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title: "10 Temas de Pediatria Mais Cobrados na Residência Médica 2026 · MedMentorIA"
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Preparação • 25 min de leitura • 06 de jun. de 2026 

# 10 Temas de Pediatria Mais Cobrados na Residência Médica 2026

Dra. Lara Santos Rocha

Residente de Clínica Médica — HC-USP-RP (FMRP-USP) · CRM-SP 285250

![10 Temas de Pediatria Mais Cobrados na Residência Médica 2026](https://ywclqnlfmrgtmezilnsj.supabase.co/storage/v1/object/public/blog-covers/10-temas-de-pediatria-mais-cobrados-na-residencia-medica-2026.jpg)

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#### Neste artigo

-   [Os 10 temas de pediatria que mais caem na residência médica](#os-10-temas-de-pediatria-que-mais-caem-na-residencia-medica)
-   [Tema 1 — Reanimação Neonatal e Cuidados Imediatos com o RN](#tema-1-reanimacao-neonatal-e-cuidados-imediatos-com-o-rn)
-   [Tema 2 — Triagem Neonatal: Teste do Pezinho, Coraçãozinho e Orelhinha](#tema-2-triagem-neonatal-teste-do-pezinho-coracaozinho-e-orelhinha)
-   [Tema 3 — Aleitamento Materno: Técnica, Contraindicações e Fisiologia](#tema-3-aleitamento-materno-tecnica-contraindicacoes-e-fisiologia)
-   [Tema 4 — Bronquiolite Viral Aguda e Profilaxia contra VSR: Nirseximabe 2026](#tema-4-bronquiolite-viral-aguda-e-profilaxia-contra-vsr-nirseximabe-2026)
-   [Tema 5 — Diarreia Aguda e Desidratação: Planos A, B e C Atualizados](#tema-5-diarreia-aguda-e-desidratacao-planos-a-b-e-c-atualizados)
-   [Tema 6 — Infecção do Trato Urinário na Pediatria](#tema-6-infeccao-do-trato-urinario-na-pediatria)
-   [Tema 7 — Distúrbios da Puberdade e Estadiamento de Tanner](#tema-7-disturbios-da-puberdade-e-estadiamento-de-tanner)
-   [Tema 8 — Desenvolvimento Neuropsicomotor e Reflexos Primitivos](#tema-8-desenvolvimento-neuropsicomotor-e-reflexos-primitivos)
-   [Tema 9 — Febre Sem Sinais Localizatórios e Neutropenia Febril](#tema-9-febre-sem-sinais-localizatorios-e-neutropenia-febril)
-   [Tema 10 — Icterícia Neonatal e Emergências Pediátricas](#tema-10-ictericia-neonatal-e-emergencias-pediatricas)
-   [Comparativo: O que Mudou em Pediatria entre 2024 e 2026?](#comparativo-o-que-mudou-em-pediatria-entre-2024-e-2026)
-   [Tabela-Resumo: Os 10 Temas que Mais Caem na Prova](#tabela-resumo-os-10-temas-que-mais-caem-na-prova)
-   [Perguntas Frequentes sobre Pediatria na Residência Médica](#perguntas-frequentes-sobre-pediatria-na-residencia-medica)
-   [Conclusão: Como Dominar os 10 Temas e Garantir sua Aprovação em Pediatria](#conclusao-como-dominar-os-10-temas-e-garantir-sua-aprovacao-em-pediatria)

## Os 10 temas de pediatria que mais caem na residência médica

A preparação para **pediatria residência médica** exige foco estratégico, e a **medmentorIA** utiliza sua metodologia baseada em **IA M.A.E.S.T.R.O.®** para mapear exatamente os padrões de cobrança das principais bancas nacionais. Com base na análise cruzada de provas da **Unifesp, Unicamp, USP, HCPA** e **Revalida**, concentrar energia nos temas de maior recorrência é a diferença entre uma preparação mediana e um desempenho de destaque. Segundo dados compilados entre 2020 e 2025, 10 eixos temáticos dominam consistentemente as questões de pediatria nos processos seletivos de residência. Aqui estão eles:

1.  **Reanimação Neonatal e Cuidados com o RN** — As três perguntas iniciais (idade gestacional ≥ 34 semanas, respiração/choro, tônus), o clampeamento tardio de 1 a 3 minutos e a sequência progressiva de passos fazem parte da rotina das bancas.
2.  **Triagem Neonatal (Teste do Pezinho, Coraçãozinho e Orelhinha)** — PNTN ampliado pela Lei 14.154/2021, nova meta 1-2-3 e divisão IRDA1/IRDA2 são atualizações quentes para 2026.
3.  **Aleitamento Materno** — Contraindicações absolutas (galactosemia clássica, HIV, HTLV-1/2 no Brasil), AME por 6 meses e complementar até 2 anos ou mais.
4.  **Bronquiolite Viral Aguda e Lactente Sibilante** — VSR em 50-70% dos casos, critérios de internação (SatO2 < 91%) e a evidência contrária ao uso de beta-2-agonistas e corticoides.
5.  **Diarreia Aguda e Desidratação** — Planos A, B e C atualizados (divisor etário do Plano C = 1 ano), zinco suplementar e ondansetrona no Plano B.
6.  **Infecção do Trato Urinário** — _E. coli_ em 95%, inversão epidemiológica por sexo, refluxo vesicoureteral em 5 graus e diagnóstico por urocultura.
7.  **Distúrbios da Puberdade e Estadiamento de Tanner** — Telarca (8-13 anos), volume testicular ≥ 4 mL (9-14 anos), menarca em M4 e estirão puberal.
8.  **Desenvolvimento Neuropsicomotor e Reflexos Primitivos** — Marcos por idade, cronologia de desaparecimento dos reflexos e Babinski fisiológico até 18-24 meses.
9.  **Febre Sem Sinais Localizatórios e Neutropenia Febril** — Estratificação por faixa etária, critérios de Rochester e internamento obrigatório na neutropenia febril pediátrica.
10.  **Icterícia Neonatal e Emergências Pediátricas** — Icterícia com menos de 24h é sempre patológica, limiares de fototerapia, BRUE e critérios PECARN no TCE leve.

