias, apenas anote para revisar no longo prazo.

### 80% de Acertos: o Benchmark que Separa Aprovados

A meta de 80% de acertos não é arbitrária. Em processos seletivos competitivos de Clínica Médica — USP, Unicamp, Unifesp — quem fica abaixo dessa marca raramente alcança a nota de corte. Não se trata de gabaritar, mas de **consistência nos temas de maior peso**: se você acerta 80% das questões de cardiologia, pneumologia e gastroenterologia — que juntas representam a maior fatia das provas de CM — você constrói uma base sólida o suficiente para compensar as dificuldades em áreas de menor incidência.

Estudar baseado em falhas significa priorizar o que você **ainda não domina** em vez de revisar o que já sabe — e isso tem impacto direto no seu rendimento por hora de estudo. Vale conhecer também as [estratégias dos aprovados em residência](/blog/aprovacao-residencia-medica-estrategias-vencedoras), que combinam essa lógica de priorização com rotina e disciplina de revisão.

### Simulando as Bancas de SP

Uma das estratégias mais eficientes é organizar questões anteriores de USP-SP, USP-RP, Unicamp e Unifesp separadas por tema, não por prova. Assim, ao estudar hipertensão, você resolve questões sobre o tema vindas de diferentes bancas e anos — o que revela o padrão de cobrança de cada instituição.

### Erros Clássicos em Questões de CM que Derrubam Candidatos

Mesmo quem domina a teoria frequentemente erra por padrões previsíveis. Os mais comuns:

-   **Distrator de generalização:** a alternativa diz "sempre" ou "nunca" e parece errada, mas o enunciado pede justamente a exceção.
-   **Distrator de diagnóstico inverso:** duas alternativas são clinicamente plausíveis, mas a banca pede o diagnóstico **mais provável**, não o possível.
-   **Distrator de conduta incorreta:** você sabe o diagnóstico, mas erra na conduta porque a questão usa um detalhe do caso (idade, comorbidade, contraindicação) que muda a resposta.
-   **Leitura incompleta do enunciado:** pular a última frase da questão é uma das causas mais frequentes de erro em provas de CM.
-   **Armadilha temporal:** questões que descrevem uma evolução clínica e perguntam sobre o manejo naquele momento específico — não no início, não no desfecho.

Reconhecer esses padrões é tão importante quanto dominar o conteúdo, porque muda a forma como você lê cada enunciado.

→ Continue lendo: Como Estudar por Questões

## Como a IA M.A.E.S.T.R.O.® Potencializa sua Revisão de Clínica Médica

A IA M.A.E.S.T.R.O.®, tecnologia da medmentorIA, funciona como um sistema de diagnóstico e personalização contínua: ela registra cada acerto e cada erro no banco de questões, identifica em quais subtemas de Clínica Médica existe defasagem real e, a partir daí, gera um cronograma de revisão sob medida — sem depender de chutes ou da sua própria percepção sobre "no que sou fraco".

**O que a ferramenta faz na prática:**

-   **Mapeia gaps com precisão.** Se você erra repetidamente questões sobre ICFEp — tema recorrente em provas de SP —, o sistema sinaliza essa lacuna e prioriza revisões desse subtema. O mesmo acontece com sífilis em APS ou com cenários de atenção primária que exigem julgamento de atributos.
-   **Aplica revisão espaçada nos ciclos D1, D2 e D6.** Questões que você errou voltam em intervalos crescentes: no dia seguinte (D1), dois dias depois (D2) e seis dias após (D6). Esse ciclo de consolidação é baseado em evidências de aprendizagem espaçada e transforma erro em fixação de longo prazo.
-   **Oferece questões comentadas com foco em SP.** O banco da medmentorIA conta com questões extraídas de instituições do estado de São Paulo, com comentários que explicam não apenas a resposta correta, mas os distratores — o tipo de análise que acelera a leitura de cenários clínicos em prova.
-   **Ajusta o volume por prioridade.** Em vez de revisar tudo igualmente, a IA direciona mais repetições para os temas com menor taxa de acerto, otimizando o tempo de quem concilia estágio, plantão e estudo.