Esses 10 eixos representam entre 60% e 75% das questões de pediatria nos processos seletivos mais concorridos. Estudar com ciclos D1/D2/D6/D31 priorizando esses tópicos é a estratégia de maior retorno para a sua aprovação.

## Tema 1 — Reanimação Neonatal e Cuidados Imediatos com o RN

Quase todo recém-nascido faz a transição da vida intrauterina para a extrauterina sem intercorrências. Cerca de 1 em cada 10 bebês, porém, necessita de alguma forma de assistência na sala de parto — e aproximadamente 1 em cada 100 precisa de medidas avançadas de reanimação. É por isso que dominar o protocolo neonatal é um dos diferenciais mais cobrados nas provas de residência médica.

### As Três Perguntas Iniciais: O Gatekeeper da Sala de Parto

Antes de qualquer intervenção, o profissional de saúde deve responder a três perguntas-chave ao nascimento:

1.  **A idade gestacional é ≥ 34 semanas?** — RNs abaixo desse limiar exigem termorregulação reforçada (saco plástico + touca dupla) e oxigenoterapia cautelosa.
2.  **O recém-nascido respira ou chora?** — Ausência de respiração efetiva é indicação imediata de ventilação.
3.  **O tônus muscular é bom?** — Tônus flácido indica necessidade de estímulo e possivelmente suporte ventilatório.

Se a resposta for **sim para as três**, o caminho é clampeamento tardio e contato pele a pele. Se **qualquer resposta for não**, inicia-se o protocolo de reanimação progressivo.

### Passo a Passo da Reanimação: Do PSPA à Adrenalina

#### 1\. PSPA — Prover Calor, Secar, Posicionar, Aspirar (até 30 segundos)

-   **Prover calor:** Sala de parto entre **23°C e 26°C**. RN sob fonte de calor radiante.
-   **Secar:** Secagem vigorosa com campos aquecidos. A secagem em si já funciona como estímulo tátil.
-   **Posicionar:** Cabeça em leve extensão ("posição de cheirar").
-   **Aspirar:** Apenas se houver obstrução. **Aspirar a traqueia de rotina em RN com mecônio e boa vitalidade não é mais recomendada desde 2015.**

Reavaliar ao final dos 30 segundos.

#### 2\. Golden Minute — O Primeiro Minuto Decisivo

Se o RN apresenta apneia/ventilação irregular ou FC < 100 bpm, avançar para ventilação.

#### 3\. Ventilação com Pressão Positiva (VPP) — O Passo Mais Importante

A VPP é a medida mais eficaz da reanimação neonatal.

Parâmetro

Valor

Frequência ventilatória

40 a 60 incursões/min

Pressão inicial de insuflação

20–25 cmH₂O

Pressão para RN pretermo

Pode exigir até 30 cmH₂O

Reavaliação

A cada 30 segundos

Após 30 segundos de VPP eficaz:

-   **FC ≥ 100 bpm + respiração espontânea:** Sucesso. Suspender ventilação progressivamente.
-   **FC entre 60 e 100 bpm:** Manter VPP e avaliar técnica.
-   **FC < 60 bpm:** Avançar para massagem cardíaca.

#### 4\. Massagem Cardíaca (3:1)

Iniciada quando a FC permanece **< 60 bpm** mesmo após 30 segundos de VPP eficaz.

-   **Técnica:** Dois polegares circundando o tórax.
-   **Compressão:** Terço inferior do esterno, profundidade de **1/3 do diâmetro AP do tórax**.
-   **Relação:** **3 compressões para 1 ventilação** (90 comp + 30 vent/min).
-   **Reavaliação:** A cada 60 segundos.

#### 5\. Adrenalina e Expansão Volêmica

Quando FC permanece **< 60 bpm** mesmo após VPP eficaz + massagem cardíaca.

Medicamento

Via

Dose

**Adrenalina**

**IV (venosa umbilical)**

**0,01 a 0,03 mg/kg**

Adrenalina (alternativa)

Endotraqueal

0,05 a 0,1 mg/kg

**SF 0,9%**

**IV (venosa umbilical)**

**10 mL/kg** em 5–10 min

A via IV umbilical é sempre preferível. SF 0,9% é o expansor de primeira escolha — hemácias e Ringer lactato **não** são indicados.

### Cuidados de Rotina na Sala de Parto

-   **Clampeamento tardido do cordão:** Entre **1 e 3 minutos** para RNs com boa vitalidade.
-   **Vitamina K (Fitomenadiona):** 0,5 a 1 mg IM na coxa anterolateral.
-   **Crede-Profilaxia:** Nitrato de prata a 1% em cada olho.
-   **BCG:** Indicada para RNs com peso > 2.000 g. RNs de mãe bacilífera: iniciar **quimioprofilaxia com isoniazida** por 3 meses e **adiar a BCG**.
-   **Hepatite B:** Primeira dose dentro das primeiras 12 horas.
-   **Contato pele a pele:** Por pelo menos 1 hora.

### Termorregulação: O Inimigo Silencioso

-   Sala de parto: **23°C a 26°C**
-   Secador pré-aquecido sob fonte de calor radiante
-   Para RNs < 34 semanas: **saco plástico + touca dupla** sem secar previamente

### Testes de Triagem na Sala

Teste

Momento

Observação

Reflexo vermelho (teste do olhinho)

Antes da alta

Catarata e retinoblastoma

Teste da linguinha

Antes da alta

Frênulo lingual

Teste do coraçãozinho

24–48h de vida

Oximetria em MMSS e MMII

Teste do pezinho

3º ao 5º dia

Não fazer no nascimento

Reanimação Neonatal Passo a Passo: Protocolo Atualizado SBP 2025

* * *

## Tema 2 — Triagem Neonatal: Teste do Pezinho, Coraçãozinho e Orelhinha

No Brasil, todo recém-nascido tem direito a triagens obrigatórias e gratuitas pelo SUS. O **Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN)** engloba cinco triagens: teste do pezinho (biológico), teste do coraçãozinho, teste da orelhinha, teste da linguinha e teste do olhinho.

### Teste do Pezinho: Coleta, Tecnologia e PNTN Ampliado

A coleta deve ser realizada **preferencialmente entre o 3º e o 5º dia de vida**. O método padrão-ouro é a **espectrometria de massas em tandem**.

#### Ampliação pela Lei 14.154/2021

A lei ampliou o painel de 6 para **mais de 50 condições**, organizadas em fases:

Fase

Doenças incluídas

Fase I

Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Doença Falciforme, Fibrose Cística, Hiperplasia Adrenal Congênita, Deficiência de Biotinidase

Fase II

Galactosemia, Toxoplasmose Congênita

Fase III

Imunodeficiências graves (SCID, Agamaglobulinemia)

Fase IV

Atrofia Muscular Espinhal (AME)

A **Homocistinúria Clássica (HCU)**, incluída em **2023** pela Conitec, é causada pela deficiência da enzima **cistationina-beta-sintetase**. O tratamento precoce com dieta restritiva em metionina previne complicações graves.

### Teste do Coraçãozinho

**Protocolo atualizado (2023+):**

-   Idade gestacional mínima: **35 semanas**
-   Momento ideal: **24-48 horas de vida**

Resultado

Critério

**Negativo**

SpO2 **≥ 95%** em ambas + diferença **≤ 3%**

**Positivo (imediato)**

SpO2 **≤ 89%** em qualquer extremidade

**Duvidoso**

SpO2 90-94% ou diferença 3-9% (repetir em 1h)

### Triagem Auditiva Neonatal: EOAT, PEATE e Nova Meta 1-2-3

1.  **Teste inicial:** EOAT (Emissões Otoacústicas Transientes)
2.  **Falha no EOA (sem risco):** Reteste em **15 dias**
3.  **Falha no reteste:** Encaminhar para **PEATE/BERA**
4.  Famílias com pais surdos: avaliar diretamente com PEATE

#### Nova Meta 1-2-3 (2025)

Meta

Prazo

**1**

Triagem auditiva até o **1º mês** de vida

**2**

Diagnóstico confirmado até o **2º mês** de vida

**3**

Intervenção (prótese/IC) até o **3º mês** de vida

#### Divisão IRDA1 e IRDA2

Categoria

Fatores associados

**IRDA1** (perda coclear)

Infecções congênitas (TORCHS+Z), ototóxicos, meningite bacteriana

**IRDA2** (perda retrococlear/neuropatia)

UTI neonatal **≥ 5 dias**, peso **< 1.500g**, hiperbilirrubinemia com exsanguinotransfusão, ventilação mecânica prolongada

RNs **sem IRDA** realizam apenas EOA; com IRDA necessitam de PEATE mesmo com EOA normal (risco de neuropatia auditiva).

### Tabela Comparativa das 5 Triagens Neonatais

Triagem

Período ideal

Método principal

Alvos

**Teste do Pezinho**

3º-5º dia

Sangue do calcanhar (espectrometria de massas)

\>50 doenças

**Teste do Coraçâozinho**

24-48h (≥35 semanas)

Oximetria de pulso (SpO2) pre + pós-ductal

Cardiopatias congênitas críticas

**Teste da Orelhinha**

24-48h ou antes da alta

EOAT → PEATE se falha

Deficiência auditiva coclear (≥30-35 dB)

**Teste da Linguinha**

Primeiras 48h

Avaliação clínica do frênulo (Protocolo Martinelli)

Anquiloglossia

**Teste do Olhinho**

Até 7 dias (ideal: 48-72h)

Reflexo vermelho (Brückner)