**Exemplo concreto:** Imagine que seu desempenho em ICFEp fica abaixo de 60%, enquanto em Cardiologia geral você acerta acima de 75%. A IA M.A.E.S.T.R.O.® vai inserir revisões espaçadas de ICFEp no ciclo D1/D2/D6 e reduzir o volume de questões nos tópicos que já estão consolidados — transformando estudo disperso em preparação cirúrgica.

Com esse nível de personalização, cada hora de estudo rende mais — e os temas deste artigo deixam de ser abstrações para se tornar pontos mapeados do seu plano pessoal de preparação. [Guia Residência Médica SP](/blog/residencia-medica-santa-casa-guia-completo)

## Conclusão

Ao longo deste artigo, você percorreu os cinco eixos temáticos que concentram a maior parte das questões de Clínica Médica no R1 em 2026: **Insuficiência Cardíaca**, **Sífilis**, **Teste do Pezinho**, **Atenção Primária à Saúde e HPV**, e a **metodologia de estudo por questões comentadas**. Juntos, esses blocos representam o núcleo duro do que as bancas mais cobram nas provas de residência em SP — e priorizá-los é o primeiro passo para uma preparação estratégica.

Dominar Clínica Médica no R1 não exige decorar tudo — exige priorizar os temas de maior incidência e treinar o raciocínio clínico por questões comentadas. A combinação de teoria sólida, estudo ativo e revisão personalizada é o que separa quem estuda muito de quem estuda com direção. Com a IA M.A.E.S.T.R.O.® da medmentorIA, é possível identificar lacunas individuais e direcionar a revisão para o que realmente importa na sua prova.

O candidato que chega às provas de SP com essa consistência tem condições reais de superar o benchmark de 80% — não por sorte, mas por método. Comece hoje pelos temas que mais caem, resolva questões com gabarito comentado e revise com inteligência. A aprovação no R1 é construída passo a passo, e o próximo é seu.

## Perguntas Frequentes

### Qual o período ideal para coleta do Teste do Pezinho?

Entre o 3º e o 5º dia de vida, conforme o Ministério da Saúde. Coletas antes do 3º dia aumentam o risco de falso positivo para Hipotireoidismo Congênito pelo pico fisiológico de TSH neonatal.

### O que causa falso positivo para Hipotireoidismo Congênito no Teste do Pezinho?

Coleta realizada antes do 3º dia de vida, quando o TSH neonatal ainda está fisiologicamente elevado, podendo gerar resultado falso positivo.

### Qual o título de VDRL esperado na sífilis secundária?

Geralmente títulos elevados, refletindo a intensa resposta imunológica da fase secundária — mas o diagnóstico é clínico-laboratorial e deve considerar o quadro completo. O Manual de Controle de IST do Ministério da Saúde (MS, 2022) orienta a interpretação do VDRL no contexto clínico, não de forma isolada.

### Como classificar a sífilis como recente ou tardia?

Sífilis recente engloba as fases primária, secundária e latente precoce, com evolução de até 1 ano. Acima de 1 ano, classifica-se como tardia (latente tardia ou terciária), conforme o Protocolo Clínico do MS 2022.

### Qual a meta de acertos recomendada para provas de residência competitivas como USP e Unicamp?

O benchmark prático é de 80% de acertos — não para gabaritar, mas para demonstrar consistência nos temas de maior peso cobrados pelas bancas de São Paulo.

### Quais são os atributos essenciais da APS segundo Starfield?

Os quatro atributos essenciais são: Acesso de Primeiro Contato, Longitudinalidade, Integralidade e Coordenação do Cuidado. Os derivativos são Orientação Familiar e Orientação Comunitária.

### Como a IA pode ajudar na revisão de Clínica Médica para o R1?

Ferramentas de IA analisam o histórico de erros do candidato para identificar gaps específicos — como ICFEp ou APS — e personalizam a sequência e o espaçamento das revisões, tornando o estudo mais eficiente e direcionado.