Catarata congênita, retinoblastoma, glaucoma congênito

### Pontos-chave para a prova

-   **3º-5º dia**: período ideal para coleta do pezinho
-   **SpO2 ≤ 89%**: positivo imediato no coraçãozinho
-   **SpO2 ≥ 95% + diferença ≤ 3%**: coraçãozinho negativo
-   **35 semanas**: idade gestacional mínima para coraçãozinho (pós-2023)
-   **HCU**: incluída em 2023 no PNTN
-   **Lei 14.154/2021**: ampliou o pezinho para >50 doenças
-   **Meta 1-2-3**: triagem (1º mês), diagnóstico (2º mês), intervenção (3º mês)
-   **IRDA1**: coclear; **IRDA2**: retrococleares

Triagem Neonatal: Teste do Pezinho Ampliado, Coraçãozinho e Orelhinha Bronquiolite Viral Aguda: Guia Completo para Provas de Residência 2026

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## TRIAGEM NEONATAL: 5 TESTES ESSENCIAIS

Ideal, método e critérios de referência

🦶 Teste do Pezinho 

D3 a D5 Sangue do calcanhar 

**Referência:** Lei 14.154/2021 | **\>50 doenças**

💜 Teste do Coraçãozinho 

Após 24h Oximetria de pulso 

**Ref:** SpO2 ≥95% + dif ≤3% | **Positivo:** SpO2 ≤89%

👂 Teste da Orelhinha 

Até 1 mês EOAT → PEATE 

**Meta 1-2-3:** Triagem 1m / Diagnóstico 2m / Intervenção 3m

👅 Teste da Linguinha 

Primeiras 48h Frênulo lingual 

👁️ Teste do Olhinho 

Até 7 dias Reflexo vermelho 

💡 **Lembre-se:** Todos os 5 testes são obrigatórios pelo SUS. Detecção precoce = melhor prognóstico!

📚 medmentorIA — Triagem Neonatal · 2026

* * *

## Tema 3 — Aleitamento Materno: Técnica, Contraindicações e Fisiologia

O aleitamento materno é um dos temas mais cobrados em provas de residência médica. Dominar fisiologia, técnica e contraindicações pode garantir pontos decisivos.

### Fisiologia da Lactação: Prolactina versus Ocitocina

-   **Prolactina:** responsável pela **produção** do leite nos alvéolos mamários. Estimulada pela sucção.
-   **Ocitocina:** responsável pela **ejeção** do leite (contração das células mioepiteliares). Inibida pelo estresse/adrenalina.

### Técnica de Pega Correta e Livre Demanda

Sinais de pega correta:

-   **Boca bem aberta** (>140º), abocanhando parte significativa da aréola
-   **Lábio inferior evertido** (virado para fora)
-   **Queixo tocando a mama**, nariz livre
-   **Aréola mais visível acima** da boca do que abaixo
-   Bochechas arredondadas durante a sucção

A recomendação é **livre demanda** — sem restrições de horários ou duração.

### Contraindicações Absolutas

-   **Infecção materna por HIV**
-   **Infecção materna por HTLV-1 e HTLV-2**
-   **Galactosemia clássica no lactente**

**Mastite e abscesso mamário NÃO contraindicam** a amamentação — o esvaziamento é parte do tratamento. Tuberculose materna também não contraindica.

### Armazenamento do Leite Ordenhado

Condição

Temperatura

Validade

**Geladeira**

4°C a 8°C

**12 horas**

**Freezer**

\-18°C a -12°C

**15 dias**

Armazenar em potes de vidro esterilizados. **Nunca descongelar em micro-ondas.**

### Benefícios Mensuráveis

-   Redução de **820 mil mortes infantis/ano** globalmente
-   Redução de **13% nas mortes por causas preveníveis**
-   **4% de redução no risco de sobrepeso/obesidade** para cada mês adicional de aleitamento

Recomendação oficial: **AME por 6 meses** e **complementar até 2 anos ou mais**.

### Nota sobre o Teste do Pezinho

O aleitamento materno **não interfere** no resultado do teste do pezinho. A coleta entre o 3º e o 5º dia de vida é independente do tipo de alimentação.

Aleitamento Materno nas Provas: Tudo que Você Precisa Saber sobre AM

* * *

## Tema 4 — Bronquiolite Viral Aguda e Profilaxia contra VSR: Nirseximabe 2026

A bronquiolite viral aguda (BVA) é possivelmente o tema de pediatria com maior incidência em provas de residência médica.

### BVA na Prática

-   **Primeiro episódio de sibilância em menores de dois anos**
-   **VSR:** 50 a 70% dos casos
-   **Pico:** 2 a 6 meses de idade
-   **Sazonalidade:** Fevereiro a setembro no Brasil

O diagnóstico é **eminentemente clínico**. A sibilância na BVA ocorre por plugs intraluminais inflamatórios — **não por broncoespasmo**. Por isso, broncodilatadores não funcionam.

**Exames complementares não são recomendados de rotina.**

### Tratamento: O que NÃO Fazer

Tratamento **exclusivamente de suporte**:

-   Hidratação (preferencialmente enteral)
-   Oxigenoterapia quando SpO2 < 90–91%
-   Limpeza nasal com solução salina
-   Cabeceira elevada a 30°

**NÃO usar:**

-   Beta-2 agonistas (salbutamol)
-   Corticoides (inalatórios ou sistêmicos)
-   Adrenalina inalatória
-   Antibióticos
-   Soro hipertônico sem indicação

### Critérios de Internação

-   SpO2 < 91% em ar ambiente
-   FR > 70 irpm (< 2 meses: > 60)
-   Idade < 3 meses
-   Episódios de apneia
-   Desidratação com dificuldade de alimentação
-   Prematuridade extrema ou doença cardiopulmonar de base

### Palivizumabe vs. Nirseximabe: Atualização 2026

**Palivizumabe:** até 5 doses mensais durante a estação do VSR.

Critério

Ministério da Saúde

SBP

**IG elegível**

**≤ 28s6d**

**≤ 31s6d**

**Nirseximabe:** anticorpo monoclonal de **longa duração**, **dose única** IM, proteção por ~5 meses. Incorporado ao PNI, representa mudança paradigmática na prevenção do VSR.

**Vacina materna contra VSR:** aplicável a partir de **32 semanas de gestação**, permite transferência passiva de anticorpos.

### Pegadinhas Clássicas de Prova

-   "Lactente de 4 meses, 1º episódio sibilância, SpO2 93%" → tratamento ambulatorial com suporte
-   "Prescrever salbutamol e prednisona" → **ERRADO**
-   "Sibilância recorrente em criança de 3 anos" → **NÃO É BVA**

* * *

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## Tema 5 — Diarreia Aguda e Desidratação: Planos A, B e C Atualizados

A diarreia aguda (duração < 14 dias) é a principal causa infecciosa de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos, com cerca de 2 bilhões de casos anuais pela OMS.

### Classificação da Desidratação

Diagnóstico **estritamente clínico**:

Grau

Perda de peso

Leve

< 5%

Moderada

6–9%

Grave

≥ 10%

### Planos de Reidratação

**Plano**

**Situação**

**Conduta**

**A**

Sem desidratação

Prevenção domiciliar + SRO após evacuações + zinco 10–14 dias

**B**

Desidratação leve/moderada

SRO 50–100 mL/kg em 4–6h + ondansetrona se vômitos

**C**

Desidratação grave

Venosa, por faixa etária

**Mudança 2023:** divisor etário do Plano C passou de **5 anos** para **1 ano**.

### Plano C Detalhado

-   **< 1 ano:** 30 mL/kg na 1ª hora + 70 mL/kg nas 5h seguintes (total: 6h)
-   **≥ 1 ano:** 30 mL/kg nos primeiros 30 min + 70 mL/kg nas 2h30 seguintes (total: 3h)
-   **Hipovolemia/choque:** Expansão SF 0,9% 20 mL/kg em bolus antes da sequência.

### Zinco

-   **10 mg/dia** — bebês até 6 meses
-   **20 mg/dia** — 6 meses a 5 anos
-   Duração: **10 a 14 dias**

### Ondansetrona no Plano B

Recomendada formalmente para **vômitos incoercíveis** que impedem reidratação oral eficaz, reduzindo necessidade de acesso venoso e internação.

* * *

## Tema 6 — Infecção do Trato Urinário na Pediatria

A ITU é a segunda infecção bacteriana mais prevalente em crianças até 7 anos. _E. coli_ responde por **95% dos casos**.

### Diagnóstico: Urocultura por Método de Coleta

Método

UFC/mL positivo

Jato intermediário

≥ 100.000 UFC/mL

Cateterismo vesical

≥ 1.000 a 50.000 UFC/mL

Aspirado suprapúbico

**Qualquer** crescimento

**Bacteriúria assintomática em pediatria NÃO deve ser tratada.**

### Epidemiologia por Idade e Sexo

-   **Até 6 meses:** incidência igual entre sexos; _Proteus mirabilis_ mais comum em meninos
-   **Após 6 meses:** predomínio no sexo feminino; _E. coli_ predominante

Em RN: febre alta (>39°C) sem foco e icterícia persistente são sinais de alerta.

### Classificação Atualizada (IDSA 2023)

-   **ITU não complicada:** limitada à bexiga (inclui população masculina quando acometimento exclusivo vesical)
-   **ITU complicada:** pielonefrite, abscesso renal, sepse de foco urinário

### Tratamento

**Cistite (VO, 7–10 dias):**

-   Cefalexina: 80 mg/kg/dia VO, 3-4 doses
-   Sulfametoxazol + Trimetropim
-   Nitrofurantoína: 5-7 mg/kg/dia VO

**Pielonefrite (IV, internação obrigatória):**

-   **Ceftriaxona:** 50-75 mg/kg/dia IV, dose única diária

### Refluxo Vesicoureteral (RVU)

Presente em ~35% das crianças com ITU sintomática. Classificado em 5 graus:

Grau

Achado

I

Refluxo ureteral sem dilatação

II

Dilatação ureteral leve, sem dilatação pélvica

III

Dilatação ureteral e pélvica moderada

IV

Tortuosidade ureteral e dilatação pélvica acentuada

V

Dilatação pélvica severa, ureterectasia importante

### Critérios de Imagem após 1ª ITU

-   **Ultrassonografia renal e vesicular:** indicada para todas as crianças com 1ª ITU febril
-   **Uretrocistografia miccional:** meninas < 3 anos com 1ª ITU febril + USG alterada
-   **Renografia com DMSA:** avaliar cicatrizes renais (meses após episódio agudo)

Infecção Urinária em Crianças: Diagnóstico e Tratamento por Faixa Etária

* * *

## Tema 7 — Distúrbios da Puberdade e Estadiamento de Tanner

### Normalidade

-   **Feminina:** 8 a 13 anos, primeiro sinal = **telarca** (broto mamário = M2)
-   **Masculina:** 9 a 14 anos, primeiro sinal = **volume testicular ≥ 4 mL** (G2)

**Puberdade precoce:** antes de 8 anos (F) ou 9 anos (M) **Puberdade atrasada:** ausência de sinais após 13 anos (F) ou 14 anos (M)

### Telarca vs. Adrenarca

-   **Telarca:** dependente do eixo HPG
-   **Adrenarca:** ativação da zona reticular da adrenal (pelos pubianos P2, odor axilar). Tumores adrenais ou HAC podem causar adrenarca isolada (pseudo-puberdade precoce independente de GnRH).