![Dra. Lara Santos Rocha](https://ywclqnlfmrgtmezilnsj.supabase.co/storage/v1/object/public/blog-covers/authors/dra-lara-santos-rocha.jpg)★ Caso nº 1 · role-model M.A.E.S.T.R.O.® 

Sobre a autora

### Dra. Lara Santos Rocha

Residente de Clínica Médica — HC-USP-RP (FMRP-USP) · CRM-SP 285250 

Médica residente de Clínica Médica no HC-USP-RP. Vive a preparação para residência por dentro — e revisa o conteúdo do blog com esse olhar prático.

1º lugar · FELUMA Aprovada · Einstein (HIAE) 

Caso de sucesso nº 1 da IA M.A.E.S.T.R.O.® — a trajetória de aprovação da Dra. Lara é o primeiro role-model a partir do qual o algoritmo M.A.E.S.T.R.O.® aprende e se calibra (fine-tuning). É o caso 1 de milhares de aprovações que a IA está aprendendo para guiar cada estudante.

## Pronto para estudar de forma inteligente?

Crie seu cronograma personalizado com inteligência artificial e aumente suas chances de aprovação.

[Começar grátis →](https://plataforma.medmentoria.com/register)

## Continue lendo

[

![Toracostomia com drenagem pleural fechada: indicações e técnica](https://ywclqnlfmrgtmezilnsj.supabase.co/storage/v1/object/public/blog-covers/toracostomia-com-drenagem-pleural-fechada-indicacoes-e-tecnica.jpg)

Preparação 12 min 

### Toracostomia com drenagem pleural fechada: indicações e técnica

A toracostomia com drenagem pleural fechada — popularmente chamada de dreno intercostal ou dreno de tórax sob selo d'água — é um dos procedimentos mais…

30 de jun. de 2026 

](/blog/toracostomia-com-drenagem-pleural-fechada-indicacoes-e-tecnica)[

![Dor lombar (lombalgia): definição, epidemiologia e diagnósticos diferenciais](https://ywclqnlfmrgtmezilnsj.supabase.co/storage/v1/object/public/blog-covers/dor-lombar-lombalgia-definicao-epidemiologia-e-diagnosticos-diferenciais.jpg)

Preparação 11 min 

### Dor lombar (lombalgia): definição, epidemiologia e diagnósticos diferenciais

A lombalgia, ou dor lombar, é definida como a dor localizada entre a margem inferior da grade costal e as pregas glúteas, podendo ou não irradiar para os…

30 de jun. de 2026 

](/blog/dor-lombar-lombalgia-definicao-epidemiologia-e-diagnosticos-diferenciais)[

![Reanimação neonatal (≥34 semanas): protocolo passo a passo](https://ywclqnlfmrgtmezilnsj.supabase.co/storage/v1/object/public/blog-covers/reanimacao-neonatal-34-semanas-protocolo-passo-a-passo.jpg)

Preparação 10 min 

### Reanimação neonatal (≥34 semanas): protocolo passo a passo

Nenhum procedimento em medicina tem uma janela terapêutica tão estreita quanto a reanimação do recém-nascido. Nos primeiros 60 segundos de vida — o…

30 de jun. de 2026 

](/blog/reanimacao-neonatal-34-semanas-protocolo-passo-a-passo)

[![MedMentorIA](https://res.cloudinary.com/dk8el9agv/image/upload/v1781032977/logo-medmentoria-2026-1_l0gce1.png)](/)

© 2026 MedMentorIA. Todos os direitos reservados.

[WhatsApp: (11) 3514-3009](https://wa.me/1135143009)[contato@medmentoria.com](mailto:contato@medmentoria.com)

#### Produto

-   [Features](#produto)
-   [Preços](#precos)
-   [Blog](https://medmentoria.com/blog)
-   [FAQ](#faq)

#### Legal

-   [Termos de Uso](/termos-de-uso)
-   [Política de Privacidade](/politica-de-privacidade)

#### Social

-   [Instagram](https://instagram.com/medmentor.ia)
-   [TikTok](https://www.tiktok.com/@medmentoria)
-   [X (Twitter)](https://x.com/medmentoria)

Usamos cookies para medir o desempenho do site e entender de onde vêm os cadastros. Você escolhe: analytics e marketing são separados e a recusa não bloqueia seu cadastro. [Saiba mais](/politica-de-privacidade)

Aceitar todosRecusar opcionaisPersonalizar