### Menarca e Estirão

-   **Menarca:** estágio **M4**, ~2 a 2,5 anos após telarca
-   **Estirão feminino:** M3 (~8,5–9,5 cm/ano)
-   **Estirão masculino:** G3–G4 (~9,5 cm/ano)
-   ~20% da estatura final é adquirida na puberdade

### Estadiamento de Tanner

Estágio

Mamas (F)

Genitais (M)

Pelos (ambos)

**1**

Pré-puberal

Testículos < 4 mL

Ausentes

**2**

Broto mamário (telarca)

Testículos ≥ 4 mL; escroto fino

Escassos, longos, pigmentados

**3**

Elevação mama + aréola contorno único

Crescimento peniano; testículos ≥ 8 mL

Mais escuros, encaracolados

**4**

Aréola + papila = montículo secundário

Aumento diâmetro peniano; testículos ≥ 12 mL

Adultos em quantidade, distribuição limitada

**5**

Forma adulta madura

Testículos ≥ 15–25 mL

Distribuição adulta, extensão às coxas

### Investigação

-   **Rastreamento inicial:** LH, FSH, estradiol/testosterona, radiografia de **idade óssea** (punho e mão E), **USG pélvica** (meninas)
-   **Teste de estímulo com GnRH:** diferencia puberdade precoce central de periférica
-   **RM de crânio:** se suspeita de etiologia central

Puberdade Precoce: Como Investigar e com Qual Critério de Tanner

⚥ 

## ESTADIAMENTO DE TANNER

Distúrbios da Puberdade — Feminino × Masculino

♀ 

FEMININO

Estágios M1 → M5

♂ 

MASCULINO

Estágios G1 → G5

M1 Pré-púbere 

Sem tecido mamário; aréola plana.

G1 Pré-púbere 

Testículos < 1.5 mL; pênis infantil; sem pelos.

M2 Telarca 

Broto mamário; aréola alargada.

G2 ↑ Testicular 

Testículos 1.5–6 mL; escroto fino e vermelho.

M3 Desenvolvimento 

Aumento do volume mamário; aréola contínua.

G3 Crescimento peniano 

Testículos 6–12 mL; pênis alongado.

M4 Pré-menarca 

Aréola + papila formam projeção secundária.

G4 Estirão 

Testículos 12–15 mL; pênis adulto em largura.

M5 Adulto ✓ 

Mama adulta; pelos tipo adulto em triângulo invertido.

🩸 MENARCA: ~M4 (12-13 anos) 

G5 Adulto ✓ 

Testículos ≥ 15 mL; genitais adultos.

📈 ESTIRÃO: G3–G4 (13-15 anos) 

🧠 DICAS PARA PROVA

-   **1º sinal feminino:** Telarca (M2) — _NÃO pelos pubianos_
-   **1º sinal masculino:** Testículos ≥ 4 mL (G2) — _antes de qualquer pelo_
-   **Menarca:** M4, ~2 anos após telarca
-   **Cronologia F:** Telarca → Pelo pubiano → Estirão → Menarca → Pelo axilar
-   **Cronologia M:** ↑ Testicular → Pelo peniano → Estirão → Pelo facial

Marshall & Tanner (1969, 1970) | Dados para Residência Médica 

* * *

## Tema 8 — Desenvolvimento Neuropsicomotor e Reflexos Primitivos

O desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) é o processo sequencial de maturação neurológica, cognitiva e social da concepção aos dois anos de idade.

### Padrão do Desenvolvimento

-   **Craniocaudal:** da cabeça para os pés (sustenta cabeça → senta → anda)
-   **Proximodistal:** do centro para as extremidades (ombro → mão → dedos)

### Os Primeiros 1.000 Dias

A janela entre a gestação e os dois anos representa o período de **maior plasticidade cerebral**. Baixo peso ao nascer (< 2.500g) e prematuridade exigem atenção redobrada.

### Marcos do Desenvolvimento

Idade

Marco

3–4 meses

Sustenta a cabeça

6 meses

Senta sem apoio

8 meses

Engatinha

12 meses

Primeiros passos e primeiras palavras

### Classificação

-   **Adequado:** reforço positivo aos cuidadores
-   **Alerta:** orientação de estimulação + retorno em **30 dias**
-   **Possível atraso:** encaminhamento imediato para rede especializada

### Reflexos Primitivos: Cronologia de Desaparecimento

Reflexo

Desaparecimento

Observação

Moro

**6 meses**

Assimetria = alerta

Preensão palmar

**4–6 meses**

Substitui-se por preensão voluntária

Preensão plantar

**15 meses**

Um dos mais duradouros

Marcha reflexa

**2–3 meses**

Um dos primeiros a desaparecer

Procura

**3–4 meses**

Estimulado na região perioral

Landau

**12–24 meses**

Surgimento por volta dos 3 meses

Babinski

**18–24 meses**

**Fisiológico no lactente**

> **Ponto de prova:** Babinski é normal até 18–24 meses. Após esse período, sugere lesão do neurônio motor superior.

### Pontos-Chave para Provas

-   DNPM é **sequencial e previsível** — desvios merecem investigação
-   Reflexos que **persistem além do prazo** ou são **assimétricos** indicam atraso neurológico
-   **Encaminhamento precoce** amplia chances de intervenção eficaz

[pediatria residencia](/blog/residencia-medica-pediatria-guia-completo)

* * *

## Tema 9 — Febre Sem Sinais Localizatórios e Neutropenia Febril

Febre em criança sem foco aparente é um dos cenários mais frequentes na pediatria de emergência.

**Definição:** temperatura retal > 38°C. Axilar > 37,8°C acende o alerta.

### Estratificação por Faixa Etária

Faixa etária

Conduta

Exames obrigatórios

**0-28 dias**

**Internação mandatória**

Hemocultura, urocultura, LCR, PCR

**1-3 meses**

Critérios de Rochester

Hemograma, urocultura

**3-36 meses**

Avaliar toxicidade

Conforme clínica

### Critérios de Rochester (1-3 meses)

-   Leucócitos: 5.000–15.000/mm³
-   Bastonetes: < 1.500/mm³
-   Leucócitos urina: < 10/campo

Crianças que preenchem **todos** os critérios = **baixo risco** → acompanhamento ambulatorial com reavaliação em 24h.

### Neutropenia Febril: Emergência Oncológica

**Todo paciente pediátrico com neutropenia febril requer internamento imediato.**

-   **Febre:** > 38°C por pelo menos 1 hora
-   **Neutropenia:** neutrófilos < 1.000/mm³
-   **Neutropenia grave:** < 500/mm³ → cobertura anti-Pseudomonas
-   **Duração > 7 dias:** considerar cobertura antifúngica

**Antibioticoterapia empírica:** Cefepime ou piperacilina-tazobactam (1ª linha). Vancomicina se suspeita de infecção de cateter.

### Pontos-Chave de Prova

-   Neonato febril (0-28 dias) = internação obrigatória, **sem exceção**
-   FSSL com toxemia = internação
-   ITU oculta é a apresentação bacteriana grave mais comum em FSSL
-   Neutropenia febril pediátrica **nunca** é ambulatorial

* * *

## Tema 10 — Icterícia Neonatal e Emergências Pediátricas

### Icterícia Neonatal

**Regra de ouro:** icterícia com **menos de 24 horas de vida é sempre patológica**.

Característica

Fisiológica

Patológica

Início

Após 24h

< 24h (sempre!)

Pico

3º-5º dia

Elevação > 5 mg/dL/dia

BT máxima

< 12-13 mg/dL

Variável, progressiva

Resolução

Até 2 semanas

Persistente

**Fototerapia:** primeira linha. Limiares dependem da idade em horas e peso/IG. **Exsanguinotransfusão:** quando fototerapia falha ou BT > 25 mg/dL (risco de kernicterus).

### Emergências Pediátricas

**PCR na pediatria é primariamente respiratória** (hipóxia progressiva), diferente do adulto (origem cardíaca).

**RCP pediátrica com 2 socorristas:** proporção **15:2** (adulto = 30:2). Com 1 socorrista: 30:2.

### BRUE (Evento Inexplicado Resolvido Brevemente)

Substituiu o ALTE. Aplica-se a **menores de 1 ano**, dura < 1 minuto, autolimitado.

**Baixo risco:** idade > 60 dias, IG ≥ 32 semanas, evento único → conduta conservadora. **Alto risco:** internação e investigação complementar.

### Encefalopatia Hipóxico-Isquêmica (EHI)

**Hipotermia terapêutica:** padrão-ouro para EHI moderada/grave. Iniciar **nas primeiras 6 horas de vida**, manter **33,5°C por 72 horas**.

### TCE Leve: Critérios PECARN

-   **< 2 anos:** observar 4-6h; sinais de alerta = alteração da consciência, fratura palpável, fontanela abaulada, vômitos persistentes
-   **≥ 2 anos:** TC se Glasgow < 15, sinais de fratura de base de crânio, vômitos, cefaleia intensa. Glasgow 15 + assintomático = observação.

Icterícia neonatal Emergências pediátricas Trauma cranioencefálico em pediatria

* * *

## Comparativo: O que Mudou em Pediatria entre 2024 e 2026?

Tema

Antes (até 2023)

Agora (2024–2026)

**Diarreia — Plano C**

Divisor etário: **5 anos**

Divisor: **1 ano** (MS + SBP + SBI, 2023)

**Diarreia — Ondansetrona**

Uso fora de bula

**Recomendada formalmente no Plano B**

**Teste do Pezinho**

Painel menor

**HCU incluída** (2023); >50 doenças (Lei 14.154)

**Coraçâozinho**

IG mínima: 34 semanas

IG mínima: **35 semanas**; positivo: SpO2 ≤ 89%

**Triagem Auditiva**

IRDA agrupado

**IRDA1** (coclear) e **IRDA2** (retrococlear)

**Meta TAN**

Sem algoritmo unificado

**Meta 1-2-3:** triagem 1m / diagnóstico 2m / intervenção 3m

**Prevenção VSR**

Só Palivizumabe

**Nirseximabe** (dose única) + Palivizumabe + vacina materna

[Guia de Atualização em Pediatria 2026](/blog/calendario-vacinal-pediatria-guia-completo) [Banco de Questões Atualizado medmentorIA](/blog/banco-de-questoes-residencia-medica-como-estudar)

* * *

## Tabela-Resumo: Os 10 Temas que Mais Caem na Prova

Nº

Tema

Palavra-chave

Frequência

Bancas

1

Reanimação Neonatal

3 perguntas iniciais

**Alta**

ENAMED, HCPA-RS

2

Triagem Neonatal

PNTN ampliado

**Alta**

ENAMED, INEP

3

Aleitamento Materno

Contraindicações absolutas

**Alta**

ENAMED, Unesp

4

Bronquiolite Viral Aguda

VSR / sem beta-2

**Alta**

ENAMED, HCPA-RS

5

Diarreia Aguda

Planos A, B, C (1 ano)

**Alta**

ENAMED, HCPA-RS

6

Infecção Urinária

_E. coli_ 95% / RVU 5 graus

**Alta**

ENAMED, PROFIMED

7

Puberdade / Tanner

Telarca 8-13 / G2 ≥ 4 mL

**Média**

ENAMED, Unesp

8

DNPM e Reflexos

Moro 6m / Babinski 18-24m

**Média**

HCPA-RS, INEP

9

FSSL / Neutropenia Febril

Rochester / < 500 = internar

**Média**

HCPA-RS, ENAMED

10

Icterícia / Emergências

< 24h = patológica / PECARN

**Média**

HCPA-RS, INEP

* * *

## Perguntas Frequentes sobre Pediatria na Residência Médica

**Quais são os 10 temas de pediatria mais cobrados na residência médica?**

Reanimação neonatal, triagem neonatal, aleitamento materno, bronquiolite por VSR, diarreia aguda e desidratação, infecção urinária, puberdade e Tanner, DNPM e reflexos, FSSL/neutropenia febril, e icterícia neonatal/emergências. Aparecem em ENAMED, Revalida e concursos de diversas instituições.

**Qual o esquema atual de profilaxia contra VSR?**

Palivizumabe (até 5 doses mensais) e Nirseximabe (anticorpo de longa duração, dose única, incorporado em 2026). Vacina materna a partir de 32 semanas.

**Quais são as contraindicações absolutas do aleitamento materno no Brasil?**

HIV, HTLV-1/2 e galactosemia clássica no lactente. Mastite NÃO contraindica.

**Como classificar a desidratação infantil?**

Plano A (domiciliar + zinco), Plano B (SRO 50-100 mL/kg em 4-6h), Plano C (venoso, divisor etário 1 ano). Zinco 10 mg/d (< 6 meses) ou 20 mg/d (6m-5a).

**O que é BRUE e qual a conduta?**

Evento breve inexplicado em < 1 ano, < 1 minuto. Baixo risco: > 60 dias, IG ≥ 32 semanas, único episódio. Alto risco: internação.

**Quais os critérios de Tanner e quando investigar puberdade precoce?**

Tanner M/G/P 1-5. Precoce: < 8 anos (F) / < 9 anos (M). Volume testicular ≥ 4 mL = G2. Menarca em M4.

**Qual o período ideal para o teste do pezinho?**

3º ao 5º dia de vida. PNTN ampliado (Lei 14.154/2021) inclui Homocistinúria Clássica e outras doenças.

**Como distinguir icterícia fisiológica de patológica?**

Fisiológica: > 24h, BT < 13, pico 3º-5º dia. Patológica: < 24h (sempre!), BT subindo > 5 mg/dL/dia, hemólise.

* * *

## Conclusão: Como Dominar os 10 Temas e Garantir sua Aprovação em Pediatria

Dominar os 10 temas mais cobrados em pediatria não é sobre decorar listas: é sobre construir um raciocínio clínico que funcione sob pressão de prova. Ao longo deste guia, você viu que os assuntos mais frequentes — de diarreia aguda e aleitamento materno a emergências respiratórias e reanimação neonatal — correspondem à maior parte das questões nas provas de residência.

O diferencial para 2026 está nas atualizações recentes: **Nirseximabe** para prevenção de VSR em dose única, **Plano C** com divisor etário de **1 ano**, nova classificação **IRDA1/IRDA2** para triagem auditiva, e a **meta 1-2-3** para intervenção auditiva precoce. Quem domina a base clássica e aplica essas novidades tem vantagem objetiva na pontuação final.

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DL

★ Caso nº 1 · role-model M.A.E.S.T.R.O.® 

Sobre a autora

### Dra. Lara Santos Rocha

Residente de Clínica Médica — HC-USP-RP (FMRP-USP) · CRM-SP 285250 

Médica residente de Clínica Médica no HC-USP-RP. Vive a preparação para residência por dentro — e revisa o conteúdo do blog com esse olhar prático.

1º lugar · FELUMA Aprovada · Einstein (HIAE) 

Caso de sucesso nº 1 da IA M.A.E.S.T.R.O.® — a trajetória de aprovação da Dra. Lara é o primeiro role-model a partir do qual o algoritmo M.A.E.S.T.R.O.® aprende e se calibra (fine-tuning). É o caso 1 de milhares de aprovações que a IA está aprendendo para guiar cada estudante.

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